Parabéns à Claudia e ao François pelo seu bebé Rafael.
Que muitos sorrisos e alegrias vos acompanhem nesta vida a três!
Um abraço especial para Mértola!
Luisa
segunda-feira, 31 de janeiro de 2005
quarta-feira, 26 de janeiro de 2005
Rolhão Mucoso
Durante a gravidez um rolhão mucoso bloqueia a entrada do cervix para evitar que bactérias entrem. Antes do trabalho de parto, este rolhão mucoso é expelido para que o cervix possa abrir permitindo a passagem do bebé, para se preparar para o parto
Quanto tempo depois da saída do rolhão mucoso começa o trabalho de parto?
A saída do rolhão mucoso é o sinal de que o seu cervix está a dilatar e que o corpo se está a preparar para o parto. O trabalho de parto podem estar a horas, dias ou até mesmo semanas de distância enquanto o cervix se abre gradualmente.
Qual é o aspecto do rolhão mucoso?
O rolhão mucoso pode ser claro, ligeiramente rosado ou raiado de sangue. Pode ser de consistência mucosa ou viscoso tipo corrimento. Algumas mulheres nem se apercebem da sua perda já que durante a gravidez há muito corrimento.
Quando devo telefonar ao médico?
Deve telefonar ao médico imediatamente se o corrimento passa a ser vermelho vivo e a quantidade for superior a duas colheres da sopa. Pode estar com placenta prévia ou placenta abrupta.
Placenta prévia é quando a placenta está baixa, podendo cobrir parte ou totalmente o cervix o que causa sangramento vaginal. Placenta prévia ocorre numa em cada 200 mulheres.
A placenta pode descolar do útero antes ou durante o trabalho de parto, a isto chama-se placenta abrupta e normalmente só 1% das mulheres grávidas têm este problema.
Retirado do site - http://www.pregnancy.org/
Traduzido por Rosa Macedo
Quanto tempo depois da saída do rolhão mucoso começa o trabalho de parto?
A saída do rolhão mucoso é o sinal de que o seu cervix está a dilatar e que o corpo se está a preparar para o parto. O trabalho de parto podem estar a horas, dias ou até mesmo semanas de distância enquanto o cervix se abre gradualmente.
Qual é o aspecto do rolhão mucoso?
O rolhão mucoso pode ser claro, ligeiramente rosado ou raiado de sangue. Pode ser de consistência mucosa ou viscoso tipo corrimento. Algumas mulheres nem se apercebem da sua perda já que durante a gravidez há muito corrimento.
Quando devo telefonar ao médico?
Deve telefonar ao médico imediatamente se o corrimento passa a ser vermelho vivo e a quantidade for superior a duas colheres da sopa. Pode estar com placenta prévia ou placenta abrupta.
Placenta prévia é quando a placenta está baixa, podendo cobrir parte ou totalmente o cervix o que causa sangramento vaginal. Placenta prévia ocorre numa em cada 200 mulheres.
A placenta pode descolar do útero antes ou durante o trabalho de parto, a isto chama-se placenta abrupta e normalmente só 1% das mulheres grávidas têm este problema.
Retirado do site - http://www.pregnancy.org/
Traduzido por Rosa Macedo
domingo, 23 de janeiro de 2005
Episiotomia
Exertos retirados do Estudo Médico feito em Portugal por Bárbara Bettencourt Borges, Fátima Serrano, Fernanda Pereira do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa em Lisboa, Dezembro de 2003
“A episiotomia é um procedimento cirúrgico quase universal que foi introduzido na prática clínica sem evidência científica que suportasse o seu benefício. O seu uso continua a ser rotineiro apesar de não cumprir a maioria dos objectivos pelos quais é justificado, isto é, não diminui o risco de lesões perineais severas, não previne o desenvolvimento de relaxamento pélvico e não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade do recém nascido.
(...)
A episiotomia, um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns em obstetrícia é, no entanto, um dos únicos que é realizado sem qualquer consentimento específico da doente. Foi introduzido há mais de 250 anos na prática clínica, sem uma evidência científica que fundamentasse o seu benefício, tendo como justificação a prevenção de lacerações perineais severas, uma melhor preservação da função sexual posterior, uma redução da incidência de incontinência urinária e fecal e a protecção do recém nascido. Mas, na verdade, para muitos autores o seu uso rotineiro não é aconselhável e deve ser abandonado, sendo recomendada uma filosofia mais selectiva.
(...)
Isto levou a que, nos últimos 20 anos, múltiplos trabalhos tenham tentado definir melhor as indicações e sequelas associadas à episiotomia; a maioria conclui não haver suporte para acreditar que a sua prática generalizada diminua, por exemplo, o risco de lesão grave do períneo, melhore a sua cicatrização, previna a lesão fetal ou reduza o risco de incontinência urinária.
(...)
