A maioria das mães que nos procura fá-lo por motivos de dificuldade na amamentação e estão preocupadas em saber como se fazem as coisas correctamente, em vez de procurar o silêncio interior, as raízes profundas, os vestígios de feminilidade e um apoio no marido/companheiro, na família ou na comunidade que favoreçam o encontro com a sua essência pessoal.
A amamentação genuína é manifestação dos nossos aspectos mais terrenos, selvagens, filogenéticos. Para dar de mamar deveríamos passar quase todo o tempo nuas, sem largar a nossa cria, imersas num tempo fora do tempo, sem intelecto nem elaboração de pensamentos, sem necessidade de nos defendermos de nada nem de ninguém, mas apenas e unicamente desaparecidas num espaço imaginário e invisível para os outros.
Isto é dar de mamar. É deixar aflorar os nossos recantos ancestralmente esquecidos ou negados, os nossos instintos animais que surgem, sem imaginar que habitavam no nosso interior. É deixar-se levar pela surpresa de vermos lamber os nossos bebés, de cheirar a frescura do seu sangue, de alternar entre um corpo e o outro, de converter-se em corpo e fluido dançantes.
Dar de mamar é despojar-se das mentiras que contámos a nós mesmas toda a vida sobre quem somos ou quem deveríamos ser. É estar descontraídas, poderosas, famintas, como lobas, como leoas, como tigres, como canguruas, como gatas. Muito relacionadas com as outras mamíferas de outras espécies no seu total apego à cria, descuidando o resto da comunidade, mas milimetricamente atentas às necessidades do recém-nascido.
Deleitadas com o milagre, tratando de reconhecer que fomos nós mesmas que o fizémos possível, e reencontrarmo-nos com o que há de sublime. É uma experiência mística se premitirmos que assim seja.
Isto é tudo o que necessita para poder dar de mamar a um filho. Nem métodos, nem horários, nem conselhos, nem relógios, nem cursos. Mas sim apoio, contenção e confiança dos outros (marido, rede de mulheres, sociedade, âmbito social) para ser uma mesma mais que nunca. Apenas a permissão para ser o que queremos ser, fazer o que queremos, e deixarmo-nos levar pela loucura do selvajem.
Isto é possível se se comprender que a psicologia feminina inclui este profundo apego à terra-mãe, que ser una com a natureza é intrínseco ao ser esencial da mulher, e que se este aspecto não se revela, a amamentação simplemente não fluie. Não somos assim tão diferentes dos rios, dos vulcões, dos bosques. Só é necessário preservá-los de ataques.
As mulheres que desejam amamentar têm o desafio de não se afastarem desmedidamente dos seus instintos selvagens. Sabemos racicionar, ler livros de puericultura e desta maneira perdemos o objectivo entre tantos conselhos supostamente “professionais”.
Há uma ideia que atravessa e desactiva a animalidade da amamentação, e é a insistência para que a mãe se separe do corpo do bebé. Contrariamente ao que se supõe, o bebé deveria ser carregado pela mãe todo o tempo, incluindo e sobretudo quando dorme. A separação física a que nos submetemos como díade entorpece a fluidez da amamentação. Os bebés ocidentais dormem no berço, no carrinho ou nas suas camas demasiadas horas. Esta conduta é simplesmente um atentado à amamentação. Porque dar de mamar é uma actividade corporal e energética constante. É como um rio que não pode parar de fluir: se é bloqueado, o seu caudal é desviado.
Dar de mamar é ter o bebé nos nossos braços, sempre que seja possível. É corpo, é silêncio, é conexão com o sub mundo invisível, é fusão emocional, é loucura.
Sim, há que ser um pouco louca para se conseguir ser mãe.
Laura Gutman
Autora Argentina de “La Maternidad y el encuentro con la propia sombra”, “Puerperios y exploraciones del alma femenina” e “Crianza, violencias invisibles y adicciones”.
Tradução e adaptação de Luísa Condeço, autorizado pela autora.
terça-feira, 23 de maio de 2006
sexta-feira, 19 de maio de 2006
Parto domiciliário

No próximo Domingo, dia 21 de Maio, sairá uma reportagem sobre o parto domiciliário no Diário de Notícias.
Contará com a participação, entre outros, da HumPar e das Doulas de Portugal.
O artigo é da autoria da jornalista Maria João Caetano a quem enviamos um abraço daqui.
A não perder!
