Muitos parabéns à Ana e ao Pepe pelo nascimento do seu Lisandro, um rapagão lindo com 3,825 Kg e 52 cm.
Foi um parto vaginal, na Maternidade da Estefânia, onde a mamã chegou com meia dilatação. O bebé nasceu duas horas depois.
Felicidades!
terça-feira, 21 de março de 2006
sábado, 18 de março de 2006
Vai ter o seu bebé numa ambulância?
"Em Odemira, que fica a cerca de 100 quilómetros de Beja, há um bombeiro que já fez 65 partos em ambulância.
A história é ressuscitada pelo presidente da Liga Portuguesa de Bombeiros (LPB), Duarte Caldeira, para ilustrar um dos problemas colocados pelo encerramento dos blocos de partos.
No caso do transporte das parturientes - "garantido em 70 por cento pelos bombeiros" - a Comissão de Saúde Materna e Neonatal não explica no seu relatório como e quando a questão vai ser resolvida.
O presidente da LPB não entende por que razão não foi ainda contactado pelo Ministério da Saúde e adianta que na próxima semana vai colocar uma série de questões a Correia de Campos. É que, mesmo que não haja problemas com os meios dos bombeiros nas localidades onde estão decididos os encerramentos (à excepção do que acontece em Lamego), não haverá enfermeiros suficientes para garantir o transporte preconizado pelos especialistas.
Actualmente há 102 enfermeiros inseridos nas 411 corporações de bombeiros do país. Sublinhando que concorda com a medida, o presidente da Associação dos Enfermeiros Obstetras, Vitor Varela, nota igualmente que tudo tem que ser bem organizado e planeado e que a questão do risco deve ser avaliada no local, sendo responsabilidade também do médico".
In Público, sábado, 18 de Março 2006
http://www.publico.pt
A história é ressuscitada pelo presidente da Liga Portuguesa de Bombeiros (LPB), Duarte Caldeira, para ilustrar um dos problemas colocados pelo encerramento dos blocos de partos.
No caso do transporte das parturientes - "garantido em 70 por cento pelos bombeiros" - a Comissão de Saúde Materna e Neonatal não explica no seu relatório como e quando a questão vai ser resolvida.
O presidente da LPB não entende por que razão não foi ainda contactado pelo Ministério da Saúde e adianta que na próxima semana vai colocar uma série de questões a Correia de Campos. É que, mesmo que não haja problemas com os meios dos bombeiros nas localidades onde estão decididos os encerramentos (à excepção do que acontece em Lamego), não haverá enfermeiros suficientes para garantir o transporte preconizado pelos especialistas.
Actualmente há 102 enfermeiros inseridos nas 411 corporações de bombeiros do país. Sublinhando que concorda com a medida, o presidente da Associação dos Enfermeiros Obstetras, Vitor Varela, nota igualmente que tudo tem que ser bem organizado e planeado e que a questão do risco deve ser avaliada no local, sendo responsabilidade também do médico".
In Público, sábado, 18 de Março 2006
http://www.publico.pt
quinta-feira, 16 de março de 2006
As doulas na Revista Flash!
Saiu um artigo na Revista Flash! nº 45, sobre as doulas e a Associação Doulas de Portugal, escrito pela jornalista Patrícia Araújo, a quem enviamos daqui um abraço e um muito obrigada!
Posições verticais para dar à luz
http://www.msnbc.msn.com/id/11717020/
As primíparas que dão à luz os seus filhos numa posição de quatro, experimentam menos dor do que as que dão à luz sentadas, revela um estudo sueco, publicado no BJOG: International Journal of Obstetrics and Gynecology.
Contudo, a duração da fase activa do trabalho de parto é similar nas duas situações, de acordo com o estudo.
Variados estudos já tinham revelado a importância e eficácia das posições vericais em trabalho de parto em detrimento da posição deitada, tal como menos dor e contracções mais eficientes.
Mas esta é a primeira vez que se comparam estas duas posições, sentada e de quatro.
As primíparas que dão à luz os seus filhos numa posição de quatro, experimentam menos dor do que as que dão à luz sentadas, revela um estudo sueco, publicado no BJOG: International Journal of Obstetrics and Gynecology.
Contudo, a duração da fase activa do trabalho de parto é similar nas duas situações, de acordo com o estudo.
Variados estudos já tinham revelado a importância e eficácia das posições vericais em trabalho de parto em detrimento da posição deitada, tal como menos dor e contracções mais eficientes.
Mas esta é a primeira vez que se comparam estas duas posições, sentada e de quatro.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
Filosofia das Doulas de Portugal

A Associação Doulas de Portugal é uma organização de doulas portuguesas com o objectivo de promover e divulgar o papel da doula no acompanhamento perinatal em Portugal, como uma frente de acção na humanização do parto e nascimento em Portugal. As doulas ajudam as mulheres e seus companheiros a viverem experiências de parto e pós-parto saudáveis, seguras, satisfatórias e enriquecedoras.
Acreditamos na capacidade inata de parir das mulheres e reconhecemos o parto como um evento natural e fisiológico, que faz parte da sexualidade feminina e cujo impacto na identidade e bem-estar integral da mulher não pode ser negligenciado. O parto e o nascimento são um ritual de passagem, uma celebração, e a mulher deve ser especialmente honrada e acarinhada nesse momento sagrado.
Acreditamos que todas as mulheres devem ter a oportunidade de ter os serviços de uma doula, independentemente da região onde vivem e do seu estrato sócio-cultural-económico.
Desde tempos remotos, o parto sempre foi um evento do universo feminino, acompanhado por mulheres mais velhas, familiares ou amigas, que embora sem treino profissional, possuíam experiência de vida, e que ofereciam apoio e encorajamento no período à volta do nascimento. Do mesmo modo, o apoio da doula vem antes de mais do coração e sabedoria individual de cada mulher.
Acreditamos que a mulher deve ser a protagonista do seu próprio parto e que nesse princípio assenta a humanização do nascimento.
O apoio da doula é essencialmente emocional, visando o bem-estar e o conforto das mães e suas famílias. Antes, durante e após o parto, é sobretudo a presença tranquila e confiante da doula que fará a mãe sentir-se segura. A doula ajuda a mulher a encontrar dentro de si o poder de conduzir o nascimento dos seus filhos, promovendo a confiança na sua sabedoria interior e visando a protecção da memória emocional da experiência do parto e pós-parto.
Potencialmente, qualquer mulher, com treino específico ou não, pode dar apoio durante a gravidez, o parto e período pós-natal. O seu desempenho depende da sua maturidade pessoal, conhecimentos e visão única da gravidez, parto e maternidade. A principal ferramenta que a doula tem é ela própria!
Reconhecemos que ser doula será mais fácil para as mulheres que têm experiência de maternidade, amamentação e cuidados com bebés, mas sabemos também que existem mulheres que, não tendo essa experiência, podem ser excelentes doulas. Defendemos que a mãe possa sempre escolher a doula com quem se sente mais confortável.
Acreditamos que o papel da doula é um modo de “estar” e não de “fazer”. A formação enquanto doula é sobretudo um percurso pessoal e não se pode pensar que a frequência de um curso de alguns dias transforme uma mulher numa doula. As doulas estão num processo permanente de aprendizagem, descoberta e partilha. Só com uma postura aberta ao desenvolvimento pessoal e crescimento humano é possível estar disponível para ajudar os outros. No processo de formação de uma doula tem que existir uma profunda concentração na consciência de si própria e hábitos de reflexão.
A doula é uma figura maternal de protecção que está ao lado de outra mãe para a ouvir, proteger, apoiar e responder às suas necessidades. Por isso se diz que a doula é uma “mãe para a mãe”. A doula não vem substituir o pai, parceiro ou qualquer outro familiar ou profissional do cenário de parto. As acções da doula nunca são conduzidas pelo seu ego mas sim pela sua sensibilidade e amor incondicional.