Quadro I - Complicações da episiotomia
- Infecção
- Hematoma
- Roturas do períneo grau III e IV
- Celulite
- Deiscência
- Abcesso
- Incontinência de gases
- Incontinência de fezes
- Fístula rectovaginal
- Lesão do nervo pudendo
- Fasceíte necrosante
- Morte
Os riscos associados são, entre outros, a extensão da lesão, hemorragia significativa, dor no pós-parto, edema, infecções, hematoma, dispareunia, fístulas rectovaginais e, embora raro, a endometriose da episiorrafia.
A relação da episiotomia e a perda de sangue tem sido amplamente analisada, chegando a existir um trabalho (…) que defende que a hemorragia durante um trabalho de parto vaginal com episiotomia é maior do que durante uma cesariana... Uma revisão (…) conclui que a episiotomia está associada a uma importante perda de sangue intraparto e hemorragia pós-parto, em especial na mediolateral, e que evitando-a pode ser uma das maneiras mais eficazes de diminuir a perda de sangue excessiva observada em alguns TP.
Outra controvérsia surge relativamente à ideia de que com a episiotomia a dor no pós-parto é menor, quando comparada com as roturas espontâneas. Para além de serem necessários mais trabalhos que nos elucidem neste ponto, os que estão publicados parecem revelar que, pelo contrário, após uma episiotomia (independentemente do tipo realizado), a dor intraparto é maior, tornando-se mais incómoda no pós-parto imediato, sem existir, contudo, evidência condicionar sequelas a longo prazo relacionadas com dispareunia e duração do retorno à vida sexual.
(...)
Conclusão
O uso profiláctico/rotineiro da episiotomia continua a ser praticado frequentemente apesar da ausência de evidência científica que suporte o seu benefício. Pelo contrário, existe mesmo uma evidência clara de que a episiotomia pode trazer algumas sequelas.
Desta revisão ressalta que a episiotomia não cumpre a maioria dos objectivos pelos quais é justificada a sua utilização. Não só não diminui o risco de lesão do períneo, sob a forma de roturas de grau III e IV, como, inclusive, as suas complicações podem agravar ainda mais estas lesões. Não previne o desenvolvimento do relaxamento pélvico com também não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade fetal. Na verdade, os riscos associados ao seu uso são significativos e levam-nos a ponderar se perante esta ausência de suporte científico é correcto praticar um acto para o qual não se encontram benefícios que o justifiquem!”
Estudo Completo no Site da Ordem dos Médicos
“A episiotomia é um procedimento cirúrgico quase universal que foi introduzido na prática clínica sem evidência científica que suportasse o seu benefício. O seu uso continua a ser rotineiro apesar de não cumprir a maioria dos objectivos pelos quais é justificado, isto é, não diminui o risco de lesões perineais severas, não previne o desenvolvimento de relaxamento pélvico e não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade do recém nascido.
(...)
A episiotomia, um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns em obstetrícia é, no entanto, um dos únicos que é realizado sem qualquer consentimento específico da doente. Foi introduzido há mais de 250 anos na prática clínica, sem uma evidência científica que fundamentasse o seu benefício, tendo como justificação a prevenção de lacerações perineais severas, uma melhor preservação da função sexual posterior, uma redução da incidência de incontinência urinária e fecal e a protecção do recém nascido. Mas, na verdade, para muitos autores o seu uso rotineiro não é aconselhável e deve ser abandonado, sendo recomendada uma filosofia mais selectiva.
(...)
Isto levou a que, nos últimos 20 anos, múltiplos trabalhos tenham tentado definir melhor as indicações e sequelas associadas à episiotomia; a maioria conclui não haver suporte para acreditar que a sua prática generalizada diminua, por exemplo, o risco de lesão grave do períneo, melhore a sua cicatrização, previna a lesão fetal ou reduza o risco de incontinência urinária.
(...)
Quadro I - Complicações da episiotomia
- Infecção
- Hematoma
- Roturas do períneo grau III e IV
- Celulite
- Deiscência
- Abcesso
- Incontinência de gases
- Incontinência de fezes
- Fístula rectovaginal
- Lesão do nervo pudendo
- Fasceíte necrosante
- Morte
Os riscos associados são, entre outros, a extensão da lesão, hemorragia significativa, dor no pós-parto, edema, infecções, hematoma, dispareunia, fístulas rectovaginais e, embora raro, a endometriose da episiorrafia.
A relação da episiotomia e a perda de sangue tem sido amplamente analisada, chegando a existir um trabalho (…) que defende que a hemorragia durante um trabalho de parto vaginal com episiotomia é maior do que durante uma cesariana... Uma revisão (…) conclui que a episiotomia está associada a uma importante perda de sangue intraparto e hemorragia pós-parto, em especial na mediolateral, e que evitando-a pode ser uma das maneiras mais eficazes de diminuir a perda de sangue excessiva observada em alguns TP.
Outra controvérsia surge relativamente à ideia de que com a episiotomia a dor no pós-parto é menor, quando comparada com as roturas espontâneas. Para além de serem necessários mais trabalhos que nos elucidem neste ponto, os que estão publicados parecem revelar que, pelo contrário, após uma episiotomia (independentemente do tipo realizado), a dor intraparto é maior, tornando-se mais incómoda no pós-parto imediato, sem existir, contudo, evidência condicionar sequelas a longo prazo relacionadas com dispareunia e duração do retorno à vida sexual.