(Foto de Anabela Oliveira)
terça-feira, 16 de maio de 2006
Tony Blair apoia o parto em casa!
O primeiro ministro da Grâ-Bretanha, Tony Blair, está a promover uma "mudança estratégica" na política de nascimentos fora do hospital, tendo delegado uma comissão para o estudo que suporte os partos domiciliários e que desafie o princípio de que os partos tenham que acontecer no hospital.
Aqui ficam os links para ler mais:
A Mother's Birthright
http://comment.independent.co.uk/leading_articles/article431957.ece
Home vs hospital: Where would you rather give birth to your baby?
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article447772.ece
Childbirth Revolution: Mummy State
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article448999.ece
http://www.nzherald.co.nz/section/story.cfm?c_id=2&ObjectID=10381854
Aqui ficam os links para ler mais:
A Mother's Birthright
http://comment.independent.co.uk/leading_articles/article431957.ece
Home vs hospital: Where would you rather give birth to your baby?
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article447772.ece
Childbirth Revolution: Mummy State
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article448999.ece
http://www.nzherald.co.nz/section/story.cfm?c_id=2&ObjectID=10381854
terça-feira, 9 de maio de 2006
As Doulas em Portugal...
Sairam nestes dias mais uns artigos sobre as Doulas em Portugal.
Um deles no Portugal Diário e o o outro no site da RTP.
Aqui ficam os links respectivos.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=678317
http://www.rtp.pt/index.php?article=237260&visual=16
E também um abraço à jornalista Ana Clotilde Correia pelo seu profissionalismo e simpatia!
Um deles no Portugal Diário e o o outro no site da RTP.
Aqui ficam os links respectivos.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=678317
http://www.rtp.pt/index.php?article=237260&visual=16
E também um abraço à jornalista Ana Clotilde Correia pelo seu profissionalismo e simpatia!
sexta-feira, 5 de maio de 2006
Dia Internacional da Parteira
Parteiras Em vias de extinção
Nas maternidades ainda há bebés que nascem às mãos de uma parteira. A sua actividade, legal, é valiosa porque há grande carência de enfermeiras-obstetras. Para dar visibilidade à actividade, o País assinala hoje, pela primeira vez, o Dia Internacional da Parteira, com um encontro de profissionais na Póvoa de Varzim.
Artigo de Hoje no Correio da Manhã:http://www.correiomanha.pt/noticiaImprimir.asp?idCanal=9&id=200571 2006-05-05
E vai daqui um abraço muito apertado a todas as parteiras com quem temos trabalhado. Só com a vossa preciosa ajuda, é possível a Humanização do Nascimento em Portugal!
Nas maternidades ainda há bebés que nascem às mãos de uma parteira. A sua actividade, legal, é valiosa porque há grande carência de enfermeiras-obstetras. Para dar visibilidade à actividade, o País assinala hoje, pela primeira vez, o Dia Internacional da Parteira, com um encontro de profissionais na Póvoa de Varzim.
Artigo de Hoje no Correio da Manhã:http://www.correiomanha.pt/noticiaImprimir.asp?idCanal=9&id=200571 2006-05-05
E vai daqui um abraço muito apertado a todas as parteiras com quem temos trabalhado. Só com a vossa preciosa ajuda, é possível a Humanização do Nascimento em Portugal!
quarta-feira, 3 de maio de 2006
Da ecologia do útero
Um site muito interessante e com dados relevantes sobre a vida intra-uterina,
pela mão do Dr. Michel Odent.
http://www.wombecology.com/
pela mão do Dr. Michel Odent.
http://www.wombecology.com/
terça-feira, 2 de maio de 2006
Parabéns!!
Parabéns à doula Catarina Pardal pelo nascimento do seu filho Rodrigo, dia 30 de Abril, no Amadora Sintra às 15.25.
Um abraço muito grande à doula Susana Pinho por todo o apoio e carinho nestas horas tão importantes!
Um abraço muito grande à doula Susana Pinho por todo o apoio e carinho nestas horas tão importantes!
segunda-feira, 24 de abril de 2006
Parabéns!!!
À Catarina e ao Luís pelo nascimento da sua filha neste Domingo, 23 de Abril, às 14h54. Um beijinho especial da doula Luísa com amizade e admiração.
sexta-feira, 21 de abril de 2006
O mundo começa a compreender...

... que não existe uma política de promoção do desenvolvimento da saúde e da educação mais eficaz do que o empoderamento das mulheres e raparigas. É crucial para o desenvolvimento de toda a humanidade.
