segunda-feira, 18 de julho de 2005
O parto está na cabeça
in Carl Jones, "Mind Over Labor", 1987.
Worshop de Yoga e Maternidade
-Levantamento de possíveis participantes-
Os professores: Martine Texier é desde 1981 professora de Yoga. Desde então, especializou-se em Yoga para grávidas e organizou numerosos estágios, cursos e conferências. Foi animadora de Yoga numa maternidade em França durante 3 anos e escreveu dois livros de referência nesta área: “l’Attente Sacrée” e “Accouchement, naissance, un chemin initiatique” nas edições Souffle d’Or.

Desde 1986 que é professora na escola de Yoga de Energia de Évian, cujo director é o Yves, com quem fundou a Escola de Yoga e Maternidade, no ano de 2003 em Grenoble. Yves Mangeart começou a praticar Yoga em 1958 e é professor desde 1973. É director e professor da escola de Yoga de Energia de Évian desde a sua fundação por Roger Clerc em 1979. É membro activo das federações de Yoga da Suiça e de França, professor regular e co-organizador da semana Internacional da União Europeia de Yoga em Zinal, na Suiça. É autor de numerosos artigos e animador nos cursos e formações de Yoga e maternidade. (Ver http://www.yogamaternite.fr/)
Yoga: Vamos poder olhar a energia em todos os níveis onde tem expressão. Através das estações do ano, dos centros de emoção, da respiração, da dôr e da dualidade masculino-feminino. No plano físico tomamos consciência de uma anatomia viva e a habitação concreta e cuidada do nosso corpo. No plano Mental, a força, a determinação, a concentração. Aprendemos a trabalhar com a memória do corpo, técnicas de visualização e a gerir dôr e medos.Destinatários: Grávidas (do 1º ao 9º mês) e seus acompanhantes, Doulas, Parteiras, Professores de Yoga, Obstetras e Enfermeiros Obstetras, com ou sem experiência prévia de Yoga e todos os que estiverem interessados no processo de nascimento.

Disponibilidade necessária: Fim-de-semana de 29-30/Out/2005 (ao decidir tenha em conta que 3ª feira seguinte é feriado)Local, Alojamento e Refeições: Em local a definir (Mafra, Sintra ou Santo André) com acesso a alimentação vegetariana e não vegetariana
Língua de trabalho: Francês, com tradução Simultânea
Mais Informações: Mariana Vilas 91 4987650
e mariana_000@hotmail.com
Responda s.f.f. com a máxima urgência, indicando nome/s, se está grávida e a ocupação, caso acompanhe grávidas.
terça-feira, 12 de julho de 2005
Incompatibilidade RH
O grupo sanguíneo de um indivíduo refere-se às moléculas localizadas sobre a superfície dos eritrócitos que identificam as células como exclusivas desse indivíduo. O grupo sanguíneo Rh inclui algumas dessas moléculas. Uma delas, a Rh0(D), é a que geralmente causa problemas de incompatibilidade de Rh.
Quando os eritrócitos possuem moléculas moléculas Rh0(D), o sangue é Rh positivo. Quando eles não as possuem, o sangue é Rh negativo. Os problemas ocorrem quando a mãe possui um sangue Rh negativo e o feto possui um sangue Rh positivo, herdado do pai que possui um sangue Rh positivo. Parte do sangue do feto pode entrar em contacto com o sangue da mãe através da placenta, sobretudo no final da gestação e durante o parto.
O organismo da mãe pode considerar os eritrócitos do feto como substâncias estranhas, produzindo anticorpos para destruí-los (anticorpos anti-Rh). A concentração de anticorpos na mãe aumenta durante toda a gravidez e eles conseguem atravessar a placenta e chegar ao feto, onde podem destruir alguns de seus eritrócitos. Como consequência, pode ocorrer a eritroblastose fetal (doença hemolítica do feto) ou a eritroblastose neonatal (doença hemolítica do recém-nascido).