(...)
Conclusão
O uso profiláctico/rotineiro da episiotomia continua a ser praticado frequentemente apesar da ausência de evidência científica que suporte o seu benefício. Pelo contrário, existe mesmo uma evidência clara de que a episiotomia pode trazer algumas sequelas.
Desta revisão ressalta que a episiotomia não cumpre a maioria dos objectivos pelos quais é justificada a sua utilização. Não só não diminui o risco de lesão do períneo, sob a forma de roturas de grau III e IV, como, inclusive, as suas complicações podem agravar ainda mais estas lesões. Não previne o desenvolvimento do relaxamento pélvico com também não tem impacto sobre a morbilidade ou mortalidade fetal. Na verdade, os riscos associados ao seu uso são significativos e levam-nos a ponderar se perante esta ausência de suporte científico é correcto praticar um acto para o qual não se encontram benefícios que o justifiquem!”
Estudo Completo no Site da Ordem dos Médicos
sexta-feira, 21 de janeiro de 2005
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
Dar à Luz Hoje
"Um parto é bom quando deixa a mulher inteira, no mínimo contente consigo própria (e não somente porque está com seu bebê no colo), quando é respeitada (e se sente respeitada), é informada sobre os procedimentos que vão ser efectuados e, possivelmente (eventualidade raríssima) lhe é solicitado o consentimento para a realização de alguns deles, quando seus direitos como cidadã e ser humano são reconhecidos.
(...) As mulheres geralmente não são informadas sobre o que está acontecendo com elas, nem nos hospitais públicos, nem nos particulares. O que é do âmbito médico permanece em “segredo”. A parturiente é “paciente”, um corpo sujeito à intervenção médica. Uma vez que ela está lá e está pagando ao profissional, fica subentendido que ele recebeu a autoridade para fazer tudo (ou quase) o que ele (com sua formação, cultura, hábitos e crenças) julgar necessário. Nenhum procedimento de rotina é comunicado às parturientes. Muito menos é perguntado a elas se os aceitam. Não só. Durante o pré-natal, inclusive dos “obstetras cinco estrelas” (porque, repito, essa não é uma questão que muda com a classe social da parturiente, uma vez que frente ao médico são todas “pacientes”), não é explicado à mulher como é o parto normal hospitalar, nem como é que acontece uma cesárea. As mulheres vão ao hospital vedadas. Não sabem o que as espera. Muitas delas podem até, sob sugestão do próprio profissional, ter visitado a maternidade, para se “ambientar”, para conhecer o quarto, o berçário e a sala de parto. Mas ninguém lhes diz o que passarão lá dentro, quais são suas opções e quais seus direitos. Dar à luz hoje se tornou uma façanha para a mulher que quer estar consciente e ser activa durante o nascimento de seu filho. O movimento pela humanização do parto nasceu para contribuir para uma mudança efectiva nesta direcção: oferecer o suporte físico, psicológico com informações de qualidade e orientações para que ela possa viver seu parto com segurança, satisfação e plenitude."
Adriana Tanese Nogueira (adaptado)
Texto integral em http://www.amigasdoparto.org.br/ce_parto.asp
(...) As mulheres geralmente não são informadas sobre o que está acontecendo com elas, nem nos hospitais públicos, nem nos particulares. O que é do âmbito médico permanece em “segredo”. A parturiente é “paciente”, um corpo sujeito à intervenção médica. Uma vez que ela está lá e está pagando ao profissional, fica subentendido que ele recebeu a autoridade para fazer tudo (ou quase) o que ele (com sua formação, cultura, hábitos e crenças) julgar necessário. Nenhum procedimento de rotina é comunicado às parturientes. Muito menos é perguntado a elas se os aceitam. Não só. Durante o pré-natal, inclusive dos “obstetras cinco estrelas” (porque, repito, essa não é uma questão que muda com a classe social da parturiente, uma vez que frente ao médico são todas “pacientes”), não é explicado à mulher como é o parto normal hospitalar, nem como é que acontece uma cesárea. As mulheres vão ao hospital vedadas. Não sabem o que as espera. Muitas delas podem até, sob sugestão do próprio profissional, ter visitado a maternidade, para se “ambientar”, para conhecer o quarto, o berçário e a sala de parto. Mas ninguém lhes diz o que passarão lá dentro, quais são suas opções e quais seus direitos. Dar à luz hoje se tornou uma façanha para a mulher que quer estar consciente e ser activa durante o nascimento de seu filho. O movimento pela humanização do parto nasceu para contribuir para uma mudança efectiva nesta direcção: oferecer o suporte físico, psicológico com informações de qualidade e orientações para que ela possa viver seu parto com segurança, satisfação e plenitude."
Adriana Tanese Nogueira (adaptado)
Texto integral em http://www.amigasdoparto.org.br/ce_parto.asp
terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Doulas de Portugal na TV
Está confirmado! As Doulas de Portugal passam hoje no Primeiro Jornal da SIC, às 13h.
Doulas na Sic!
