Vamos considerar o puerpério como o período transitado pela mulher entre o nascimento do bebé e os dois primeiros anos de vida, apesar de que emocionalmente haja uma progressão evidente, entre o caos dos primeiros dias - pelo meio de um choro desesperado - e a capacidade de sair ao mundo com um bebé ao colo.
Para tentar submergirmos nos atalhos energéticos, emocionais e psicológicos do puerpério, penso ser necessário reconsiderar a duração real desta fase. Refiro-me ao facto de que os famosos 40 dias estipulados – já nem sabemos por quem, nem para quem -- têm que ver apenas com uma história moral proibitiva, para salvar a parturiente da necessidade sexual do homem/companheiro. Mas esse tempo cronológico não significa psicologicamente, um começo nem um final de nada.
A minha intenção – pela falta de um pensamento genuíno sobre o “eu” feminino na situação de parto, amamentação, criança e maternidade em geral - é desenvolver uma reflexão sobre o puerpério baseando-nos em situações que às vezes não são nem tão físicas, nem tão visíveis, nem tão concretas, mas que nem por isso são menos reais.
Vamos falar em definitivo do invisível, do sub mundo feminino, do oculto. Do que está para além do nosso controlo, para além da razão para a mente lógica. Tentaremos chegar à essência do lugar onde não há fronteiras, onde começa o terreno do místico, do mistério, da inspiração e a superação do ego. Para falar do puerpério, teremos que inventar palavras, ou outorgar-lhes um significado transcendental.
Para quem já passou por isso faz tempo, não dá vontade de recordar esse período tão desprestigiado, com reminiscências à tristeza, ao aperto e ao desencanto. Recordar o puerpério, equivale frequentemente a reordenar as imagens de um período confuso e sofredor, que engloba as ilusões, o parto tal como foi e não como tínhamos querido que fosse, dores e saudades, angústias e desesperos, o fim da inocência e o início de algo, que dói trazer outra vez à consciência.
Para começar a armar o puzzle do puerpério, é indispensável ter em conta que o ponto de partida é “o parto”, ou seja, a primeira grande “des-estruturação emocional”. Como descrevi no livro “La Maternidad y el encuentro con la propia sombra”, para que o mesmo aconteça, necessitamos que o corpo físico da mãe se abra, para deixar passar o corpo do bebé permitindo um certo “rompimento”. Este “rompimento” corporal também se realiza num plano mais subtil, que corresponde à nossa estrutura emocional. Há “algo” que se quebra, ou que se “des-estrutura” para alcançar a passagem de “um ser dois”.
É uma pena que atravessemos a maioria dos partos com muito pouca consciência relativamente a este “rompimento físico e emocional”. Já que o parto é sobretudo um corte, uma quebra, uma greta, uma abertura forçada, igual a uma erupção vulcânica que geme desde as entranhas e que ao soltar as suas partes profundas destrói necessariamente a aparente solidez, criando uma estrutura renovada.
Depois da “erupção do vulcão” (o parto) as mulheres encontram-se com o tesouro escondido (um filho nos braços) e além disso com pedras insólitas que se desprendem como bolas de fogo ao infinito (os nossos “pedacinhos emocionais”, ou as nossas partes desconhecidas), e temendo destruir tudo aquilo que apenas tocamos. Os “pedacinhos emocionais” vão queimando o que encontram pelo seu caminho e nós olhamos aturdidas sem poder acreditar na potência de tudo o que vibra no nosso interior. Vão Incendiando e caindo no precipício, manifestando-se por vezes no corpo do bebé, como um prado de pasto húmido, aberto e receptivo.
São as nossas emoções ocultas, que abrem as suas asas sobre o seu fresco e suave corpo. Como um verdadeiro vulcão, o nosso fogo desliza pelos seus vales receptores. É a sombra, expulsada do corpo.