No entanto, durante a primeira gravidez, o feto ou o recém-nascido raramente apresentará problemas porque não é comum ocorrer um contacto significativo entre o sangue do feto e o da mãe até o momento do parto. Entretanto, em cada gravidez posterior, a mãe torna-se mais sensibilizada ao sangue Rh positivo e, em cada gravidez, ela produz anticorpos cada vez mais precocemente. No feto, a destruição dos eritrócitos do feto pode acarretar anemia e aumento da concentração de bilirrubina (um produto metabólico da destruição dos eritrócitos do sangue) no sangue.
Quando a concentração de bilirrubina aumenta demasiadamente, pode ocorrer lesão cerebral no feto. De entre os norte-americanos da raça branca, 85% possuem sangue Rh positivo e, em 13% dos casamentos, o homem possui sangue Rh positivo e a mulher possui sangue Rh-negativo. Dos bebés nascidos desses casais, 1 em cada 27 apresenta anemia hemolítica.
Prevenção e Tratamento
Na primeira consulta médica durante a gravidez, é solicitada a tipagem sanguínea da gestante. Quando ela possui sangue Rh negativo, o tipo sanguíneo do pai é determinado. Quando ele possui sangue Rh positivo, é realizada a dosagem da concentração de anticorpos anti-Rh na mãe.
O sangue da mãe e o do feto podem entrar em contacto durante o parto, fazendo com que a mãe produza anticorpos. Por essa razão, como precaução, anticorpos anti-Rh sob a forma de imuno globulina Rh0(D) são administrados através de uma injeção à mãe com sangue Rh negativo dentro das 72 horas que sucedem o parto de um bebé com sangue Rh positivo, inclusivé após um aborto espontâneo ou induzido.
Este tratamento destrói qualquer célula do feto que possa sensibilizar a mãe. Consequentemente, as gestações posteriores geralmente não são ameaçadas. No entanto, em aproximadamente 1 a 2% das mães, a injeção não impede a sensibilização. Acredita-se que isto se deve ao fato da mãe ter sido sensibilizada no início da gravidez.
Para evitar a sensibilização precoce, o médico administra à mãe uma injeção de anticorpos anti-Rh na 28ª semana de gestação e também após o parto. Ao mensurar periodicamente as variações da concentração dos anticorpos anti-Rh na mãe, o médico pode prever se o feto apresentará problemas.
Quando a concentração de anticorpos anti-Rh maternos aumenta demasiadamente durante a gestação, uma amniocentese pode ser realizada. Neste procedimento, uma agulha é inserida através da pele do abdómen para recolher líquido amniótico, o qual envolve o feto no interior do útero. A concentração de bilirrubina no líquido amniótico é mensurada.
Quando esta concentração se encontra demasiadamente elevada, é realizada uma transfusão sanguínea no feto. Transfusões adicionais geralmente são realizadas a cada 10 a 14 dias até em torno da 32 a 34ª semana de gestação. O trabalho de parto geralmente é induzido neste momento e, após o nascimento, uma ou mais transfusões são administradas ao recém-nascido. Nos casos menos graves, não são realizadas transfusões até após o nascimento.
Informação retirada de Manual Merck-Saúde para a Família; Secção 22, capítulo 245
Adaptado por Cristina Carvalho
sexta-feira, 8 de julho de 2005
Parabéns ao Michel Odent
Que faça muitos mais e sempre por perto de nós, na busca pela humanização do parto e pela medicina baseada em evidências científicas.
Um abraço de saudades e um beijinho muito grande das Doulas de Portugal.
sábado, 2 de julho de 2005
Parabéns à Rosário
Muitas felicidades aos pais muito babados e parabéns também à doula Zé Valinhas e ao Enfermeiro Obstetra António Ferreira por todo o apoio magnífico prestado!
Beijinhos a todos!
sexta-feira, 1 de julho de 2005
Formação para novas doulas
A próxima acção decorrerá nos dias 29, 30 e 31 de Julho, e terá lugar no Monte do Paio - Quinta de Educação e Ambiente, um centro de acolhimento integrado na Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, situado na Costa Alentejana junto à Lagoa de Santo André, concelho de Santiago do Cacém.