Muito provavelmente, hoje, no Jornal da Tarde (13h) da SIC, canal 3, poderão ver uma peça sobre as Doulas de Portugal, e a formação para novas doulas.
Digo muito provavelmente pois ainda não tenho a confirmação da jornalista Andreia Vale, que foi muito simpática em avisar-me a esta hora.
Ficam todos e todas avisados também!
Digo muito provavelmente pois ainda não tenho a confirmação da jornalista Andreia Vale, que foi muito simpática em avisar-me a esta hora.
Ficam todos e todas avisados também!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2005
Nova Lista de Discussão
Devido a problemas técnicos no Google, mudámos a nossa lista de discussão para o Yahoo.
Se desejar conversar, trocar ideias com outras mães e pais ou esclarecer dúvidas sobre a sua gravidez ou parto, junte-se a nós!
Clique em http://br.groups.yahoo.com/group/doulasdeportugal/
Sejam todos bem vindos!
Se desejar conversar, trocar ideias com outras mães e pais ou esclarecer dúvidas sobre a sua gravidez ou parto, junte-se a nós!
Clique em http://br.groups.yahoo.com/group/doulasdeportugal/
Sejam todos bem vindos!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2005
Leite materno, como é?
Leite do começo e leite do fim
O leite materno é tão complexo e impossível de ser imitado, que a sua composição muda até mesmo durante a mamada!
Leite do Começo:
O leite do começo surge no início da mamada. Parece acinzentado e aguado. É rico em proteína, lactose, vitaminas, minerais e água.
Leite do Fim:
O leite que surge no final da mamada parece mais branco do que o leite do começo porque contém mais gordura. A gordura torna o leite do fim mais ricoem energia.
Fornece mais da metade da energia do leite materno. A criança precisa tanto do leite do começo quanto do fim para crescer e sedesenvolver. É importante deixar que ela pare espontaneamente de mamar. A interrupção da mamada pode fazer com que receba uma pequena quantidade de leite do fim (e, consequentemente, menos gordura).
Sites com dicas:
http://www.orientacoesmedicas.com.br/aleitamentomaterno.asp
http://correcotia.com/mamae/
http://www.aliancapelainfancia.org.br/paginas/vitalidade.htm
http://www.aleitamento.org.br/manual/composi.htm
O leite materno é tão complexo e impossível de ser imitado, que a sua composição muda até mesmo durante a mamada!
Leite do Começo:
O leite do começo surge no início da mamada. Parece acinzentado e aguado. É rico em proteína, lactose, vitaminas, minerais e água.
Leite do Fim:
O leite que surge no final da mamada parece mais branco do que o leite do começo porque contém mais gordura. A gordura torna o leite do fim mais ricoem energia.
Fornece mais da metade da energia do leite materno. A criança precisa tanto do leite do começo quanto do fim para crescer e sedesenvolver. É importante deixar que ela pare espontaneamente de mamar. A interrupção da mamada pode fazer com que receba uma pequena quantidade de leite do fim (e, consequentemente, menos gordura).
Sites com dicas:
http://www.orientacoesmedicas.com.br/aleitamentomaterno.asp
http://correcotia.com/mamae/
http://www.aliancapelainfancia.org.br/paginas/vitalidade.htm
http://www.aleitamento.org.br/manual/composi.htm
quarta-feira, 5 de janeiro de 2005
Humanização do Parto
(...)Sou médico também, obstetra e homeopata, e trabalho no R. Grande do Sul, mais exatamente em PortoAlegre, e todos me chamam de Ric.
Eu, por outro lado, não concordo com esta afirmação de que "não importa a maneira do nascimento(normal/cesariana), mas sim o resultado final". Lutamoscontra esse tipo de conceito há muitos anos. Se eu fosse jogar futebol e voltasse sem uma perna, não aceitaria que me dissessem: "ok, o importante é que vc está vivo, e vc não é menos homem por não ter uma perna, certo?"
Se eu soubesse que perdi minha perna porque foram negligentes com as minhas necessidades e minhas vontades, eu ficaria muuuuito bravo. Achou demasiado comparar com uma amputação? Pois se vc ler alguns depoimentos de cesariadas vai perceber o quanto a cirurgia amputou uma parte importante da sua feminilidade. E o quanto isso ainda dói em muitas delas. Eu também acho que uma mulher não se define por seu parto, assim como acho que um homem não se define por suas pernas ou por sua capacidade de engravidar e ser pai.
Mas experimente dizer a um homem: "vc não pode engravidar uma mulher, mas não tem problema, basta ir a um banco de sêmem e vocês podem ter filhos sem problema. Vc não vai se sentir menos homem por isso, né?"Assim, não acho cabível que se desconsidere o processo; porque a mulher É o processo. Quando dizemos "o final é que importa" estamos considerando apenas os produtos: uma mulher viva (como se a única coisa importante num parto fosse sobreviver a ele) e um bebê saudável (o produto "social" - nãomaterno). Este posicionamento (é bom quando todos sobrevivem), por mais honesto e correcto que possa parecer, é a antiga ladainha dos cesaristas. É assim que se explicam todas as cirurgias desnecessárias, os procedimentos impensados, as intevenções extemporâneas, porque sempre sobra essa frase para ser dita no final. Depois de uma invasão da integridade de uma mulher, sempre há um obstetra que virá dizer: "Mas porque você está chorando? Você está se recuperando bem da inflamação nos pontos, e seu bebê até que está engordando na pediatria. Viu? Eu não falei que no final ia tudo dar certo?