Atravessar um parto é preparar-se para a erupção do vulcão interno, e essa experiência é tão devastadora que requer muita preparação emocional, apoio, acompanhamento, amor, compreensão e coragem por parte da mulher e de quem a pretende assistir.
Apesar disso, poucas vezes as mulheres encontram o acompanhamento necessário para se introduzir imediatamente nessa ferida sangrante, aproveitando esse momento, como ponto de partida para conhecer a nossa estrutura emocional renovada (geralmente bastante maltratada, por certo) e decidir o que faremos com ela.
O facto é que, com consciência ou sem ela, despertas ou adormecidas, bem acompanhadas ou sozinhas, incineradas ou a salvo - o nascimento acontece.
Infelizmente hoje em dia consideramos o parto e o pós-parto, como uma situação puramente física e de domínio médico. Submetemos-nos a um trâmite que, com alguma manipulação (anestesia para que a parturiente não seja um obstáculo, drogas que permitem decidir quando e como programar a operação), e uma equipa de profissionais que trabalhem coordenados, possam salvar o bebé corporalmente e felicitar-se pelo triunfo da ciência. Esta modalidade está tão enraizada na nossa sociedade, que as mulheres nem sequer se questionam se foram actrizes do seu parto ou meras espectadoras. Se foi um acto íntimo, vivido desde a nossa mais profunda animalidade, ou se cumprimos aquilo que se esperava de nós. Se pudémos transpirar ao calor das nossas chamas ou se fomos retiradas da cena pessoal antes de tempo.
Na medida em que atravessamos situações essenciais de rompimento espiritual sem consciência, anestesiadas, adormecidas, infantilizadas e assustadas... ficaremos sem ferramentas emocionais para reordenar os nossos “pedacinhos em chamas”, sentindo e vivendo o parto como uma verdadeira passajem da alma. Frequentemente, iniciamos assim o puerpério: afastadas de nós mesmas.
Anteriormente descrevíamos a metáfora do vulcão em chamas, abrindo e quebrando o seu corpo, deixando ao descoberto a lava e as pedras. Analogamente, do ventre materno, surge o bebé real, e também o interior desconhecido dessa mãe, que aproveita o rompimento, para deslizar-se entre as gretas que ficaram abertas. Estes aspectos ocultos encontram uma oportunidade para sair do refúgio. A sombra ( ou seja, qualquer aspecto vital que cada mulher não reconhece como próprio, a causa da dor, o desconhecimento ou o medo), utiliza “esta quebra” para sair do seu esconderijo e apresentar-se triunfante à superfície.
O problema para a mãe recente, é que se encontra com o bebé real que chora, chama, mama, queixa-se e não dorme… e simultaneamente com a sua própria sombra, desconhecida, sem limites, nem definição.
Mas, com que aspectos da sua sombra se encontra ela mais concretamente?
Cada ser humano tem a sua história pessoal e os seus obstáculos a percorrer, pelo qual, só um trabalho profundo de introspecção, procura pessoal, encontro com dores antigas e coragem, poderá guiar-nos ao interior dessa mulher que sofre através do menino que chora.
O puerpério é uma abertura da alma. Um abismo. Uma iniciação, se estivermos dispostas a submergirmos nas águas do nosso “eu” desconhecido.
Laura Gutman
Autora Argentina de “La Maternidad y el encuentro con la propia sombra”, “Puerperios y exploraciones del alma femenina” e “Crianza, violencias invisibles y adicciones”.
Tradução e adaptação de Luísa Condeço, autorizado pela autora. Revisão de Rita de Sousa. Junho de 2006.
sexta-feira, 30 de junho de 2006
terça-feira, 27 de junho de 2006
Feira Alternativa de Lisboa

No passado fim de semana a Associação Doulas de Portugal esteve representada na Primeira Mostra de Modos de Vida Alternativos na Cordoaria Nacional.