O preço desta formação é de 150 euros e será emitido um certificado de participação.
Podem pedir a ficha de inscrição escrevendo para
sexta-feira, 24 de junho de 2005
O Parto na Água
(...)
O QUE É O PARTO NA ÁGUA
É a junção de dois elementos que mexem muito com a natureza humana.
Água e nascimento. Um é suave, plástico e volúvel; o outro é violento, contundente e frutuoso. Dá para imaginar o que vai sair?
É o parto onde a água é usada como elemento de relaxamento (para a mãe) durante o trabalho de parto. Pode ser usado na forma de chuveiro, duche, nas costas ou na barriga, uma banheira normal ou mesmo uma banheira de hidromassagem.
O bebé pode nascer debaixo da água ou não. Por definição o parto na água é o que o bebe nasce tendo a mãe o genital totalmente coberto de água.
Uma mãe primípara não deve entrar na banheira antes de atingir 7 cm de dilatação (pois diminuiria a progressão da dilatação). A que tiver o segundo ou terceiro bebé pode entrar desde que atinja 6 cm.
ACÇÃO DA ÁGUA
A água deve estar aquecida, por volta de 35- 37 graus. Isto provoca um aumento da irrigação sanguínea da mãe, diminuição da tensão arterial, alem de relaxamento muscular, o que faz com que a mãe tenha um alívio da sensação dolorosa.
Michel Odent acha que todo este ambiente favorável à mãe acaba por favorecer a produção de occitocina, que, segundo ele, é a hormona do amor. (...)
A parturiente fica mais leve dentro da água, pode movimentar-se melhor, girar a bacia, procurar posições que se sinta melhor, e o bebé dentro dela também fica mais leve....então por que não?
VANTAGENS do parto na água são numerosas, e podem ser melhor analisadas neste contribuição da Associação Primal da Espanha.
DESVANTAGENS
Há questões sobre os partos considerados de risco: gemelares, pélvicos, prematuros, embora alguns defendam que mesmo neste caso a água pode trazer uma ajuda.
Contra indicamos os partos na água em casos de bebés com tamanho (ecografia) previsto para acima de 4500. Entre 4000 - 4500 gramas deve ser avaliado, pela possibilidade de distócia do ombro.
A episiotomia pode ser feita com dificuldade dentro da água, mas pode ser feita.
Em casos com antecedentes de hemorragia contra-indicamos o parto aquático, embora se possa usar a água no período de dilatação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A água é um elemento terapêutico, que pode trazer muitas vantagens ao desenrolar do parto, favorecendo o processo de dilatação, o alivio das dores, o relaxamento muscular da mãe e emocional também.
A nosso ver, deveria vencer-se o preconceito que existe em relação à instalação de banheiras em ambiente de parto, para que as parturientes pudessem dispor deste recurso para um parto mais humanizado.
Dr. Adailton Salvatore Meira
Informação retirada de www.maternatura.med.br
Adaptado por Cristina Carvalho
Nota: Destacamos a entrevista exclusiva do Dr. Michel Odent, sobre este tema, à revista Pais & Filhos, edição do mês de Julho.
segunda-feira, 20 de junho de 2005
Cesarianas Electivas Repetidas Podem Afectar Negativamente os Recém-Nascidos
Nova Iorque ( Reuters Health ) 09 de Junho de 2005
Comparativamente com o parto vaginal, submeter-se a repetidas cesarianas programadas, aumenta, aparentemente, o risco de o recém-nascido necessitar de ser encaminhado para uma unidade de cuidados avançados. Os investigadores advertem que as mulheres devem estar alerta para este facto.
O estudo surgido na publicação de Maio do American Journal of Obstetrics and Gynecology, é o primeiro a comparar directamente bebés nascidos de cesarianas electivas, com bebés que passaram por um trabalho de parto em gravidezes de baixo risco, referenciam o Dr. Nicholas Fogelson e colegas, da Medical University of South Carolina em Charleston.