Mais de 99% dos residentesde boas intenções desistem de um caminho humanista pelos obstáculos que encontram, mas aqueles que sobram acabam se tornando o "melhor da raça",porque resistiram à avalanche de críticas e à violência da eclésia médica, pois tinham suficiente paixão pelas mulheres para sobreviver aos ataques.Apenas quis apontar um discurso que conheço há 22 anos, que é a fala dos que apenas apontam o resultado como significativo.
As mulheres mutiladas neste país sabem que isso não é verdade; elas sabem da importância do caminho, muitas vezes mais digno e relevante do que a chegada. Espero que você tenha força de continuar em sua jornada transformativa, e que comprenda que existem diferenças entre um verdadeiro humanista do nascimentoe um médico carinhoso e gentil. Humanismo não se relaciona (diretamente, ao menos) com "humano" ou "humanidade".
Relaciona-se com uma corrente filosófica chamada "humanismo", que situa-se doutrinariamente numa posição antropocêntrica, e que se baseia na defesa dos valores humanos como preponderantes.
O humanismo contrapõe-se à tecnocracia, por ser esta um sistema de poder que oferece supremacia àqueles que controlam as máquinas, deixando o humano em plano secundário.
Ser humanista do nascimento é fazer a mulher protagonista de sua história, devolvendo-lhe a capacidade de gerir seu futuro e seu destino. "Humanizaçãodo nascimento é devolver protagonismo à mulher. O resto é sofisticação de tutela", já me soprava o Max desde os tempos em que eu tinha a sua idade. (...)
Carta de Dr. Ricardo Jones a Érica, em Lista do Parto Nosso
Eu, por outro lado, não concordo com esta afirmação de que "não importa a maneira do nascimento(normal/cesariana), mas sim o resultado final". Lutamoscontra esse tipo de conceito há muitos anos. Se eu fosse jogar futebol e voltasse sem uma perna, não aceitaria que me dissessem: "ok, o importante é que vc está vivo, e vc não é menos homem por não ter uma perna, certo?"
Se eu soubesse que perdi minha perna porque foram negligentes com as minhas necessidades e minhas vontades, eu ficaria muuuuito bravo. Achou demasiado comparar com uma amputação? Pois se vc ler alguns depoimentos de cesariadas vai perceber o quanto a cirurgia amputou uma parte importante da sua feminilidade. E o quanto isso ainda dói em muitas delas. Eu também acho que uma mulher não se define por seu parto, assim como acho que um homem não se define por suas pernas ou por sua capacidade de engravidar e ser pai.
Mas experimente dizer a um homem: "vc não pode engravidar uma mulher, mas não tem problema, basta ir a um banco de sêmem e vocês podem ter filhos sem problema. Vc não vai se sentir menos homem por isso, né?"Assim, não acho cabível que se desconsidere o processo; porque a mulher É o processo. Quando dizemos "o final é que importa" estamos considerando apenas os produtos: uma mulher viva (como se a única coisa importante num parto fosse sobreviver a ele) e um bebê saudável (o produto "social" - nãomaterno). Este posicionamento (é bom quando todos sobrevivem), por mais honesto e correcto que possa parecer, é a antiga ladainha dos cesaristas. É assim que se explicam todas as cirurgias desnecessárias, os procedimentos impensados, as intevenções extemporâneas, porque sempre sobra essa frase para ser dita no final. Depois de uma invasão da integridade de uma mulher, sempre há um obstetra que virá dizer: "Mas porque você está chorando? Você está se recuperando bem da inflamação nos pontos, e seu bebê até que está engordando na pediatria. Viu? Eu não falei que no final ia tudo dar certo?
Mais de 99% dos residentesde boas intenções desistem de um caminho humanista pelos obstáculos que encontram, mas aqueles que sobram acabam se tornando o "melhor da raça",porque resistiram à avalanche de críticas e à violência da eclésia médica, pois tinham suficiente paixão pelas mulheres para sobreviver aos ataques.Apenas quis apontar um discurso que conheço há 22 anos, que é a fala dos que apenas apontam o resultado como significativo.
As mulheres mutiladas neste país sabem que isso não é verdade; elas sabem da importância do caminho, muitas vezes mais digno e relevante do que a chegada. Espero que você tenha força de continuar em sua jornada transformativa, e que comprenda que existem diferenças entre um verdadeiro humanista do nascimentoe um médico carinhoso e gentil. Humanismo não se relaciona (diretamente, ao menos) com "humano" ou "humanidade".
Relaciona-se com uma corrente filosófica chamada "humanismo", que situa-se doutrinariamente numa posição antropocêntrica, e que se baseia na defesa dos valores humanos como preponderantes.