Os três dias de feira foram recheados de visitas de gente conhecida e de novas caras, muitos contactos e conversa animada. A todos quantos nos visitaram, um muito obrigada, e a todas as doulas cuja dedicação e empenho tornaram isto possível, um abraço de profundo agradecimento.
quarta-feira, 21 de junho de 2006
Artigo sobre as Doulas de Portugal

No próximo Domingo, dia 25 de Junho, sai mais uma peça sobre o papel das doulas na Humanização do Nascimento em Portugal, na Notícias Magazine, encarte do Diário de Notícias e Jornal de Notícias.
Pela mão da Anabela Oliveira, a quem enviamos um abraço de profundo agradecimento pelo interesse na nossa causa!
terça-feira, 20 de junho de 2006
Primeira mostra de modos de vida alternativo
A Associação Doulas de Portugal estará presente na Feira LISBOA ALTERNATIVA 2006 - que pretende ser um espaço que oferecerá ao visitante as melhores escolhas nas novas áreas de conhecimento e práticas no âmbito da Alimentação Natural, Saúde, Ecologia, Desenvolvimento Pessoal.
A Feira terá lugar na Cordoaria Nacional, em Lisboa.
A feira decorrerá de 23 a 25 de Junho de 2006.
Venham fazer-nos uma visita!
A Feira terá lugar na Cordoaria Nacional, em Lisboa.
A feira decorrerá de 23 a 25 de Junho de 2006.
Venham fazer-nos uma visita!
sexta-feira, 16 de junho de 2006
Muitos parabéns
Muitos parabéns à Doula Ângela pelo nascimento da sua filha, omtem às 12h e 56m, de parto natural, depois de cesariana!
Um grande beijinho de felicidades para todos.
Um grande beijinho de felicidades para todos.
quarta-feira, 14 de junho de 2006
Palestra na Escola Superior de Saúde de Beja

No passado dia 7 de Junho a vice-presidente das Doulas de Portugal esteve na Escola Superior de Saúde de Beja para uma palestra sobre as Doulas na Humanização do Nascimento em Portugal.
A sala esteve repleta de gente, entre alunos, professores e profissionais de saúde, com um ambiente muito agradável de partilha e troca de experiências.
Fica aqui o agradecimento à Drª Lurdes Rodeia pelo convite e um abraço ao pessoal da escola e às parteiras do Hospital de Beja pelo interesse e entusiasmo!
endereço para contacto: doulasdeportugal@yahoo.com
sábado, 3 de junho de 2006
Muitos parabéns!!
Muitos parabéns à Isabel Cortes pelo nascimento da sua filha!
Fica um abraço muito apertado de admiração e felicidade!
Fica um abraço muito apertado de admiração e felicidade!
Parir em Espanha...até quando?
Espanha teme uma invasão de alentejanas em Badajoz, na sequência da entrada das grávidas de Elvas e Campo Maior.Em resultado da reacção dos políticos da Extremadura, as portuguesas, dentro de seis meses, poderão ficar impedidas de dar à luz em Espanha.
O conselheiro [membro do governo regional] da Saúde e Consumo, Guillermo Fernández Vara, comprometeu-se ontem, na Assembleia Regional de Mérida, a declarar sem efeito, a partir de 1 de Janeiro de 2007, o acordo para que as portuguesas dêem à luz em Badajoz, se nos próximos seis meses, ficar demonstrado que esta colaboração “pontual” prejudica os extremenhos. Ouvida pelo CM, fonte do Ministério da Saúde português lembra que “há um protocolo assinado e que Espanha tem de assumir os compromissos”.
A assistência às portuguesas é contestada na Extremadura. A deputada popular Leonor Nogales considera este serviço “preocupante” porque se abrirá a porta a “meio milhão de portugueses” [sic].Fernández Vara sustenta que a deslocação de portuguesas ocorrerá só em situações pontuais. E advertiu que “tem a obrigação de atender os vizinhos lusos por razões de urgência”.A Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA) reconhece que o acordo poderá ficar sem efeito. Contudo, as datas para o eventual fim do protocolo divergem: Fernández Vara diz que este “poderá ficar sem efeito a 1 de Janeiro”. Mário Simões, porta-voz da ARSA, precisa que “o protocolo tem a validade de um ano, sendo renovado automaticamente”.A ARSA desmente que o protocolo estabelecido com o Serviço Extremenho de Saúde abranja apenas situações pontuais e de urgência. “Ficou estabelecido que a parturiente poderá escolher ao mesmo nível entre Badajoz, Évora e Portalegre”.