Numa análise coorte retrospectiva, os investigadores estudaram recém-nascidos de 3134 mães com intenções de parto vaginal e 117 de mães que se submeteram a repetidas cesarianas electivas.
Na análise global, o rácio de risco de admissão numa unidade de cuidados avançados era de 3.58 para bebés no grupo de cesarianas electivas comparativamente com os bebés do grupo com intenções de parto vaginal (p < 0.001). A ocorrência de taquipneia passageira era, igualmente, mais comum no grupo de cesarianas electivas (p = 0.0009).
Quando a análise se limitava a mães sujeitas a cesarianas não programadas após trabalho de parto, a necessidade de internamento nos cuidadados avançados não era estatisticamente significativa. Igualmente, os bebés nascidos deste grupo tinham maior probabilidade de ter um APGAR mais baixo que os nascidos no grupo de cesarianas electivas.
“A decisão de se submeter a uma cesariana programada aparenta ter um impacto negativo nos recém-nascidos,” afirmam os autores. Eles advertem que, para mulheres que estejam a considerar uma cesariana programada, “ os médicos devem informar as pacientes sobre possíveis consequências para os bebés, tendo em conta a preocupação pelo bem-estar materno.”
American Journal of Obstetrics and Gynecology 2005;192:1433-1436
terça-feira, 7 de junho de 2005
Parto vaginal depois de cesariana em casa ou no hospital?
In an ideal world, we should not contrast home birth and hospital birth.
When an effective communication has been established between the home birth midwife and the obstetrical team, it should be possible to combine what the privacy of the home can offer and what the hospital facilities can offer.
If a laboring woman feels secure in her own "nest", if an experienced, motherly and silent midwife is available, and if the first stage is easy and straightforward, it may be risky to change the environment in hard labor: a transfer to hospital can induce inhibitions.
On the other hand, if the first stage is slow, difficult and very painful, it is probably better to change the environment and to go to the hospital. The point is not to be the prisoner of a project. Such strategies are valid for almost all births, but still more when attempting a VBAC.
When I introduced the concept of hospital birthing pools in the 1970s, our first objective was to reduce the need for drugs when the labor was long and difficult. Originally, we used it in particular in the case of a woman attempting a VBAC, if the contractions were becoming less effective around 5 centimeters. At that phase of labor, immersion in water at the temperature of the body is usually a way to reach complete dilation within an hour or two.
Once more, it is important not to be the prisoner of a project, such as the project of giving birth under water. Many women feel the need to get out of the pool for the very last contractions.
Mais perguntas e respostas ao Dr. Michel Odent em:
http://www.mothering.com/sections/experts/odent-archive.html#pool
quarta-feira, 1 de junho de 2005
Cólicas, Depressão Materna e Problemas Familiares
25 de Março de 2005
Algumas famílias com novos bébés confrontam-se, em relação a estes, com choro excessivo ou cólicas. E algumas mães atravessam depressão pós-parto (DPP), na sequência do nascimento dos seus filhos. Nenhuma destas situações é considerada saudável, mas um estudo recente publicado no Infant Mental Health Journal, concluiu que o impacto combinado das cólicas e DPP, pode ter um resultado altamente negativo.
Os investigadores relacionaram bébés com cólicas e depressão materna como tendo implicações no funcionamento geral de toda a família.
“Concluimos que sintomas severos de depressão nas mães estavam relacionados com bébés inquietos ou de temperamento difícil, stress parental mais elevado, auto-estima parental mais baixa e maior número de problemas no funcionamento familiar,” diz o autor Barry Lester , PhD, no Bradley Hasbro Children’s Research Center e na Brown Medical School.
(...)O seu livro mais recente, Why is My Baby Crying?, foi publicado o mês passado pela Harper-Collins, e é tido como “o guia de sobrevivência dos pais para lidar com os problemas do choro e das cólicas”.