O humanismo contrapõe-se à tecnocracia, por ser esta um sistema de poder que oferece supremacia àqueles que controlam as máquinas, deixando o humano em plano secundário.
Ser humanista do nascimento é fazer a mulher protagonista de sua história, devolvendo-lhe a capacidade de gerir seu futuro e seu destino. "Humanizaçãodo nascimento é devolver protagonismo à mulher. O resto é sofisticação de tutela", já me soprava o Max desde os tempos em que eu tinha a sua idade. (...)
Carta de Dr. Ricardo Jones a Érica, em Lista do Parto Nosso
domingo, 2 de janeiro de 2005
A Doula no Parto
Há pouco tempo, a palavra doula passou a ser conhecida como a mulher treinada e com experiência em nascimentos, que provê suporte físico, emocional e informacional à mulher e sua família durante o trabalho de parto, parto e pós-parto. No entanto o papel da doula é antigo. Ao longo da história e em diferentes culturas, a mulher recebe apoio, encorajamento e companheirismo de outras mulheres durante o trabalho de parto, o nascimento e as primeiras horas, dias e semanas após, as quais recebem o recém-nascido em seus corações (…). É assim que o movimento das doulas passou a tornar-se global. (…) A partir do momento em que o parto se tornou tecnocrático, separando o corpo da mente e conduzindo-o para um ambiente altamente tecnológico – como diz a antropóloga americana Robbie Davis Floyd, “vendo o corpo como uma máquina” – um pequeno grupo de mulheres começou a ocupar um lugar no trabalho de parto e na consciência de um modelo holístico de nascimento, honrando e ajudando mulheres a integrarem corpo, mente e espírito á medida que vivenciam o rito de passagem para maternidade. As doulas estão se tornando benvindas, apreciadas e recomendadas nas maternidades. Os benefícios que promovem vão muito além das reduções expressivas em cesarianas. Já foi provado que mulheres assistidas no parto por uma doula experimentaram maior satisfação com a experiência de dar à luz, elevaram a auto-estima, sentiram-se mais positivas com os seus bebés e diminuíram as taxas de depressão pós-parto.
Os benefícios para a sociedade incluem a redução de custos com os cuidados obstétricos e a obtenção de forma mais natural de bebés e mulheres mais saudáveis.
Acredito que se almejamos um mundo mais pacífico e menos violento, devemos rever o modo como recebemos novas vidas neste mundo. Quando as mulheres e suas famílias são apoiadas, respeitadas e cuidadas continuamente pelas doulas de maneira agradável e humana durante o parto, as mães sentir-se-ão mais capazes de criar laços e cuidar de seus bebés com carinho e amor nestes importantes primeiros momentos.
Texto (adaptado) de apresentação do livro de Fadynha - "A doula no parto" - por Debra Pascalli-Bonaro, conhecida doula norte americana.
Os benefícios para a sociedade incluem a redução de custos com os cuidados obstétricos e a obtenção de forma mais natural de bebés e mulheres mais saudáveis.
Acredito que se almejamos um mundo mais pacífico e menos violento, devemos rever o modo como recebemos novas vidas neste mundo. Quando as mulheres e suas famílias são apoiadas, respeitadas e cuidadas continuamente pelas doulas de maneira agradável e humana durante o parto, as mães sentir-se-ão mais capazes de criar laços e cuidar de seus bebés com carinho e amor nestes importantes primeiros momentos.
Texto (adaptado) de apresentação do livro de Fadynha - "A doula no parto" - por Debra Pascalli-Bonaro, conhecida doula norte americana.
Novo endereço electrónico das Doulas
Pedimos desculpa, mas devido a problemas constantes com o nosso endereço electrónico no Sapo, decidimos criar uma nova conta no Yahoo.com para a vossa correspondência.
Assim, e quando desejarem entrar em contacto connosco podem escrever-nos para doulasdeportugal@yahoo.com
Um muito obrigada pela vossa compreensão!
Assim, e quando desejarem entrar em contacto connosco podem escrever-nos para doulasdeportugal@yahoo.com
Um muito obrigada pela vossa compreensão!
terça-feira, 28 de dezembro de 2004
Formação para novas doulas
As Doulas de Portugal vão realizar em Janeiro de 2005 uma acção de formação para novas doulas. O programa deste curso é idêntico ao Paramanadoula Course de Michel Odent e Liliana Lammers e abordará temas como:
- parto fisiológico;
- benefícios comprovados das doulas;
- nutrição na gravidez;
- importância da água no trabalho de parto;
- medicina baseada em evidências científicas;
- primeiros socorros em obstetrícia;
- amamentação;
- etc.
A Formação terá lugar em Lisboa dias 14, 15 e 16 de Janeiro, com o custo de 150 Euros.
As inscrições estão completas mas contamos fazer uma nova formação em breve.
As interessadas deverão enviar para doulasdeportugal@yahoo.com
ou doulasdeportugal@hotmail.com a seguinte informação: nome, morada, contacto e razões para a formação, de forma a fazerem uma pré-inscrição.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2004
Dignificar as Parteiras
"Para realizar o parto em casa, ter-se-ia que estabelecer uma maneira de coordenar o trabalho, fora e dentro das instituições. Precisamos uns dos outos e, sem uma boa rectaguarda, um parto em casa torna-se um perigo.