As doulas não executam qualquer acto médico nem fazem aconselhamento médico, mas deverão ter bons conhecimentos da fisiologia do parto e do período pós-natal de forma a que possam oferecer apoio e orientação no sentido de ajudar a mulher a encontrar as melhores soluções para o seu caso.
Ser doula é um trabalho de paixão. Não pretendemos ser apenas mais um “profissional” a sobrecarregar o cenário de parto já de si muito profissionalizado. Existem tantas doulas diferentes quanto existem mulheres. Esperamos que cada mulher possa encontrar a sua doula como quem encontra uma grande amiga. Para a doula será sempre um privilégio poder partilhar com ela o milagre de mais um nascimento.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Formação para novas doulas

O processo de formação para novas doulas vai-se iniciar em Março, com a formação de três dias (18h), em Lisboa (24 a 26 de Março).
Para inscrições, devem enviar um mail com os dados pessoais para doulasdeportugal@yahoo.com
As inscrições são limitadas.
domingo, 12 de fevereiro de 2006
Anti depressivos na gravidez

Anti depressivos chegam ao feto através do líquido amniótico
Fonte: American Journal of Psychiatry 2006; 163: 145-7
Avaliação da concentração de anti depressivos no líquido amniótico de mulheres grávidas que estão a receber tratamento para depressão
As concentrações de anti depressivos no líquido amniótico são semelhantes às encontradas na passagem pela placenta, indicando outro meio de exposição fetal a medicamentos administrados à mãe, dizem os investigadores.
Preocupados com o facto de que o líquido amniótico possa tornar os antidepressivos acessíveis ao feto, Zachary Stowe (Emory Women's Mental Health Program, Atlanta, Georgia, USA) e colegas investigaram as concentrações de anti depressivos no líquido amniótico em 27 mulheres a receber tratamento com anti depressivos que tinham indicação para realização de amniocentese.
A concentração de anti depressivos nas amostras de líquido amniótico obtidas, mostraram um grau elevado de variabilidade.
Componentes associados de quatro em sete anti depressivos foram encontrados em todas as amostras de líquido amniótico — citalopram, escitalopram, fluvoxamina, and venlafaxina.
A fluoxetina foi detectável em 11 de 12 amostras, a paroxetina em uma de duas amostras, e a sertralina em duas de 6 amostras de líquido amniótico.
As concentrações de líquido amniótico para os componentes de origem variaram de 1.4% a 267.2% das concentrações de serum materno. A taxa média foi de 11.6% para os inibidores de recuperação de serotonina, mas 172% para a venlafaxina.
No entanto, não existiu correlação significativa entre as concentrações dos componentes de origem e as concentrações dos metabolitos de antidepressivos.
Stowe e a sua equipa concluíram que uma maior investigação sobre os determinantes farmacológicos e fisiológicos da exposição fetal a anti depressivos “poderá estimular o desenvolvimento de novos agentes farmacológicos que penetrem mais lentamente no líquido amniótico, na circulação fetal e no leite materno, sendo portanto preferencial a sua utilização em mulheres em idade fértil."
Enviado: 27 Janeiro 2006
Com um especial agradecimento à doula Ângela Coelho pela tradução.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Humanização do Parto na Televisão Portuguesa

A HumPar - Associação para a Humanização do Parto em Portugal foi convidada do programa Tudo em Família na RTP2, na passada Segunda-feira, 23 de Janeiro, numa emissão exclusivamente dedicada à humanização do parto no nosso país. A representar a HumPar estiveram a sua Presidente Cristina Torres, o Enfermeiro António Ferreira e a doula Carla Guiomar, Presidente da Associação Doulas de Portugal que também é sócia fundadora da HumPar. Contámos com a magnífica participação em directo telefónico do Brasil, do Dr. Ricardo Jones, Médico Obstetra e Coordenador da ReHuNa - Rede de Humanização do Parto e Nascimento no Brasil que nos lembrou a famosa frase de Michel Odent: "Para mudar o mundo é preciso mudar primeiro a forma de nascer".
Muito ficou por dizer mas mais oportunidades haverá para levar a mensagem da humanização a todos em Portugal!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
Os perigos de dormir com um bebé no sofá
Uma nova pesquisa publicada no The Lancet (http://www.thelancet.com)
indicou um aumento considerável na percentagem de morte súbita em bebés que dormem com os pais em sofás.
Este estudo com a duração de 20 anos e um dos mais intensisvos alguma vez efectuados nesta área, concluiu que a morte súbita em bebés que dormem com os pais diminuiu para metade nos últimos anos, mas em contrapartida, aumentou 4 vezes mais em bebés que dormem com os pais em sofás.
A UNICEF continua a recomendar aos profissionais de saúde a disponibilização aos pais de informações baseadas em evidências científicas sobre os benefícios, alternativas e riscos de partilhar uma cama com os pais de forma a que estes possam fazer escolhas informadas!
Mais informação em:
http://society.guardian.co.uk/health/news/0,,1689055,00.html
Detalhes sobre como dormir com o seu bebé de uma forma segura em:
http://www.babyfriendly.org.uk/bedshare.asp
indicou um aumento considerável na percentagem de morte súbita em bebés que dormem com os pais em sofás.
Este estudo com a duração de 20 anos e um dos mais intensisvos alguma vez efectuados nesta área, concluiu que a morte súbita em bebés que dormem com os pais diminuiu para metade nos últimos anos, mas em contrapartida, aumentou 4 vezes mais em bebés que dormem com os pais em sofás.
A UNICEF continua a recomendar aos profissionais de saúde a disponibilização aos pais de informações baseadas em evidências científicas sobre os benefícios, alternativas e riscos de partilhar uma cama com os pais de forma a que estes possam fazer escolhas informadas!
Mais informação em:
http://society.guardian.co.uk/health/news/0,,1689055,00.html
Detalhes sobre como dormir com o seu bebé de uma forma segura em:
http://www.babyfriendly.org.uk/bedshare.asp
domingo, 15 de janeiro de 2006
Parabéns à Mariana
Muitos parabéns à Mariana e ao Nuno pelo nascimento da sua filha, na Dª Estefânia esta noite.
Um parto de cócoras muito bom para a mãe e para a bebé Matilde!
Um beijinho grande para a nossa doula Susana e um abraço também à equipa médica.
Um parto de cócoras muito bom para a mãe e para a bebé Matilde!
Um beijinho grande para a nossa doula Susana e um abraço também à equipa médica.
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
O Bebé Chora: Como os Pais Devem Reagir
Por Jan Hunt, Psicóloga Directora do "The Natural Child Project"
Imagine por um instante que você foi levado por uma nave espacial para um planeta distante, onde está cercado de gigantes estranhos cuja língua você não entende. Dois desses estranhos decidem cuidar de si. Você é totalmente dependente deles para a satisfação de todas as suas necessidades - fome, sede, conforto e - principalmente - para assegurá-lo de que não corre perigo nesse lugar estranho. Imagine então que alguma coisa vai mal - você está com dor, ou com muita sede ou a precisar de afecto. Mas os responsáveis ignoram seus gritos de desespero e você não consegue fazê-los compreender do que você precisa. Agora você tem um problema a mais, pior que o primeiro: sente-se totalmente desamparado e sozinho num mundo estranho.
Com toda a inocência, o bebé parte do pressuposto de que nós, seus pais, estamos certos - e que fazemos tudo o que deveríamos fazer. Se não fizermos nada, o bebé só pode concluir que não é amado porque não merece o nosso amor. Ele não é capaz de entender que nós estamos ocupados, distraídos, preocupados, mal orientados por "especialistas", ou que simplesmente somos pais inexperientes. Não importa o quanto amamos nosso bebé, o que ele entende são as manifestações externas desse amor.