”A causa, ultimamente mais atribuída pelos pais para o choro dos bébés são as cólicas,” como afirmam Lester e seus co-autores, ”logo uma possibilidade é que problemas relacionados com o choro, como as cólicas, funcionam como catalisador para disfuncões em famílias mais stressadas.”
Exemplos de disfunções familiares podem incluir falta de comunicação, confusão sobre os papéis de cada elemento, dificuldade na resolução de problemas familiares, pobre interação familiar e baixa resposta emocional.
(...)
“44% das mulheres que recorrem à Colic Clinic estão deprimidas, é uma grande percentagem e agora temos evidências que mostram que é prejudicial para toda a família,” diz Lester.
A depressão pós-parto tem sido descrita como a complicação pós-parto mais comum e a menos reconhecida, no entanto ocorre em 15 a 20% de mulheres no pós-parto. De acordo com a American Psychiatric Association, os sintomas de DPP incluém perda de interesse e de prazer nas actividades habituais, juntamente com alterações de sono e de apetite, perda de energia e/ou pensamentos recorrentes de morte, por um período de, pelo menos duas semanas.
Os autores esperam que este estudo incite os pediatras a fazerem mais perguntas sobre o o bem estar parental e familiar, no decorrer da consulta de rotina do bébé.
“Reconhecendo o risco potencial que o choro e a depressão materna apresentam, os cuidados pediátricos têm, aqui, uma oportunidade de apresentar soluções que possam prevenir futuros problemas no seio familiar,” concluem os autores.
Este estudo foi publicado no volume 26(1) do Infant Mental Health Journal
sexta-feira, 20 de maio de 2005
A Amamentação e a Odontologia
Porém, poucos sabem que a amamentação tem reflexos futuros na fala, respiração e dentição da criança.
Um exercício muito importante
Quando a criança é amamentada, está não só sendo alimentada, como também fazendo um exercício físico importante para desenvolver sua ossatura e musculatura bucal. Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito pequeno, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito.
Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos.
Mamar no peito não é fácil, daí o bebê ficar bastante transpirado. Esse exercício é o responsável inicial no crescimento harmonioso da face e dentição. Usando mamadeira, esse exercício é quase inexistente, e a preferência do nenê pela mamadeira vem da facilidade com a qual ele ganha o leite, principalmente quando este flui por um furo generoso no bico. Para exercitar-se com maior eficiência, a posição durante a mamada é importante: a criança deverá ficar o mais verticalizada, o que também facilita a deglutição do leite.
Uma atitude na tentativa de evitar apinhamento dental (dentes "encavalados")
Maxilares melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento da dentição, diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos firmes ajudarão na fala. Durante a amamentação, aprende-se respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalites, pneumonias, entre outras doenças. Quando a criança respira pela boca, os dentes ressecados ficam mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas, os maxilares tendem a sofrer deformações e os dentes, a ficar "encavalados", aumentando também o processo de cárie.
A amamentação prepara o bebê para a mastigação
O biberão costuma tornar-se um companheiro para a criança ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação. Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a essa foi o uso prolongado do biberão. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago.
Evitando hábitos prejudiciais
Atrelada ao biberão, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos dentes e trazendo também consequências danosas à fala e à respiração.
Abandonando o biberão
A partir dos quatro meses, quando a mãe lentamente começar a introduzir outros alimentos (desmame), deverá fazê-lo usando apenas copos e colheres, evitando o uso de biberão.
Prevenindo a cárie
A primeira consulta odontológica de uma criança deveria ser antes do nascimento de seu primeiro dentinho; nesse primeiro encontro, o odontopediatra orientaria a respeito da higienização, dieta e como proceder quando os dentes começarem a irromper e a incomodar o bebê. Entre outras coisas, aconselharia os pais a acosturnarem-se a levar seus bebês ao dentista, assim como os levam ao pediatra, no sentido de se poder acompanhar de perto o desenvolvimento destes na tentativa da erradicação da doença cárie.