Odete Neves, do Movimento Pró-Maternidade, diz que as declarações do conselheiro espanhol “só aumentam o clima de insegurança nas mulheres de Elvas”. No último ano nasceram em Elvas 262 crianças. Em Badajoz cerca de 2900, das quais 60 portuguesas. Apesar do bloco de partos ainda não ter encerrado, dentro de uma semana as grávidas de Elvas já terão de decidir entre Badajoz, Évora ou Portalegre.
Retirado do Correio da Manhã, 2 de Junho de 2006
Foto de Anabela Oliveira
sexta-feira, 2 de junho de 2006
Muitos Parabéns
Parabéns à Marta, pelo nascimento da sua filha Beatriz, na quarta-feira no HES de Évora.
Um beijinho da Luísa
Um beijinho da Luísa
terça-feira, 23 de maio de 2006
A amamentação selvagem
A maioria das mães que nos procura fá-lo por motivos de dificuldade na amamentação e estão preocupadas em saber como se fazem as coisas correctamente, em vez de procurar o silêncio interior, as raízes profundas, os vestígios de feminilidade e um apoio no marido/companheiro, na família ou na comunidade que favoreçam o encontro com a sua essência pessoal.
A amamentação genuína é manifestação dos nossos aspectos mais terrenos, selvagens, filogenéticos. Para dar de mamar deveríamos passar quase todo o tempo nuas, sem largar a nossa cria, imersas num tempo fora do tempo, sem intelecto nem elaboração de pensamentos, sem necessidade de nos defendermos de nada nem de ninguém, mas apenas e unicamente desaparecidas num espaço imaginário e invisível para os outros.
Isto é dar de mamar. É deixar aflorar os nossos recantos ancestralmente esquecidos ou negados, os nossos instintos animais que surgem, sem imaginar que habitavam no nosso interior. É deixar-se levar pela surpresa de vermos lamber os nossos bebés, de cheirar a frescura do seu sangue, de alternar entre um corpo e o outro, de converter-se em corpo e fluido dançantes.
Dar de mamar é despojar-se das mentiras que contámos a nós mesmas toda a vida sobre quem somos ou quem deveríamos ser. É estar descontraídas, poderosas, famintas, como lobas, como leoas, como tigres, como canguruas, como gatas. Muito relacionadas com as outras mamíferas de outras espécies no seu total apego à cria, descuidando o resto da comunidade, mas milimetricamente atentas às necessidades do recém-nascido.
Deleitadas com o milagre, tratando de reconhecer que fomos nós mesmas que o fizémos possível, e reencontrarmo-nos com o que há de sublime. É uma experiência mística se premitirmos que assim seja.
Isto é tudo o que necessita para poder dar de mamar a um filho. Nem métodos, nem horários, nem conselhos, nem relógios, nem cursos. Mas sim apoio, contenção e confiança dos outros (marido, rede de mulheres, sociedade, âmbito social) para ser uma mesma mais que nunca. Apenas a permissão para ser o que queremos ser, fazer o que queremos, e deixarmo-nos levar pela loucura do selvajem.
Isto é possível se se comprender que a psicologia feminina inclui este profundo apego à terra-mãe, que ser una com a natureza é intrínseco ao ser esencial da mulher, e que se este aspecto não se revela, a amamentação simplemente não fluie. Não somos assim tão diferentes dos rios, dos vulcões, dos bosques. Só é necessário preservá-los de ataques.