Ninguém gosta que sua comunicação seja ignorada. Ser ignorado desperta sentimentos de desamparo e raiva que inevitavelmente prejudicam o relacionamento. Todos os adultos sentem isso e não há porquê imaginar que seja diferente com bebés e crianças. Pouca gente ignoraria um adulto que repetisse: "Você poderia me ajudar? Não me estou a sentir bem." Ignorar esse pedido seria considerado muito pouco gentil. Mas um bebé não pode falar assim; ele só pode chorar e chorar até que alguém o atenda - ou até desistir, desesperado.
A reação imediata ao choro de uma criança não foi questionada durante milénios, até aos nossos dias. Na nossa cultura, assumimos que o choro do bebé é normal e inevitável. Mas em sociedades naturais onde os bebés são transportados junto aos adultos na maior parte do dia e da noite durante seus primeiros meses de vida, o choro é incomum. Ao contrário do que se acredita na nossa sociedade, bebés tratados assim tornam-se auto-suficientes mais cedo do que os bebés que não recebem esses cuidados. Na verdade as pesquisas sobre as primeiras experiências da infância mostram que as crianças que receberam cuidados mais amorosos nos primeiros anos de vida tornam-se adultos mais amorosos e confiantes. Os bebés obrigados a ser submissos desenvolvem ressentimentos e raiva que podem ser manifestados de forma nociva mais tarde. Apesar dessas pesquisas, a maioria dos argumentos para se ignorar o choro baseiam-se no receio de "estragar com mimos" o bebé. Um livro clássico de cuidados ao bebé adverte os pais a "deixar o bebé lidar com seu problema". Embora a primeira infância seja uma época de desafios para os pais, um bebé é muito novo e inexperiente para "lidar" com a causa de seu choro, seja ela qual for. Ele não se pode alimentar, trocar de roupa ou confortar-se do modo que a natureza pede. É evidente que é responsabilidade dos pais preencher as necessidades de alimento, segurança e amor do bebé, e não responsabilidade do bebé preencher as necessidades de paz e sossego dos pais. A publicação insinua que se os pais derem ao bebé a oportunidade de ser auto-confiante, estão a contribuir para seu amadurecimento. Mas um bebé simplesmente não é capaz dessa maturidade. A maturidade verdadeira reflecte uma base sólida de segurança emocional que só se pode desenvolver com amor e apoio dos adultos próximos, nos primeiros anos de vida. Uma pessoa imatura só pode reagir ao stress de modo imaturo. Um bebé a quem se nega o seu direito nato de ser reconfortado pelos pais pode voltar-se para o recurso ineficaz da auto-estimulação (bater com a cabeça, embalar-se de um lado para o outro, chuchar no dedo, etc) e o distanciamento emocional das pessoas. Se as suas necessidades forem sempre ignoradas, ele pode decidir que a solidão e o desespero são preferíveis a arriscar-se a sofrer mais frustração e rejeição. Infelizmente, uma vez que ele toma essa decisão ela pode se tornar uma visão definitiva da vida, que leva a uma vida emocional muito pobre.
Muitos profissionais que lidam com crianças percebem que o incentivo dos pais à auto-satisfação, além da substituição abusiva por objectos materiais - ursinhos que substituem os pais, carrinhos em vez de braços, grades em vez de dormir junto, chupetas em vez de mamar no peito, brinquedos em vez de atenção, caixinhas de música no lugar de vozes, leite em pó em vez de leite materno, cadeira de balanço em lugar do colo - determinaram uma época de consumismo, isolamento pessoal e insatisfação emocional. Ignorar o choro de uma criança é como usar protector de ouvidos para evitar o ruído desagradável de um detector de incêndio. O som de um detector de incêndio serve para nos alertar sobre um assunto sério que exige uma atitude - o mesmo acontece com o choro do bebé. Como Jean Liedloff escreveu em 'The Continuum Concept', "o choro do bebé é um problema tão sério quanto o seu ruído sugere". Por mais stressante que seja, o choro da criança não deve ser visto como uma medição de forças entre o pai ou a mãe e o filho, mas como um presente da natureza para assegurar que todos os bebés cresçam com uma capacidade generosa de amor e confiança.
Imagine por um instante que você foi levado por uma nave espacial para um planeta distante, onde está cercado de gigantes estranhos cuja língua você não entende. Dois desses estranhos decidem cuidar de si. Você é totalmente dependente deles para a satisfação de todas as suas necessidades - fome, sede, conforto e - principalmente - para assegurá-lo de que não corre perigo nesse lugar estranho. Imagine então que alguma coisa vai mal - você está com dor, ou com muita sede ou a precisar de afecto. Mas os responsáveis ignoram seus gritos de desespero e você não consegue fazê-los compreender do que você precisa. Agora você tem um problema a mais, pior que o primeiro: sente-se totalmente desamparado e sozinho num mundo estranho.
Com toda a inocência, o bebé parte do pressuposto de que nós, seus pais, estamos certos - e que fazemos tudo o que deveríamos fazer. Se não fizermos nada, o bebé só pode concluir que não é amado porque não merece o nosso amor. Ele não é capaz de entender que nós estamos ocupados, distraídos, preocupados, mal orientados por "especialistas", ou que simplesmente somos pais inexperientes. Não importa o quanto amamos nosso bebé, o que ele entende são as manifestações externas desse amor.
Ninguém gosta que sua comunicação seja ignorada. Ser ignorado desperta sentimentos de desamparo e raiva que inevitavelmente prejudicam o relacionamento. Todos os adultos sentem isso e não há porquê imaginar que seja diferente com bebés e crianças. Pouca gente ignoraria um adulto que repetisse: "Você poderia me ajudar? Não me estou a sentir bem." Ignorar esse pedido seria considerado muito pouco gentil. Mas um bebé não pode falar assim; ele só pode chorar e chorar até que alguém o atenda - ou até desistir, desesperado.
A reação imediata ao choro de uma criança não foi questionada durante milénios, até aos nossos dias. Na nossa cultura, assumimos que o choro do bebé é normal e inevitável. Mas em sociedades naturais onde os bebés são transportados junto aos adultos na maior parte do dia e da noite durante seus primeiros meses de vida, o choro é incomum. Ao contrário do que se acredita na nossa sociedade, bebés tratados assim tornam-se auto-suficientes mais cedo do que os bebés que não recebem esses cuidados. Na verdade as pesquisas sobre as primeiras experiências da infância mostram que as crianças que receberam cuidados mais amorosos nos primeiros anos de vida tornam-se adultos mais amorosos e confiantes. Os bebés obrigados a ser submissos desenvolvem ressentimentos e raiva que podem ser manifestados de forma nociva mais tarde. Apesar dessas pesquisas, a maioria dos argumentos para se ignorar o choro baseiam-se no receio de "estragar com mimos" o bebé. Um livro clássico de cuidados ao bebé adverte os pais a "deixar o bebé lidar com seu problema". Embora a primeira infância seja uma época de desafios para os pais, um bebé é muito novo e inexperiente para "lidar" com a causa de seu choro, seja ela qual for. Ele não se pode alimentar, trocar de roupa ou confortar-se do modo que a natureza pede. É evidente que é responsabilidade dos pais preencher as necessidades de alimento, segurança e amor do bebé, e não responsabilidade do bebé preencher as necessidades de paz e sossego dos pais. A publicação insinua que se os pais derem ao bebé a oportunidade de ser auto-confiante, estão a contribuir para seu amadurecimento. Mas um bebé simplesmente não é capaz dessa maturidade. A maturidade verdadeira reflecte uma base sólida de segurança emocional que só se pode desenvolver com amor e apoio dos adultos próximos, nos primeiros anos de vida. Uma pessoa imatura só pode reagir ao stress de modo imaturo. Um bebé a quem se nega o seu direito nato de ser reconfortado pelos pais pode voltar-se para o recurso ineficaz da auto-estimulação (bater com a cabeça, embalar-se de um lado para o outro, chuchar no dedo, etc) e o distanciamento emocional das pessoas. Se as suas necessidades forem sempre ignoradas, ele pode decidir que a solidão e o desespero são preferíveis a arriscar-se a sofrer mais frustração e rejeição. Infelizmente, uma vez que ele toma essa decisão ela pode se tornar uma visão definitiva da vida, que leva a uma vida emocional muito pobre.