Kofi Annan, Secretário Geral da ONU (no Dia da Mulher 2006)
quinta-feira, 23 de março de 2006
Estudo em Portugal sobre parto
Anabela Nunes frequenta o Mestrado na Área de Psicologia, Especialização em Psicologia da Gravidez e Maternidade, no Instituto Superior Dom Afonso III, com a tese de mestrado sobre “A Satisfação em Mulheres que vivenciaram um Parto Hospitalar vs Mulheres que vivenciaram um Parto Domiciliar”.
A partir da importância da experiência do parto e nascimento na mulher, este estudo pretende identificar os factores associados à satisfação das mulheres, na situação de trabalho de parto, parto e pós-parto, no âmbito do parto hospitalar e no âmbito do parto domiciliar e perceber se existem diferenças significativas entre estes dois grupos.
Identificar os componentes da satisfação das mulheres em relação à experiência parto poderá ser uma etapa fundamental para a organização de serviços voltados para as suas necessidades, visando a pretendida humanização da atenção ao parto e nascimento.
Vimos por este meio solicitar a vossacolaboração na recolha da amostra que a Anabela Nunes está a iniciar. Os critérios que as participantes deverão reunir são os seguintes:
· Idades compreendidas entre os 18 e 45 anos;
· Nacionalidade portuguesa;
· Parto vaginal;
· Primíparas ou multíparas;
· Gravidez que tenha decorrido com ausência de condições consideradas de risco e com termo a partir das 38 semanas inclusive;
· Que o parto tenha ocorrido até há um ano atrás;
· Que saibam ler e escrever.
Os dados dos participantes serão recolhidos através de questionários anónimos. É garantida a confidencialidade da informação recolhida.
Escrevam, por favor para:
anabela.nunes@zmail.pt
Obrigada!
A partir da importância da experiência do parto e nascimento na mulher, este estudo pretende identificar os factores associados à satisfação das mulheres, na situação de trabalho de parto, parto e pós-parto, no âmbito do parto hospitalar e no âmbito do parto domiciliar e perceber se existem diferenças significativas entre estes dois grupos.
Identificar os componentes da satisfação das mulheres em relação à experiência parto poderá ser uma etapa fundamental para a organização de serviços voltados para as suas necessidades, visando a pretendida humanização da atenção ao parto e nascimento.
Vimos por este meio solicitar a vossacolaboração na recolha da amostra que a Anabela Nunes está a iniciar. Os critérios que as participantes deverão reunir são os seguintes:
· Idades compreendidas entre os 18 e 45 anos;
· Nacionalidade portuguesa;
· Parto vaginal;
· Primíparas ou multíparas;
· Gravidez que tenha decorrido com ausência de condições consideradas de risco e com termo a partir das 38 semanas inclusive;
· Que o parto tenha ocorrido até há um ano atrás;
· Que saibam ler e escrever.
Os dados dos participantes serão recolhidos através de questionários anónimos. É garantida a confidencialidade da informação recolhida.
Escrevam, por favor para:
anabela.nunes@zmail.pt
Obrigada!
terça-feira, 21 de março de 2006
Parabéns à Ana e família!
Muitos parabéns à Ana e ao Pepe pelo nascimento do seu Lisandro, um rapagão lindo com 3,825 Kg e 52 cm.
Foi um parto vaginal, na Maternidade da Estefânia, onde a mamã chegou com meia dilatação. O bebé nasceu duas horas depois.
Felicidades!
Foi um parto vaginal, na Maternidade da Estefânia, onde a mamã chegou com meia dilatação. O bebé nasceu duas horas depois.
Felicidades!
sábado, 18 de março de 2006
Vai ter o seu bebé numa ambulância?
"Em Odemira, que fica a cerca de 100 quilómetros de Beja, há um bombeiro que já fez 65 partos em ambulância.
A história é ressuscitada pelo presidente da Liga Portuguesa de Bombeiros (LPB), Duarte Caldeira, para ilustrar um dos problemas colocados pelo encerramento dos blocos de partos.
No caso do transporte das parturientes - "garantido em 70 por cento pelos bombeiros" - a Comissão de Saúde Materna e Neonatal não explica no seu relatório como e quando a questão vai ser resolvida.
O presidente da LPB não entende por que razão não foi ainda contactado pelo Ministério da Saúde e adianta que na próxima semana vai colocar uma série de questões a Correia de Campos. É que, mesmo que não haja problemas com os meios dos bombeiros nas localidades onde estão decididos os encerramentos (à excepção do que acontece em Lamego), não haverá enfermeiros suficientes para garantir o transporte preconizado pelos especialistas.