Orientações sugeridas por Ana Maria Lancia Sousa - Odontopediatra e Orientadora de Gestantes na Prefeitura de Atibaia.
quarta-feira, 18 de maio de 2005
Estudo sobre a eficácia das Doulas na amamentação
Fonte: The Doula Book - Klauss & Kennell
Johanesburg Study (Wolman)
Diferenças Observadas (primeira coluna sem doulas; segunda coluna com suporte das doulas)
Amamentação exclusiva ------------------------ 29% ---------- 51%*
Livre demanda ----------------------------------- 47% ---------- 81%*
Outros alimentos --------------------------------- 53% ---------- 18%*
Problemas de amamentação ------------------- 63% ---------- 16%*
Media amamentação (dias) -------------------- 24 d ---------- 32 d*
(*) Valores expressando diferenças estatísticas altamente
significativas
terça-feira, 17 de maio de 2005
Notas baixas na escola?
domingo, 15 de maio de 2005
Entre aspas
Esta mãe indicou-me o blogue de onde foi retirado e aqui deixo o link para que possam ler mais se vos agradar.
" Não sei quantos de vocês possuem livros de cabeceira, mas eu possuo alguns, e tenho por costume abrir um deles aleatoriamente pela manhã, acredito que o universo me envia por meio do livro a mensagem na qual preciso refletir naquele dia. Tenho certa predileção por um deles, que é simples e directo, o Manual do Guerreiro da Luz, do Paulo Coelho. Por isso, escolhi uma mensagem dele para deixar aqui aqui hoje.
"O guerreiro sabe que as palavras mais importantes em todas as línguas são palavras pequenas.
Sim. Amor. Deus.
São palavras que saem com facilidade, e preenchem gigantescos espaços vazios.
Entretanto, existe uma palavra - também muito pequena - que muita gente tem dificuldade em dizer: não.
Quem jamais diz não, acha-se generoso, compreensivo, educado; porque o não tem fama de maldito, egoísta, pouco espiritual.
O guerreiro não cai nesta armadilha. Há momentos em que - ao dizer sim para os outros - ele pode estar dizendo não para si mesmo.
Por isso, jamais diz sim com os lábios, se o seu coração está dizendo não."
http://carolbottacin.zip.net/
domingo, 8 de maio de 2005
Atingimos o pico dos erros alimentares
Saliento apenas uma passagem, relativamente à amamentação:
(...)
"Pela amamentação?
Que é algo que se tem de promover muito mais. É errado começar a dar sopa e fruta aos quatro meses e depois as papas. O ideal seria amamentar a criança em regime exclusivo até aos seis, sete meses de idade. Quando se dá alimentos muito calóricos a uma criança pequena, ela aumenta de peso muito rapidamente, o que não é bom. Nós formamos adipósitos, que é o tecido gordo, até aos dois anos. Se deixarmos a criança engordar rapidamente, ela ficará sempre em desvantagem, porque passa a ter muito tecido adiposo. E terá sempre problemas para manter o peso. Durante toda a vida"
(...)
Fiquei bastante satisfeita com o artigo mas o mesmo já não posso dizer de um outro na mesma revista, escrito pela Jornalista Andreia Azevedo Soares, intitulado "Deficiência em ferro na gravidez pode prejudicar relação afectiva entre mãe e bebé"
Em primeiro lugar, esta chamada deficiência não é nada mais nem nada menos do que uma resposta natural da placenta ao diluir o sangue para que o bebé obtenha todos os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento. Esta hemodiluição é natural e desejada significando isto que todas as mulheres grávidas deveriam ter um nível de hemoglobina baixo. Isto não é uma deficiência mas sim uma resposta natural de uma placenta a funcionar bem. Existem estudos que relacionam níveis de hemoglobina entre os 9 e os 9.5 e resultados mais positivos de partos e de maior peso dos bebés.
Em segundo lugar, este "estudo" envolveu um número de 64 mulheres que apresentavam uma falta moderada em ferro (normal!) e outras 31 cuja falta era aceitável (?)...