Muitos profissionais que lidam com crianças percebem que o incentivo dos pais à auto-satisfação, além da substituição abusiva por objectos materiais - ursinhos que substituem os pais, carrinhos em vez de braços, grades em vez de dormir junto, chupetas em vez de mamar no peito, brinquedos em vez de atenção, caixinhas de música no lugar de vozes, leite em pó em vez de leite materno, cadeira de balanço em lugar do colo - determinaram uma época de consumismo, isolamento pessoal e insatisfação emocional. Ignorar o choro de uma criança é como usar protector de ouvidos para evitar o ruído desagradável de um detector de incêndio. O som de um detector de incêndio serve para nos alertar sobre um assunto sério que exige uma atitude - o mesmo acontece com o choro do bebé. Como Jean Liedloff escreveu em 'The Continuum Concept', "o choro do bebé é um problema tão sério quanto o seu ruído sugere". Por mais stressante que seja, o choro da criança não deve ser visto como uma medição de forças entre o pai ou a mãe e o filho, mas como um presente da natureza para assegurar que todos os bebés cresçam com uma capacidade generosa de amor e confiança.
Adaptado por Cristina Carvalho
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
Muitos Parabéns!
Muitos Parabéns à Isabel e ao Berto pelo nascimento do seu filho Tomás, hoje, dia 28 de Dezembro, às 13h e 08 minutos, no Hospital Garcia da Orta com a ajuda especial da nossa doula Lia!
Muitos beijinhos de felicidades para todos!
Muitos beijinhos de felicidades para todos!
sábado, 24 de dezembro de 2005
Boas Festas!
domingo, 18 de dezembro de 2005
Parto e dor, ontem e hoje
"Aqueles que viveram entre tribos primitivas relatam-nos que eles tendem a não responder da mesma forma que nós ao desconforto físico e à dor da vida. Isto poderá dever-se em parte a uma visão do mundo, partilhada por todos na tribo, que não vê a natureza separada das pessoas, a mente separada do corpo, ou a dor separada do prazer.
Nós pagamos o preço pelo nosso vício do conforto pessoal. Nas sociedades tribais, as pessoas aceitam as experiências desagradáveis e o desconforto como parte da vida. Em vez de responderem à dor do parto com medo e negação, as mulheres são criadas para aceitá-la como uma parte integral e essencial da experiência do nascimento.
Para a maioria das mulheres, dar à luz um filho, requer uma descida abrupta a um lugar onde elas nunca estiveram na sua memória consciente. Hoje em dia, esta jornada é frequentemente feita com relutância, com pouca ou nenhuma visão do que está a acontecer e com pouca preparação real ou orientação. Poucas mulheres encontram no parto aquilo que esperavam. Uma parte ou outra, ou mesmo tudo, é sentido como arrebatador. Muitas mulheres nas sociedades modernas ficam chocadas com a dor do parto. As gerações passadas disseram que as mulheres precisam de sentir a dor do parto. Foi dito que apenas através desta dor uma mulher poderia aprender a amar o seu filho e ser uma boa mãe. Considerando a fonte de tais pronunciamentos – homens do clero, homens filósofos e médicos e homens legisladores, todos aliados contra o direito da mulher receber anestesia no parto, no final do Séc. XIX, não admira que as mulheres tenham tido, nos anos seguintes, desprezo por tais crenças. No entanto muitas mulheres que passaram pelo parto sem drogas mas beneficiando de um apoio carinhoso, afirmam que a experiência as mudou para sempre, pela positiva.
Porque é que as mulheres escolhem usar drogas no trabalho de parto?
Desde que há registo, os humanos sempre deram à luz sem recorrer ao uso de substâncias externas para alívio da intensidade e dor do parto. Excepto em raras e extremas circunstâncias, o senso comum ditava que qualquer coisa que a mãe tomasse poderia prejudicá-la ou ao bebé, ou inibir o processo de parto. Foi apenas nos últimos 75 anos que as mulheres passaram a ser rotineiramente drogadas ou anestesiadas para o parto. Este é um período de tempo muito curto, mas o suficiente para imprimir na nossa cultura a crença de que o parto requer o uso de drogas.
A maioria das sociedades tradicionais compreendeu que o parto produz um estado alterado de consciência que traz à mulher força e resistência extraordinárias e torna possível mesmo para uma mulher bastante frágil parir o seu filho sem assistência e sem uso de drogas mais fortes do que plantas. A maioria das culturas encontrou formas de ajudar uma mulher a manter a confiança e força interior durante o trabalho de parto e lidar com a dor das contracções. Apenas a cultura ocidental moderna construiu um sistema de atendimento baseado na crença patriarcal de que a mulher não é capaz de parir por si só e de que o corpo humano feminino não está desenhado para lidar com a dor do parto.
A principal razão pela qual as mulheres foram rotineiramente hospitalizadas para parir, no princípio do século XX, foi criar um ambiente controlado onde mais facilmente os médicos poderiam administrar drogas às mulheres em trabalho de parto. Actualmente a grande maioria das mulheres espera vir a precisar de drogas e acredita que deverá poder tê-las a pedido. Os médicos, na sua maioria, concordam com elas e encorajam o uso de drogas.
A principal diferença entre as mulheres que estão a parir nos dias de hoje e as suas avós é que estas acharam o processo de parto tão perturbador que nem queriam estar acordadas durante o mesmo, enquanto que hoje as mulheres querem estar acordadas, só não querem sentir dor.
Tradicionalmente, as mulheres têm cantado ou repetido orações para afastarem a sua mente da dor das contracções, ou para mudar o seu estado de consciência de forma a que a dor se torne apenas um elemento da experiência. Frequentemente, as mulheres hoje fazem o oposto: elas focam tanta atenção na dor, desde cedo na gravidez, durante as aulas de preparação para o parto, até ao dia do parto que acabam por se auto-programar para uma dor insuportável. Existe uma cultura inteira à volta de evitar a dor. Não apenas no parto mas em todos os aspectos da vida moderna. E muitas pessoas isolam a dor do parto como sendo de alguma forma diferente e particularmente insuportável. Perderam a visão da imagem como um todo e focam-se compulsivamente num único aspecto: o quanto o parto dói.
Qualquer pessoa que pratique exercício aeróbico, aprecie longos passeios ou jogging sabe quão fácil é tornar-se uma vítima das sensações do corpo, todas as dores e desconfortos que vêem quando fazemos coisas que puxam pelos nossos limites físicos. Se estivermos a escalar uma montanha e concentrarmos a nossa atenção no quão difícil a subida é, ou quão cansados estamos, ou quão tensos estão os nossos músculos, em como o nosso coração está a bater depressa ou a nossa falta de ar, podemos estar a massacrarmo-nos durante toda a escalada. Mas mantendo uma atitude positiva e focando a nossa atenção no prazer de estar de boa saúde e no meio da natureza fazem o esforço valer a pena. Ajuda admitirmos que o desconforto está lá, mas não nos sentirmos vítimas dele. E o propósito do parto afinal é o nascimento de uma criança".
Extraído de Suzanne Arms "Immaculate Deception II - Myth. Magic & Birth.
Tradução de Carla Guiomar
Nós pagamos o preço pelo nosso vício do conforto pessoal. Nas sociedades tribais, as pessoas aceitam as experiências desagradáveis e o desconforto como parte da vida. Em vez de responderem à dor do parto com medo e negação, as mulheres são criadas para aceitá-la como uma parte integral e essencial da experiência do nascimento.