Actualmente há 102 enfermeiros inseridos nas 411 corporações de bombeiros do país. Sublinhando que concorda com a medida, o presidente da Associação dos Enfermeiros Obstetras, Vitor Varela, nota igualmente que tudo tem que ser bem organizado e planeado e que a questão do risco deve ser avaliada no local, sendo responsabilidade também do médico".
In Público, sábado, 18 de Março 2006
http://www.publico.pt
A história é ressuscitada pelo presidente da Liga Portuguesa de Bombeiros (LPB), Duarte Caldeira, para ilustrar um dos problemas colocados pelo encerramento dos blocos de partos.
No caso do transporte das parturientes - "garantido em 70 por cento pelos bombeiros" - a Comissão de Saúde Materna e Neonatal não explica no seu relatório como e quando a questão vai ser resolvida.
O presidente da LPB não entende por que razão não foi ainda contactado pelo Ministério da Saúde e adianta que na próxima semana vai colocar uma série de questões a Correia de Campos. É que, mesmo que não haja problemas com os meios dos bombeiros nas localidades onde estão decididos os encerramentos (à excepção do que acontece em Lamego), não haverá enfermeiros suficientes para garantir o transporte preconizado pelos especialistas.
Actualmente há 102 enfermeiros inseridos nas 411 corporações de bombeiros do país. Sublinhando que concorda com a medida, o presidente da Associação dos Enfermeiros Obstetras, Vitor Varela, nota igualmente que tudo tem que ser bem organizado e planeado e que a questão do risco deve ser avaliada no local, sendo responsabilidade também do médico".
In Público, sábado, 18 de Março 2006
http://www.publico.pt
quinta-feira, 16 de março de 2006
As doulas na Revista Flash!
Saiu um artigo na Revista Flash! nº 45, sobre as doulas e a Associação Doulas de Portugal, escrito pela jornalista Patrícia Araújo, a quem enviamos daqui um abraço e um muito obrigada!
Posições verticais para dar à luz
http://www.msnbc.msn.com/id/11717020/
As primíparas que dão à luz os seus filhos numa posição de quatro, experimentam menos dor do que as que dão à luz sentadas, revela um estudo sueco, publicado no BJOG: International Journal of Obstetrics and Gynecology.
Contudo, a duração da fase activa do trabalho de parto é similar nas duas situações, de acordo com o estudo.
Variados estudos já tinham revelado a importância e eficácia das posições vericais em trabalho de parto em detrimento da posição deitada, tal como menos dor e contracções mais eficientes.
Mas esta é a primeira vez que se comparam estas duas posições, sentada e de quatro.
As primíparas que dão à luz os seus filhos numa posição de quatro, experimentam menos dor do que as que dão à luz sentadas, revela um estudo sueco, publicado no BJOG: International Journal of Obstetrics and Gynecology.
Contudo, a duração da fase activa do trabalho de parto é similar nas duas situações, de acordo com o estudo.
Variados estudos já tinham revelado a importância e eficácia das posições vericais em trabalho de parto em detrimento da posição deitada, tal como menos dor e contracções mais eficientes.
Mas esta é a primeira vez que se comparam estas duas posições, sentada e de quatro.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
Filosofia das Doulas de Portugal

A Associação Doulas de Portugal é uma organização de doulas portuguesas com o objectivo de promover e divulgar o papel da doula no acompanhamento perinatal em Portugal, como uma frente de acção na humanização do parto e nascimento em Portugal. As doulas ajudam as mulheres e seus companheiros a viverem experiências de parto e pós-parto saudáveis, seguras, satisfatórias e enriquecedoras.
Acreditamos na capacidade inata de parir das mulheres e reconhecemos o parto como um evento natural e fisiológico, que faz parte da sexualidade feminina e cujo impacto na identidade e bem-estar integral da mulher não pode ser negligenciado. O parto e o nascimento são um ritual de passagem, uma celebração, e a mulher deve ser especialmente honrada e acarinhada nesse momento sagrado.
Acreditamos que todas as mulheres devem ter a oportunidade de ter os serviços de uma doula, independentemente da região onde vivem e do seu estrato sócio-cultural-económico.