O lugar do obstetra é, sem dúvida, no hospital, para os partos distócicos-patológicos. O lugar da parteira é, dentro e fora das instituições, para os partos eutócicos-normais. Todo o treino que as parteiras tiveram foi para serem as grandes especialistas do parto normal. A evolução da obstetrícia, a ultra tecnologia, levou à degradação do papel das parteiras, que passaram a ser profissionais dependentes, serviçais dos obstetras. Vamos ter que fazer os impossíveis para sair desta posição. No estrangeiro, as parteiras reúnem-se para encontrar o seu lugar perdido na nossa sociedade.
Pedem para:
nunca perderem a sua humanidade;
terem a sua sabedoria sempre em dia;
que sejam as suas mãos o melhor de todos os instrumentos.
Dantes, dizia-se de uma mulher grávida que " estava de esperanças".
Temos que ter esperanças num nascimento diferente".
In Beija Flor Natural, nº21
Artigo da parteira Maria Inácia Chaves, a quem enviamos daqui um abraço.
O lugar do obstetra é, sem dúvida, no hospital, para os partos distócicos-patológicos. O lugar da parteira é, dentro e fora das instituições, para os partos eutócicos-normais. Todo o treino que as parteiras tiveram foi para serem as grandes especialistas do parto normal. A evolução da obstetrícia, a ultra tecnologia, levou à degradação do papel das parteiras, que passaram a ser profissionais dependentes, serviçais dos obstetras. Vamos ter que fazer os impossíveis para sair desta posição. No estrangeiro, as parteiras reúnem-se para encontrar o seu lugar perdido na nossa sociedade.
Pedem para:
nunca perderem a sua humanidade;
terem a sua sabedoria sempre em dia;
que sejam as suas mãos o melhor de todos os instrumentos.
Dantes, dizia-se de uma mulher grávida que " estava de esperanças".
Temos que ter esperanças num nascimento diferente".
In Beija Flor Natural, nº21
Artigo da parteira Maria Inácia Chaves, a quem enviamos daqui um abraço.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
Portugal não promove o aleitamento materno
(...) Cerca de 90% das mulheres portuguesas amamentam os filhos desde a nascença, mas apenas um terço o faz até aos seis meses, revela uma investigação europeia, segundo a qual Portugal não promove o leite materno. (...) No estudo, Portugal é apontado como um dos onze países que não possuem políticas nacionais sobre a amamentação, incluindo incentivos para a utilização do leite materno até aos seis meses e a divulgação das boas regras para o fazer.
(...) Portugal é apontado como um dos países sem qualquer unidade de saúde exclusivamente dedicada à infância, num universo de 60 hospitais com maternidade.(...)
Notícia publicada no Jornal Público de 14 de Dezembro de 2004
Texto integral em http://jornal.publico.pt/publico/2004/12/14/Sociedade/S06.html
(...) Portugal é apontado como um dos países sem qualquer unidade de saúde exclusivamente dedicada à infância, num universo de 60 hospitais com maternidade.(...)
Notícia publicada no Jornal Público de 14 de Dezembro de 2004
Texto integral em http://jornal.publico.pt/publico/2004/12/14/Sociedade/S06.html
quarta-feira, 15 de dezembro de 2004
Mutilação Genital Feminina
Passa hoje, dia 15 de Dezembro, às 23h 45m na RTP2 um documentário sobre a excisão do clitóris, uma mutilação genital feminina, executada em vários países, inclusivé em Portugal!!
Para saberem mais:
http://www.stopfgm.org O site de uma organização internacional que luta contra esta prática e onde vocês podem assinar uma petição.
http://www.dossiers.publico.pt/dossier.asp?id=967 Os excelentes dossiers do Jornal Público on line.
http://jornal.publico.pt/publico/2004/12/05/Publica/TM10.html Link para a entrevista ao cirugião francês Dr. Pierre Foldès, que faz reconstrução genital a mulheres que sofreram este horror. Link deixado pela Rosa. Muito obrigada!
Para saberem mais:
http://www.stopfgm.org O site de uma organização internacional que luta contra esta prática e onde vocês podem assinar uma petição.
http://www.dossiers.publico.pt/dossier.asp?id=967 Os excelentes dossiers do Jornal Público on line.
http://jornal.publico.pt/publico/2004/12/05/Publica/TM10.html Link para a entrevista ao cirugião francês Dr. Pierre Foldès, que faz reconstrução genital a mulheres que sofreram este horror. Link deixado pela Rosa. Muito obrigada!
terça-feira, 14 de dezembro de 2004
Lista de discussão
A nossa querida amiga e futura doula Rosa inaugurou uma lista de discussão sobre humanização do nascimento e podem todas participar, para perguntar e saber mais.
A lista encontra-se neste endereço: http://groups-beta.google.com/group/DoulasdePortugal
A lista encontra-se neste endereço: http://groups-beta.google.com/group/DoulasdePortugal
segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
Teste o seu médico...