Duvido que esta amostra seja sequer considerada um estudo! Onde estão as diferenças?
Para estudos sérios e conclusivos de que a maior parte das mulheres não necessitam de suplementos vitamícos queiram ver, por favor, a bibliografia recomendada no nosso blogue em A Guide to Effective Care in Pregnancy and Chilbirth.
Em terceiro lugar, isto é o que chamo de "artigo causador de ansiedade", isto porque acredito que neste momento haverá uma série considerável de pré-mamãs a considerarem tomar suplementos de ferro apenas por receio de que isso vá pertubar a sua relação afectiva com o seu bebé!!!!!
E para quem estás de graças, ansiedade e preocupações não são bem vindas!!! Ainda por cima infundadas!
Claro, nem tudo no artigo está incorrecto, a jornalista acompanha com algumas dicas de alimentos onde encontrar ferro, o que me lembra que a maior parte das mulheres não necessita de suplementos, mas sim de conselhos sobre nutrição.
sexta-feira, 6 de maio de 2005
Comunicação in utero
Quando as mulheres aprendem a comunicar com o seu interior, com o seu instinto, elas podem manter os seus bebés mais seguros e, possivelmente, até interromper um parto prematuro ou mesmo parar/impedir o avanço da toxemia (envenenamento do sangue).
Aprender como comunicar com o bebé pode até ajudar a que o bebé se vire, quando não se encontrar na posição de nascimento, se for seguro para o bebé e a mãe.
tradução de um texto da obstetra Christiane Northrup
versão integral aqui
quinta-feira, 5 de maio de 2005
Parabéns à Fátima
A Laura nasceu à 15h e 31 minutos de um dia de muito sol e luz!
Um abraço ao pai e um beijinho especial à doula Cristina Pincho pela ajuda prestada!
terça-feira, 3 de maio de 2005
Organização Mundial de Saúde alerta: os bebés estão a ser superalimentados
Dados recentes apurados pela organização mostram que as tabelas de crescimento superestimaram o peso que os bebés devem ganhar na fase de crescimento, o que terá levado ao uso excessivo do leite em pó.
Segundo a pesquisa da OMS, que analisou 8.440 crianças em seis países, as tabelas de crescimento usadas por profissionais da saúde estão erradas.
As tabelas sugerem que as crianças de um ano devem pesar entre 10,2 kg e 12,93 kg, quando na verdade deveriam pesar entre 9,53 kg e 11,79 kg, de acordo com a OMS.
Os investigadores dizem que a superalimentação das crianças pode explicar em parte o porquê da actual geração de adultos ser a mais obesa de todos os tempos.
=> texto integral aqui
segunda-feira, 2 de maio de 2005
Mimos
“Não temos emenda. Estamos fartos de saber as coisas mas precisamos sempre do parecer de um especialista para acreditarmos no que sentimos. Neste Dia da Mãe, os cientistas vêm dizer-nos que os mimos que damos aos nossos bebés influem directamente nos seus genes e os tornam mais capazes de lidar com o stress. Por isso, se hesitava em encher o seu bebé de beijos, deixe-se disso e dê-lhe todo o colo do mundo.”
(…)
“Como foi possível que nos tivéssemos achado tão diferentes dos outros animais que se aconchegam no ninho com os seus filhinhos e os lambem e aquecem com o calor do próprio corpo? Mas a verdade é que a lavagem ao cérebro estava feita, e estimulados por descobertas cientificas de vírus e bactérias que assustadoramente «estão em todo o lado», durante muito tempo demos-lhes um tratamento asséptico, colocando os recém-nascidos em cubas desinfectadas, impedidos de contactar com um mamilo que não tivesse sido previamente esterilizado, como alias devia ser tudo, até o toque materno.”
Partes do texto publicado na revista “noticias magazine” (Jornal de Noticias de 01/05/2005), escrito por Isabel Stilwell (Directora) com o título “As festinhas têm um efeito … genético! – Investigação”