Para a maioria das mulheres, dar à luz um filho, requer uma descida abrupta a um lugar onde elas nunca estiveram na sua memória consciente. Hoje em dia, esta jornada é frequentemente feita com relutância, com pouca ou nenhuma visão do que está a acontecer e com pouca preparação real ou orientação. Poucas mulheres encontram no parto aquilo que esperavam. Uma parte ou outra, ou mesmo tudo, é sentido como arrebatador. Muitas mulheres nas sociedades modernas ficam chocadas com a dor do parto. As gerações passadas disseram que as mulheres precisam de sentir a dor do parto. Foi dito que apenas através desta dor uma mulher poderia aprender a amar o seu filho e ser uma boa mãe. Considerando a fonte de tais pronunciamentos – homens do clero, homens filósofos e médicos e homens legisladores, todos aliados contra o direito da mulher receber anestesia no parto, no final do Séc. XIX, não admira que as mulheres tenham tido, nos anos seguintes, desprezo por tais crenças. No entanto muitas mulheres que passaram pelo parto sem drogas mas beneficiando de um apoio carinhoso, afirmam que a experiência as mudou para sempre, pela positiva.
Porque é que as mulheres escolhem usar drogas no trabalho de parto?
Desde que há registo, os humanos sempre deram à luz sem recorrer ao uso de substâncias externas para alívio da intensidade e dor do parto. Excepto em raras e extremas circunstâncias, o senso comum ditava que qualquer coisa que a mãe tomasse poderia prejudicá-la ou ao bebé, ou inibir o processo de parto. Foi apenas nos últimos 75 anos que as mulheres passaram a ser rotineiramente drogadas ou anestesiadas para o parto. Este é um período de tempo muito curto, mas o suficiente para imprimir na nossa cultura a crença de que o parto requer o uso de drogas.
A maioria das sociedades tradicionais compreendeu que o parto produz um estado alterado de consciência que traz à mulher força e resistência extraordinárias e torna possível mesmo para uma mulher bastante frágil parir o seu filho sem assistência e sem uso de drogas mais fortes do que plantas. A maioria das culturas encontrou formas de ajudar uma mulher a manter a confiança e força interior durante o trabalho de parto e lidar com a dor das contracções. Apenas a cultura ocidental moderna construiu um sistema de atendimento baseado na crença patriarcal de que a mulher não é capaz de parir por si só e de que o corpo humano feminino não está desenhado para lidar com a dor do parto.
A principal razão pela qual as mulheres foram rotineiramente hospitalizadas para parir, no princípio do século XX, foi criar um ambiente controlado onde mais facilmente os médicos poderiam administrar drogas às mulheres em trabalho de parto. Actualmente a grande maioria das mulheres espera vir a precisar de drogas e acredita que deverá poder tê-las a pedido. Os médicos, na sua maioria, concordam com elas e encorajam o uso de drogas.
A principal diferença entre as mulheres que estão a parir nos dias de hoje e as suas avós é que estas acharam o processo de parto tão perturbador que nem queriam estar acordadas durante o mesmo, enquanto que hoje as mulheres querem estar acordadas, só não querem sentir dor.
Tradicionalmente, as mulheres têm cantado ou repetido orações para afastarem a sua mente da dor das contracções, ou para mudar o seu estado de consciência de forma a que a dor se torne apenas um elemento da experiência. Frequentemente, as mulheres hoje fazem o oposto: elas focam tanta atenção na dor, desde cedo na gravidez, durante as aulas de preparação para o parto, até ao dia do parto que acabam por se auto-programar para uma dor insuportável. Existe uma cultura inteira à volta de evitar a dor. Não apenas no parto mas em todos os aspectos da vida moderna. E muitas pessoas isolam a dor do parto como sendo de alguma forma diferente e particularmente insuportável. Perderam a visão da imagem como um todo e focam-se compulsivamente num único aspecto: o quanto o parto dói.
Qualquer pessoa que pratique exercício aeróbico, aprecie longos passeios ou jogging sabe quão fácil é tornar-se uma vítima das sensações do corpo, todas as dores e desconfortos que vêem quando fazemos coisas que puxam pelos nossos limites físicos. Se estivermos a escalar uma montanha e concentrarmos a nossa atenção no quão difícil a subida é, ou quão cansados estamos, ou quão tensos estão os nossos músculos, em como o nosso coração está a bater depressa ou a nossa falta de ar, podemos estar a massacrarmo-nos durante toda a escalada. Mas mantendo uma atitude positiva e focando a nossa atenção no prazer de estar de boa saúde e no meio da natureza fazem o esforço valer a pena. Ajuda admitirmos que o desconforto está lá, mas não nos sentirmos vítimas dele. E o propósito do parto afinal é o nascimento de uma criança".
Extraído de Suzanne Arms "Immaculate Deception II - Myth. Magic & Birth.
Tradução de Carla Guiomar
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Amamentar faz bem, também, à saúde da Mãe!
Já todos sabemos das muitas vantagens e benefícios da amamentação; a que se transcreve de seguida é mais uma, resultante de mais uma pesquisa efectuada nos EUA, para engrossar a lista de motivos que podem servir de incentivo, às mães, para amamentarem os seus filhos.
"As mulheres que amamentam os filhos reduzem as suas possibilidades de contrair diabetes, segundo as conclusões de uma investigação publicada pela revista da Associação Médica Americana.
A amamentação absorve muita energia e altera o metabolismo da mulher, estabilizando os níveis de açucar no sangue e aumentando a sensibilidade do corpo à insulina. O estudo revela ainda que quanto mais tempo amamentarem, mais reduzido será esse risco.
O trabalho foi dirigido por Alison M. Stuebe, do Hospital Brigham and Women de Boston e envolveu 157000 enfermeiras norte-americanas."
in Destak, 24-11-2005
"As mulheres que amamentam os filhos reduzem as suas possibilidades de contrair diabetes, segundo as conclusões de uma investigação publicada pela revista da Associação Médica Americana.
A amamentação absorve muita energia e altera o metabolismo da mulher, estabilizando os níveis de açucar no sangue e aumentando a sensibilidade do corpo à insulina. O estudo revela ainda que quanto mais tempo amamentarem, mais reduzido será esse risco.
O trabalho foi dirigido por Alison M. Stuebe, do Hospital Brigham and Women de Boston e envolveu 157000 enfermeiras norte-americanas."
in Destak, 24-11-2005
segunda-feira, 14 de novembro de 2005
Episiotomia
Este é o termo técnico para o corte efectuado ao períneo no momento do parto. Muitas de nós não o conhece sequer por este nome. Muitas de nós não sabe que este procedimento é considerado um acto cirúrgico e, como tal, deveria ser autorizado por nós para ser executado. Muitas de nós nunca questionou este procedimento
À maioria de nós nunca foi esclarecida a sua (in)utilidade, as suas consequências nefastas, nem formas que temos para promover a elasticidade do períneo, com o objectivo de o manter intacto num parto vaginal.
É com o intuito de divulgar evidências ciêntificas que demonstrem a não necesssidade do uso rotineiro da episiotomia, que aqui deixamos o link para um estudo, efectuado em Portugal, na Maternidade Dr. Alfredo da Costa.
www.ordemdosmedicos.pt/ie/institucional/publicacoes/ACTA/6-2003/2205%20Episiotomia.pdf
sábado, 5 de novembro de 2005
WORKSHOP
WORKSHOP
AS DOULAS NA HUMANIZAÇÃO DO PARTO EM PORTUGAL
Lisboa, 20 de Novembro, 2005
Lisboa, 20 de Novembro, 2005
“Na sociedade contemporânea, em que o parto sofreu um processo de
industrialização, e foi reduzido em grande parte a um acto médico, urge
redescobrir a verdadeira natureza de dar à luz”
Carla Guiomar
Data e Horário:
20 de Novembro (Domingo), das 10h às 12.30 e das 14h às 17h.