Desde tempos remotos, o parto sempre foi um evento do universo feminino, acompanhado por mulheres mais velhas, familiares ou amigas, que embora sem treino profissional, possuíam experiência de vida, e que ofereciam apoio e encorajamento no período à volta do nascimento. Do mesmo modo, o apoio da doula vem antes de mais do coração e sabedoria individual de cada mulher.
Acreditamos que a mulher deve ser a protagonista do seu próprio parto e que nesse princípio assenta a humanização do nascimento.
O apoio da doula é essencialmente emocional, visando o bem-estar e o conforto das mães e suas famílias. Antes, durante e após o parto, é sobretudo a presença tranquila e confiante da doula que fará a mãe sentir-se segura. A doula ajuda a mulher a encontrar dentro de si o poder de conduzir o nascimento dos seus filhos, promovendo a confiança na sua sabedoria interior e visando a protecção da memória emocional da experiência do parto e pós-parto.
Potencialmente, qualquer mulher, com treino específico ou não, pode dar apoio durante a gravidez, o parto e período pós-natal. O seu desempenho depende da sua maturidade pessoal, conhecimentos e visão única da gravidez, parto e maternidade. A principal ferramenta que a doula tem é ela própria!
Reconhecemos que ser doula será mais fácil para as mulheres que têm experiência de maternidade, amamentação e cuidados com bebés, mas sabemos também que existem mulheres que, não tendo essa experiência, podem ser excelentes doulas. Defendemos que a mãe possa sempre escolher a doula com quem se sente mais confortável.
Acreditamos que o papel da doula é um modo de “estar” e não de “fazer”. A formação enquanto doula é sobretudo um percurso pessoal e não se pode pensar que a frequência de um curso de alguns dias transforme uma mulher numa doula. As doulas estão num processo permanente de aprendizagem, descoberta e partilha. Só com uma postura aberta ao desenvolvimento pessoal e crescimento humano é possível estar disponível para ajudar os outros. No processo de formação de uma doula tem que existir uma profunda concentração na consciência de si própria e hábitos de reflexão.
A doula é uma figura maternal de protecção que está ao lado de outra mãe para a ouvir, proteger, apoiar e responder às suas necessidades. Por isso se diz que a doula é uma “mãe para a mãe”. A doula não vem substituir o pai, parceiro ou qualquer outro familiar ou profissional do cenário de parto. As acções da doula nunca são conduzidas pelo seu ego mas sim pela sua sensibilidade e amor incondicional.
As doulas não executam qualquer acto médico nem fazem aconselhamento médico, mas deverão ter bons conhecimentos da fisiologia do parto e do período pós-natal de forma a que possam oferecer apoio e orientação no sentido de ajudar a mulher a encontrar as melhores soluções para o seu caso.
Ser doula é um trabalho de paixão. Não pretendemos ser apenas mais um “profissional” a sobrecarregar o cenário de parto já de si muito profissionalizado. Existem tantas doulas diferentes quanto existem mulheres. Esperamos que cada mulher possa encontrar a sua doula como quem encontra uma grande amiga. Para a doula será sempre um privilégio poder partilhar com ela o milagre de mais um nascimento.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Formação para novas doulas

O processo de formação para novas doulas vai-se iniciar em Março, com a formação de três dias (18h), em Lisboa (24 a 26 de Março).
Para inscrições, devem enviar um mail com os dados pessoais para doulasdeportugal@yahoo.com
As inscrições são limitadas.
domingo, 12 de fevereiro de 2006
Anti depressivos na gravidez

Anti depressivos chegam ao feto através do líquido amniótico
Fonte: American Journal of Psychiatry 2006; 163: 145-7
Avaliação da concentração de anti depressivos no líquido amniótico de mulheres grávidas que estão a receber tratamento para depressão
As concentrações de anti depressivos no líquido amniótico são semelhantes às encontradas na passagem pela placenta, indicando outro meio de exposição fetal a medicamentos administrados à mãe, dizem os investigadores.
Preocupados com o facto de que o líquido amniótico possa tornar os antidepressivos acessíveis ao feto, Zachary Stowe (Emory Women's Mental Health Program, Atlanta, Georgia, USA) e colegas investigaram as concentrações de anti depressivos no líquido amniótico em 27 mulheres a receber tratamento com anti depressivos que tinham indicação para realização de amniocentese.
A concentração de anti depressivos nas amostras de líquido amniótico obtidas, mostraram um grau elevado de variabilidade.