Encontram aqui uma lista bem humorada de perguntas a fazer ao vosso obstetra. Na verdade é um teste para verificar que tipo de médico ele é: do mais intervencionista ao mais liberal. Apesar do tom informal, as "respostas certas" foram inspiradas nas evidências científicas e nas recomendações da Organização Mundial da Saúde. Por Ana Cristina Duarte, doula brasileira.
http://www.amigasdoparto.com.br/teste.html
http://www.amigasdoparto.com.br/teste.html
quinta-feira, 2 de dezembro de 2004
Parabéns à Lídia...finalmente!
Parabéns à Lídia e ao Paulo pelo seu magnífico bebé Alexandre, nascido dia 23 de Novembro, terça-feira.
Digo finalmente pois é costume nosso darmos estas notícias no próprio dia. Mas este parto foi um parto doloroso para todos e para mim como amiga e doula também o foi. Mas não é para falar disso que estou aqui.
Hoje vi a mãe e o bebé numa simbiose perfeita, num equilíbrio de amores que salta à vista. Temia por este enamoramento mas afinal estava errada... há ali um amor à primeiríssima vista, duma mãe lutadora como poucas e dum bebé que nos olha como se desejasse contar uma história. Que pena tenho que ele ainda não fale!
Ao pai, fica aqui um abraço especial, pela honra e sensibilidade mostrada ao longo de todo este processo. Vocês os três estão no meu coração.
Obrigada por me deixarem participar destes momentos tão especiais na vossa vida. Luisa
Digo finalmente pois é costume nosso darmos estas notícias no próprio dia. Mas este parto foi um parto doloroso para todos e para mim como amiga e doula também o foi. Mas não é para falar disso que estou aqui.
Hoje vi a mãe e o bebé numa simbiose perfeita, num equilíbrio de amores que salta à vista. Temia por este enamoramento mas afinal estava errada... há ali um amor à primeiríssima vista, duma mãe lutadora como poucas e dum bebé que nos olha como se desejasse contar uma história. Que pena tenho que ele ainda não fale!
Ao pai, fica aqui um abraço especial, pela honra e sensibilidade mostrada ao longo de todo este processo. Vocês os três estão no meu coração.
Obrigada por me deixarem participar destes momentos tão especiais na vossa vida. Luisa
BabyFeiraMix
Estivémos este Domingo, na Casa dos Dias da Água, para a conferência das Doulas de Portugal, incluída no programa da deliciosa BabyFeiraMix, que foi um sucesso absoluto e espero que se estabeleça como um evento anual neste nosso pequeno país onde tanta falta faz! Eu por mim, estarei lá sempre estacionada! Tive o prazer de assistir a três magníficas conferências sobre vacinas, sobre as escolhas educativas e projectos alternativos de ensino. Que interessantes workshops para os miúdos e graúdos, e que delícia de brinquedos artesanais, os lindos bonecos da Rosa Pomar, ternurentas bonecas de trapos e histórias de encantar.
Quanto à nossa conferência, mais do que esse acontecimento formal, foi um verdadeiro encontro de mães e futuras mães e também alguns papás... e que lindos estavam os bebés aconchegados junto aos seus corpos, envoltos em panos coloridos. Tanta gente bonita reunida e em sintonia. Que bem que se estava ali. Foi uma tarde cheia, mas tranquila e doce... Como dizia o Sérgio Godinho, soube a tanto e portanto, soube a pouco... Fica a vontade de muitos mais encontros, de conhecer melhor todas e todos que naquele dia nos ouviram atentamente e que enriqueceram o encontro com a sua presença e as suas experiências de maternidade. Tanto havia para dizer e ouvir que as conversas se prolongaram nos corredores, nas escadas, eu e a Luisa dividindo-nos para atender a todas as solicitações, anotar contactos, combinar encontros. Muito obrigada a todas pelas mensagens de felicitação e apoio ao nosso trabalho que tão bem sabem e nos lembram todo o sentido da nossa caminhada.
Quanto à nossa conferência, mais do que esse acontecimento formal, foi um verdadeiro encontro de mães e futuras mães e também alguns papás... e que lindos estavam os bebés aconchegados junto aos seus corpos, envoltos em panos coloridos. Tanta gente bonita reunida e em sintonia. Que bem que se estava ali. Foi uma tarde cheia, mas tranquila e doce... Como dizia o Sérgio Godinho, soube a tanto e portanto, soube a pouco... Fica a vontade de muitos mais encontros, de conhecer melhor todas e todos que naquele dia nos ouviram atentamente e que enriqueceram o encontro com a sua presença e as suas experiências de maternidade. Tanto havia para dizer e ouvir que as conversas se prolongaram nos corredores, nas escadas, eu e a Luisa dividindo-nos para atender a todas as solicitações, anotar contactos, combinar encontros. Muito obrigada a todas pelas mensagens de felicitação e apoio ao nosso trabalho que tão bem sabem e nos lembram todo o sentido da nossa caminhada.
Subscrever:
Mensagens (Atom)