Local:
Local:
Lisboa, Delegação Regional do IPJ, Rua de Moscavide, Lote 47101, Lisboa, Expo.
Temas:
O que é um parto humanizado
A necessidade urgente de humanização do parto em Portugal
As doulas: benefícios e vantagens
O corpo da mulher como máquina e como objecto
O parto fisiológico
As necessidades básicas da mulher em trabalho de parto
Controvérsias hospitalares
Destinatários:
Profissionais de saúde, grávidas, público em geral.
Nº de participantes:
35 (Admissão por ordem de chegada da inscrição)
Formadora:
Doula Luísa Condeço, Co-Fundadora da Associação Doulas de Portugal
Preço de Inscrição:
Até 11 Nov. 2005 – 50 euros
Até 17 Nov. 2005 – 70 euros
Transferência bancária p/ NIB 0036 0308 9910000299407
ou cheque à ordem de Maria Luísa Condeço
Contactos: 967624505 / 916826150
Fazer copy/paste da ficha de inscrição e enviar para: doulaluisa_c@yahoo.com
Nome:
Profissão:
Morada:
Telefone:
Móvel:
E-mail:
Motivo da inscrição:
Temas:
O que é um parto humanizado
A necessidade urgente de humanização do parto em Portugal
As doulas: benefícios e vantagens
O corpo da mulher como máquina e como objecto
O parto fisiológico
As necessidades básicas da mulher em trabalho de parto
Controvérsias hospitalares
Destinatários:
Profissionais de saúde, grávidas, público em geral.
Nº de participantes:
35 (Admissão por ordem de chegada da inscrição)
Formadora:
Doula Luísa Condeço, Co-Fundadora da Associação Doulas de Portugal
Preço de Inscrição:
Até 11 Nov. 2005 – 50 euros
Até 17 Nov. 2005 – 70 euros
Transferência bancária p/ NIB 0036 0308 9910000299407
ou cheque à ordem de Maria Luísa Condeço
Contactos: 967624505 / 916826150
Fazer copy/paste da ficha de inscrição e enviar para: doulaluisa_c@yahoo.com
Nome:
Profissão:
Morada:
Telefone:
Móvel:
E-mail:
Motivo da inscrição:
domingo, 30 de outubro de 2005
Induções...
Hoje em dia, é proposto a muitas mulheres a indução do parto, quando o bebé não quer nascer a partir da 40ª semana... e às vezes até antes (dizendo-se que já pode nascer, já está de termo...), sem que haja qualquer situação clínica que o justifique. Muitas mães aceitam (algumas até o sugerem, de tal forma a indução está banalizada)... estão cansadas de estarem grávidas, já se sentem desconfortáveis, ansiosas por conhecerem o seu filho, e geralmente não questionam a proposta de um obstetra.
Mas o facto de se estar no final da gestação, não significa que o bebé esteja preparado para nascer... só significa que sobrevive sem problemas aparentes. Mas o que é que nós desejamos para os nossos filhos? Que simplesmente sobrevivam? Ou que nasçam no momento que lhes é mais favorável, aquele que eles próprios determinam em harmonia com o corpo da mãe?
As mulheres não são todas iguais, e os bebés não amadurecem todos no mesmo “prazo”, tal como os frutos de uma mesma árvore não amadurecem todos ao mesmo tempo.
Se o bebé ainda não nasceu não será porque ainda não está preparado para nascer? Vivemos numa sociedade cada vez mais imediatista, consumista e crente na tecnologia... e isso também se reflecte na forma como temos os nossos filhos.
Se procurarmos as respostas no conhecimento da fisiologia, sabemos que é o bebé que deve dar o sinal para iniciar o trabalho de parto. Quando os seus pulmões atingirem o auge da maturidade ele liberta hormonas que despoletam o trabalho de parto, estimulando o hipotálamo da mãe a produzir a hormona natural oxitocina, que por sua vez provoca as contracções uterinas.
Isso significa que o bebé vai nascer no momento que respeita o desenvolvimento óptimo de cada criança, escolhido por ela.
Que tipo de mensagem enviamos ao nosso filho quando não lhe deixamos que ele próprio faça aquilo para que foi biologicamente destinado? É um primeiro acto de auto-determinação que lhe é negado. “Não vais nascer quando quiseres, mas sim no dia que dava jeito à mãe ou ao médico”.
Não existe uma data fixa para o nascimento e não há razão para se pensar que um bebé tem forçosamente que nascer até às 40, às 41 ou mesmo às 42 semanas, até porque às vezes a idade gestacional não está bem definida. Deve-se considerar um período provável para o nascimento (entre as 38 e as 42 semanas após o primeiro dia do último período menstrual) e não uma “data prevista” pois isso simplesmente não existe. Ainda assim, no final de uma gestação prolongada, deve-se acompanhar com maior atenção o bem-estar do bebé, contando os movimentos, ouvindo o coração diariamente, verificando se há perdas de líquido com cor esverdeada, fazendo uma ecografia em caso de ansiedade ou dúvidas.
Se estiver tudo bem, para quê induzir? A indução tem riscos sérios e uma grande parte das induções falha resultando em cesariana ou partos vaginais complicados, instrumentalizados e muitas vezes traumáticos para mãe e filho. Quando a indução resulta é porque muito provavelmente o bebé estava para nascer nessa altura de qualquer modo. Então não valerá a pena esperar?
Num parto induzido, é administrada à mulher pitocina (oxitocina artificial) através do soro intravenoso, com o objectivo de imitar a acção da oxitocina natural. Esta hormona sintética liga-se aos receptores uterinos para a oxitocina natural, inibindo a sua produção e recepção normal. As contracções induzidas artificialmente são mais dolorosas, mais agressivas para o útero (aumentando o risco de ruptura uterina) e mais perigosas para o bebé, que pode entrar em stress mais facilmente, o que é muitas vezes sinalizado pelo CTG e lá se vai para a cesariana, com todas as desvantagens que esta grande intervenção cirúrgica acarreta para o bebé e para a mãe. Além disso a pitocina, ao contrário da oxitocina natural segregada pelo nosso hipotálamo, não atravessa a barreira cerebral da mãe e portanto não tem efeitos comportamentais ao nível do vínculo precoce mãe-bebé.
Como as contracções induzidas artificialmente são mais dolorosas e arrítmicas, a mãe sente maior necessidade de recorrer à anestesia epidural, que também acarreta um conjunto de riscos para mãe e filho, nomeadamente aumenta a probabilidade de um parto instrumentalizado e da separação precoce mãe-filho, para observação e intervenção, interferindo com o vínculo precoce e o sucesso da amamentação e potenciando também situações de depressão materna pós-parto.
No parto fisiológico, quando se deixa o nosso próprio corpo conduzir o processo, as contracções naturais são mais suaves, rítmicas e adaptam-se às necessidades do bebé. Vão crescendo gradualmente em duração e intensidade, intermediadas por intervalos de descanso. Quando não se interfere com este processo, o nosso organismo segrega juntamente com a oxitocina, outras hormonas benéficas, nomeadamente as endorfinas que atenuam a sensação de dor e suavizam o processo para mãe e filho.
Muitos partos traumáticos e cesarianas poderiam ser evitados hoje em dia, se as mulheres fossem devidamente informadas dos riscos dos procedimentos e se se responsabilizassem por fazer as suas próprias escolhas informadas e conscientes, ao invés de se demitirem dessa responsabilidade e assumirem que um profissional de obstetrícia é quem melhor pode decidir por si. Os médicos com uma postura humanista sabem que devem encorajar a mãe a tomar as suas próprias decisões, com base nos factos e nas evidências científicas, e não em conveniências pessoais e institucionais. Para contrariarmos um sistema industrializado de nascimentos, para que o nascimento em Portugal caminhe no sentido de ser uma experiência positiva, gratificante e verdadeiramente saudável e segura para cada mulher e seus filhos, nós mulheres precisamos de ter a informação e o apoio necessário nessa altura das nossas vidas e resgatarmos para nós um papel central na condução dos nossos partos.