Componentes associados de quatro em sete anti depressivos foram encontrados em todas as amostras de líquido amniótico — citalopram, escitalopram, fluvoxamina, and venlafaxina.
A fluoxetina foi detectável em 11 de 12 amostras, a paroxetina em uma de duas amostras, e a sertralina em duas de 6 amostras de líquido amniótico.
As concentrações de líquido amniótico para os componentes de origem variaram de 1.4% a 267.2% das concentrações de serum materno. A taxa média foi de 11.6% para os inibidores de recuperação de serotonina, mas 172% para a venlafaxina.
No entanto, não existiu correlação significativa entre as concentrações dos componentes de origem e as concentrações dos metabolitos de antidepressivos.
Stowe e a sua equipa concluíram que uma maior investigação sobre os determinantes farmacológicos e fisiológicos da exposição fetal a anti depressivos “poderá estimular o desenvolvimento de novos agentes farmacológicos que penetrem mais lentamente no líquido amniótico, na circulação fetal e no leite materno, sendo portanto preferencial a sua utilização em mulheres em idade fértil."
Enviado: 27 Janeiro 2006
Com um especial agradecimento à doula Ângela Coelho pela tradução.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Humanização do Parto na Televisão Portuguesa

A HumPar - Associação para a Humanização do Parto em Portugal foi convidada do programa Tudo em Família na RTP2, na passada Segunda-feira, 23 de Janeiro, numa emissão exclusivamente dedicada à humanização do parto no nosso país. A representar a HumPar estiveram a sua Presidente Cristina Torres, o Enfermeiro António Ferreira e a doula Carla Guiomar, Presidente da Associação Doulas de Portugal que também é sócia fundadora da HumPar. Contámos com a magnífica participação em directo telefónico do Brasil, do Dr. Ricardo Jones, Médico Obstetra e Coordenador da ReHuNa - Rede de Humanização do Parto e Nascimento no Brasil que nos lembrou a famosa frase de Michel Odent: "Para mudar o mundo é preciso mudar primeiro a forma de nascer".
Muito ficou por dizer mas mais oportunidades haverá para levar a mensagem da humanização a todos em Portugal!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
Os perigos de dormir com um bebé no sofá
Uma nova pesquisa publicada no The Lancet (http://www.thelancet.com)
indicou um aumento considerável na percentagem de morte súbita em bebés que dormem com os pais em sofás.
Este estudo com a duração de 20 anos e um dos mais intensisvos alguma vez efectuados nesta área, concluiu que a morte súbita em bebés que dormem com os pais diminuiu para metade nos últimos anos, mas em contrapartida, aumentou 4 vezes mais em bebés que dormem com os pais em sofás.
A UNICEF continua a recomendar aos profissionais de saúde a disponibilização aos pais de informações baseadas em evidências científicas sobre os benefícios, alternativas e riscos de partilhar uma cama com os pais de forma a que estes possam fazer escolhas informadas!
Mais informação em:
http://society.guardian.co.uk/health/news/0,,1689055,00.html
Detalhes sobre como dormir com o seu bebé de uma forma segura em:
http://www.babyfriendly.org.uk/bedshare.asp
indicou um aumento considerável na percentagem de morte súbita em bebés que dormem com os pais em sofás.
Este estudo com a duração de 20 anos e um dos mais intensisvos alguma vez efectuados nesta área, concluiu que a morte súbita em bebés que dormem com os pais diminuiu para metade nos últimos anos, mas em contrapartida, aumentou 4 vezes mais em bebés que dormem com os pais em sofás.
A UNICEF continua a recomendar aos profissionais de saúde a disponibilização aos pais de informações baseadas em evidências científicas sobre os benefícios, alternativas e riscos de partilhar uma cama com os pais de forma a que estes possam fazer escolhas informadas!
Mais informação em:
http://society.guardian.co.uk/health/news/0,,1689055,00.html
Detalhes sobre como dormir com o seu bebé de uma forma segura em:
http://www.babyfriendly.org.uk/bedshare.asp
domingo, 15 de janeiro de 2006
Parabéns à Mariana
Muitos parabéns à Mariana e ao Nuno pelo nascimento da sua filha, na Dª Estefânia esta noite.
Um parto de cócoras muito bom para a mãe e para a bebé Matilde!
Um beijinho grande para a nossa doula Susana e um abraço também à equipa médica.
Um parto de cócoras muito bom para a mãe e para a bebé Matilde!
Um beijinho grande para a nossa doula Susana e um abraço também à equipa médica.
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