Mais informação:
http://hencigoer.com/articles/ ver os artigos sobre Induction of labour
http://www.motherfriendly.org/Downloads/induct-fact-sheet.pdf Riscos da Indução
http://www.maternitywise.org/mw/topics/birthsetting/ Fisiologia do parto – as hormonas naturais
http://www.holistika.net/articulo.php?articulo=54019.html Violência hospitalar – o uso da pitocina
Mas o facto de se estar no final da gestação, não significa que o bebé esteja preparado para nascer... só significa que sobrevive sem problemas aparentes. Mas o que é que nós desejamos para os nossos filhos? Que simplesmente sobrevivam? Ou que nasçam no momento que lhes é mais favorável, aquele que eles próprios determinam em harmonia com o corpo da mãe?
As mulheres não são todas iguais, e os bebés não amadurecem todos no mesmo “prazo”, tal como os frutos de uma mesma árvore não amadurecem todos ao mesmo tempo.
Se o bebé ainda não nasceu não será porque ainda não está preparado para nascer? Vivemos numa sociedade cada vez mais imediatista, consumista e crente na tecnologia... e isso também se reflecte na forma como temos os nossos filhos.
Se procurarmos as respostas no conhecimento da fisiologia, sabemos que é o bebé que deve dar o sinal para iniciar o trabalho de parto. Quando os seus pulmões atingirem o auge da maturidade ele liberta hormonas que despoletam o trabalho de parto, estimulando o hipotálamo da mãe a produzir a hormona natural oxitocina, que por sua vez provoca as contracções uterinas.
Isso significa que o bebé vai nascer no momento que respeita o desenvolvimento óptimo de cada criança, escolhido por ela.
Que tipo de mensagem enviamos ao nosso filho quando não lhe deixamos que ele próprio faça aquilo para que foi biologicamente destinado? É um primeiro acto de auto-determinação que lhe é negado. “Não vais nascer quando quiseres, mas sim no dia que dava jeito à mãe ou ao médico”.
Não existe uma data fixa para o nascimento e não há razão para se pensar que um bebé tem forçosamente que nascer até às 40, às 41 ou mesmo às 42 semanas, até porque às vezes a idade gestacional não está bem definida. Deve-se considerar um período provável para o nascimento (entre as 38 e as 42 semanas após o primeiro dia do último período menstrual) e não uma “data prevista” pois isso simplesmente não existe. Ainda assim, no final de uma gestação prolongada, deve-se acompanhar com maior atenção o bem-estar do bebé, contando os movimentos, ouvindo o coração diariamente, verificando se há perdas de líquido com cor esverdeada, fazendo uma ecografia em caso de ansiedade ou dúvidas.
Se estiver tudo bem, para quê induzir? A indução tem riscos sérios e uma grande parte das induções falha resultando em cesariana ou partos vaginais complicados, instrumentalizados e muitas vezes traumáticos para mãe e filho. Quando a indução resulta é porque muito provavelmente o bebé estava para nascer nessa altura de qualquer modo. Então não valerá a pena esperar?
Num parto induzido, é administrada à mulher pitocina (oxitocina artificial) através do soro intravenoso, com o objectivo de imitar a acção da oxitocina natural. Esta hormona sintética liga-se aos receptores uterinos para a oxitocina natural, inibindo a sua produção e recepção normal. As contracções induzidas artificialmente são mais dolorosas, mais agressivas para o útero (aumentando o risco de ruptura uterina) e mais perigosas para o bebé, que pode entrar em stress mais facilmente, o que é muitas vezes sinalizado pelo CTG e lá se vai para a cesariana, com todas as desvantagens que esta grande intervenção cirúrgica acarreta para o bebé e para a mãe. Além disso a pitocina, ao contrário da oxitocina natural segregada pelo nosso hipotálamo, não atravessa a barreira cerebral da mãe e portanto não tem efeitos comportamentais ao nível do vínculo precoce mãe-bebé.
Como as contracções induzidas artificialmente são mais dolorosas e arrítmicas, a mãe sente maior necessidade de recorrer à anestesia epidural, que também acarreta um conjunto de riscos para mãe e filho, nomeadamente aumenta a probabilidade de um parto instrumentalizado e da separação precoce mãe-filho, para observação e intervenção, interferindo com o vínculo precoce e o sucesso da amamentação e potenciando também situações de depressão materna pós-parto.
No parto fisiológico, quando se deixa o nosso próprio corpo conduzir o processo, as contracções naturais são mais suaves, rítmicas e adaptam-se às necessidades do bebé. Vão crescendo gradualmente em duração e intensidade, intermediadas por intervalos de descanso. Quando não se interfere com este processo, o nosso organismo segrega juntamente com a oxitocina, outras hormonas benéficas, nomeadamente as endorfinas que atenuam a sensação de dor e suavizam o processo para mãe e filho.
Muitos partos traumáticos e cesarianas poderiam ser evitados hoje em dia, se as mulheres fossem devidamente informadas dos riscos dos procedimentos e se se responsabilizassem por fazer as suas próprias escolhas informadas e conscientes, ao invés de se demitirem dessa responsabilidade e assumirem que um profissional de obstetrícia é quem melhor pode decidir por si. Os médicos com uma postura humanista sabem que devem encorajar a mãe a tomar as suas próprias decisões, com base nos factos e nas evidências científicas, e não em conveniências pessoais e institucionais. Para contrariarmos um sistema industrializado de nascimentos, para que o nascimento em Portugal caminhe no sentido de ser uma experiência positiva, gratificante e verdadeiramente saudável e segura para cada mulher e seus filhos, nós mulheres precisamos de ter a informação e o apoio necessário nessa altura das nossas vidas e resgatarmos para nós um papel central na condução dos nossos partos.
Mais informação:
http://hencigoer.com/articles/ ver os artigos sobre Induction of labour
http://www.motherfriendly.org/Downloads/induct-fact-sheet.pdf Riscos da Indução
http://www.maternitywise.org/mw/topics/birthsetting/ Fisiologia do parto – as hormonas naturais
http://www.holistika.net/articulo.php?articulo=54019.html Violência hospitalar – o uso da pitocina
segunda-feira, 24 de outubro de 2005
O Sol e a Gravidez - pesquisa
Exposição solar materna, durante o 1º trimestre está associada a alto peso, à nascença, em bebés humanos
Palavras-chave da pesquisa: peso à nascença; temperatura ambiente; gestação; factor de crescimento insulina; crescimento fetal
Abstracção/Hipótese
Foram geradas 2 hipóteses alternativas para comprovar a variação sazonal no peso à nascença de bebés humanos, em países industrializados. A 1ª, corresponde à teoria hipotética de que uma baixa temperatura ambiente durante o 2º trimestre de gestação resulta num decréscimo do peso à nascença.
A 2ª, corresponde à teoria hipotética que a exposição à luz solar durante o 1º trimestre resulta num aumento de peso à nascença.
Estas 2 hipóteses foram testadas para que se determinasse qual, ou se nenhuma, comprovava a existência de uma variação sazonal no peso à nascença em bebés de termo. Dados relativos ao peso à nascença, recolhidos num período de 5 anos, foram analisados em função de intensidade de exposição à luz solar (elevada ou diminuta) e temperatura ambiente. Apesar de não se registar nenhum efeito da temperatura ambiente, no peso à nascença, durante nenhum dos trimestres, bebés cujas mães tiveram uma intensa (elevada) exposição à luz solar, durante o 1º trimestre, nasceram significativamente mais pesados do que bebés cujas mães tiveram uma fraca (diminuta) exposição à luz solar, durante o mesmo período (1º trimestre). Para além destes dados verificou-se ainda que, bebés cujas mães em que a exposição à luz solar se registou nos níveis mais baixos, durante o 2º e 3º trimestres, nasceram significativamente mais pesados, do que bebés cujas mães em que a exposição à luz solar foi de nível mais elevado, durante o mesmo período (2º e 3º trimestre).
A conclusão expressa a hipótese de que elevados níveis de luz solar durante o ínicio da gestação podem aumentar o nível do factor de crescimento como insulina (IGF)-1, facilitando o crescimento pré-natal.
Fonte: Karen Tustin, Julien Gross, Harlene Hayne - Psychology Department, University of Otago, Dunedin, New Zealand
© 2004 Wiley Periodicals, Inc. Dev Psychobiol 45: 221-230, 2004
Traduzido e adaptado por Sónia Sousa
Palavras-chave da pesquisa: peso à nascença; temperatura ambiente; gestação; factor de crescimento insulina; crescimento fetal
Abstracção/Hipótese
Foram geradas 2 hipóteses alternativas para comprovar a variação sazonal no peso à nascença de bebés humanos, em países industrializados. A 1ª, corresponde à teoria hipotética de que uma baixa temperatura ambiente durante o 2º trimestre de gestação resulta num decréscimo do peso à nascença.
A 2ª, corresponde à teoria hipotética que a exposição à luz solar durante o 1º trimestre resulta num aumento de peso à nascença.
Estas 2 hipóteses foram testadas para que se determinasse qual, ou se nenhuma, comprovava a existência de uma variação sazonal no peso à nascença em bebés de termo. Dados relativos ao peso à nascença, recolhidos num período de 5 anos, foram analisados em função de intensidade de exposição à luz solar (elevada ou diminuta) e temperatura ambiente. Apesar de não se registar nenhum efeito da temperatura ambiente, no peso à nascença, durante nenhum dos trimestres, bebés cujas mães tiveram uma intensa (elevada) exposição à luz solar, durante o 1º trimestre, nasceram significativamente mais pesados do que bebés cujas mães tiveram uma fraca (diminuta) exposição à luz solar, durante o mesmo período (1º trimestre). Para além destes dados verificou-se ainda que, bebés cujas mães em que a exposição à luz solar se registou nos níveis mais baixos, durante o 2º e 3º trimestres, nasceram significativamente mais pesados, do que bebés cujas mães em que a exposição à luz solar foi de nível mais elevado, durante o mesmo período (2º e 3º trimestre).
A conclusão expressa a hipótese de que elevados níveis de luz solar durante o ínicio da gestação podem aumentar o nível do factor de crescimento como insulina (IGF)-1, facilitando o crescimento pré-natal.
Fonte: Karen Tustin, Julien Gross, Harlene Hayne - Psychology Department, University of Otago, Dunedin, New Zealand
© 2004 Wiley Periodicals, Inc. Dev Psychobiol 45: 221-230, 2004
Traduzido e adaptado por Sónia Sousa
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Epidurais reduzem a dor mas podem aumentar o uso de fórceps
Public release date: 19-Oct-2005
Contact: Amy Molnar amolnar@wiley.com
The Cochrane Library newsletter,2005, Issue 4 – The best single source of reliable evidence about effects of health care
O alívio da dor é um assunto importante para mulheres em trabalho de parto, e as epidurais são cada vez mais frequentes.
Estas reduzem a dor mas aumentam a probabilidade de um parto instrumentalizado. Actualmente existe uma lacuna de evidências que comprovem que as epidurais aumentem o risco de ocorrência de cesarianas, no entanto, mulheres a quem seja administrada epidural têm um segundo estádio de trabalho de parto mais longo, comparado com aquelas que foram sujeitas a outras formas de alívio da dor.
As epidurais, introduzidas em 1946, são agora usadas por 1/5 das mulheres do Reino Unido e por metade das mulheres nos EUA, durante o trabalho de parto. Numa analgesia epidural, agentes anestésicos são injectados na região baixa da coluna. Este processo bloqueia a actividade nervosa e transmite estímulos indolores do canal de parto para o cérebro, o que resulta no alívio da dor.
Uma revisão sistemática da literatura incluindo 21 estudos de analgesia epidural no trabalho de parto, envolvendo 6664 mulheres. The Cochrane Reviews Authors tiraram várias conclusões a partir destes dados.
Comparativamente com mulheres que usaram outras formas de alívio da dor, mulheres sujeitas a epidural têm maior alívio da dor, segundo estádio de trabalho de parto mais longo, aumento da probabilidade de partos instrumentalizados, e aumento da probabilidade de ter febre durante o trabalho de parto.
Encontrou-se alguma falta de evidências que as epidurais afectassem os recém-nascidos, aumentassem a probabilidade de partos por cesariana, aumentassem a probabilidade de dores nas costas a longo termo, e afectassem a satisfação materna.
“As evidências nesta revisão têm que ser disponibilizadas a mulheres que considerem a hipótese de alívio da dor em trabalho de parto,” diz o autor principal Millicent Anim-Somuah, Investigador Honorário na School of Reproductive and Development Medicine, no Liverpool Women’s Hospital NHS Trust, Liverpool, Reino Unido.
Review title: Anim-Somuah M et al. Epidural versus non-epidural ornoanalgesia in labour.The Cochrane Database of Systematic Reviews 2005, Issue 4.
Contact: Amy Molnar amolnar@wiley.com
The Cochrane Library newsletter,2005, Issue 4 – The best single source of reliable evidence about effects of health care
O alívio da dor é um assunto importante para mulheres em trabalho de parto, e as epidurais são cada vez mais frequentes.
Estas reduzem a dor mas aumentam a probabilidade de um parto instrumentalizado. Actualmente existe uma lacuna de evidências que comprovem que as epidurais aumentem o risco de ocorrência de cesarianas, no entanto, mulheres a quem seja administrada epidural têm um segundo estádio de trabalho de parto mais longo, comparado com aquelas que foram sujeitas a outras formas de alívio da dor.
As epidurais, introduzidas em 1946, são agora usadas por 1/5 das mulheres do Reino Unido e por metade das mulheres nos EUA, durante o trabalho de parto. Numa analgesia epidural, agentes anestésicos são injectados na região baixa da coluna. Este processo bloqueia a actividade nervosa e transmite estímulos indolores do canal de parto para o cérebro, o que resulta no alívio da dor.
Uma revisão sistemática da literatura incluindo 21 estudos de analgesia epidural no trabalho de parto, envolvendo 6664 mulheres. The Cochrane Reviews Authors tiraram várias conclusões a partir destes dados.
Comparativamente com mulheres que usaram outras formas de alívio da dor, mulheres sujeitas a epidural têm maior alívio da dor, segundo estádio de trabalho de parto mais longo, aumento da probabilidade de partos instrumentalizados, e aumento da probabilidade de ter febre durante o trabalho de parto.
Encontrou-se alguma falta de evidências que as epidurais afectassem os recém-nascidos, aumentassem a probabilidade de partos por cesariana, aumentassem a probabilidade de dores nas costas a longo termo, e afectassem a satisfação materna.
“As evidências nesta revisão têm que ser disponibilizadas a mulheres que considerem a hipótese de alívio da dor em trabalho de parto,” diz o autor principal Millicent Anim-Somuah, Investigador Honorário na School of Reproductive and Development Medicine, no Liverpool Women’s Hospital NHS Trust, Liverpool, Reino Unido.
Review title: Anim-Somuah M et al. Epidural versus non-epidural ornoanalgesia in labour.The Cochrane Database of Systematic Reviews 2005, Issue 4.
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