As mulheres que desejam amamentar têm o desafio de não se afastarem desmedidamente dos seus instintos selvagens. Sabemos racicionar, ler livros de puericultura e desta maneira perdemos o objectivo entre tantos conselhos supostamente “professionais”.
Há uma ideia que atravessa e desactiva a animalidade da amamentação, e é a insistência para que a mãe se separe do corpo do bebé. Contrariamente ao que se supõe, o bebé deveria ser carregado pela mãe todo o tempo, incluindo e sobretudo quando dorme. A separação física a que nos submetemos como díade entorpece a fluidez da amamentação. Os bebés ocidentais dormem no berço, no carrinho ou nas suas camas demasiadas horas. Esta conduta é simplesmente um atentado à amamentação. Porque dar de mamar é uma actividade corporal e energética constante. É como um rio que não pode parar de fluir: se é bloqueado, o seu caudal é desviado.
Dar de mamar é ter o bebé nos nossos braços, sempre que seja possível. É corpo, é silêncio, é conexão com o sub mundo invisível, é fusão emocional, é loucura.
Sim, há que ser um pouco louca para se conseguir ser mãe.
Laura Gutman
Autora Argentina de “La Maternidad y el encuentro con la propia sombra”, “Puerperios y exploraciones del alma femenina” e “Crianza, violencias invisibles y adicciones”.
Tradução e adaptação de Luísa Condeço, autorizado pela autora.
A amamentação genuína é manifestação dos nossos aspectos mais terrenos, selvagens, filogenéticos. Para dar de mamar deveríamos passar quase todo o tempo nuas, sem largar a nossa cria, imersas num tempo fora do tempo, sem intelecto nem elaboração de pensamentos, sem necessidade de nos defendermos de nada nem de ninguém, mas apenas e unicamente desaparecidas num espaço imaginário e invisível para os outros.
Isto é dar de mamar. É deixar aflorar os nossos recantos ancestralmente esquecidos ou negados, os nossos instintos animais que surgem, sem imaginar que habitavam no nosso interior. É deixar-se levar pela surpresa de vermos lamber os nossos bebés, de cheirar a frescura do seu sangue, de alternar entre um corpo e o outro, de converter-se em corpo e fluido dançantes.
Dar de mamar é despojar-se das mentiras que contámos a nós mesmas toda a vida sobre quem somos ou quem deveríamos ser. É estar descontraídas, poderosas, famintas, como lobas, como leoas, como tigres, como canguruas, como gatas. Muito relacionadas com as outras mamíferas de outras espécies no seu total apego à cria, descuidando o resto da comunidade, mas milimetricamente atentas às necessidades do recém-nascido.
Deleitadas com o milagre, tratando de reconhecer que fomos nós mesmas que o fizémos possível, e reencontrarmo-nos com o que há de sublime. É uma experiência mística se premitirmos que assim seja.
Isto é tudo o que necessita para poder dar de mamar a um filho. Nem métodos, nem horários, nem conselhos, nem relógios, nem cursos. Mas sim apoio, contenção e confiança dos outros (marido, rede de mulheres, sociedade, âmbito social) para ser uma mesma mais que nunca. Apenas a permissão para ser o que queremos ser, fazer o que queremos, e deixarmo-nos levar pela loucura do selvajem.
Isto é possível se se comprender que a psicologia feminina inclui este profundo apego à terra-mãe, que ser una com a natureza é intrínseco ao ser esencial da mulher, e que se este aspecto não se revela, a amamentação simplemente não fluie. Não somos assim tão diferentes dos rios, dos vulcões, dos bosques. Só é necessário preservá-los de ataques.
As mulheres que desejam amamentar têm o desafio de não se afastarem desmedidamente dos seus instintos selvagens. Sabemos racicionar, ler livros de puericultura e desta maneira perdemos o objectivo entre tantos conselhos supostamente “professionais”.
Há uma ideia que atravessa e desactiva a animalidade da amamentação, e é a insistência para que a mãe se separe do corpo do bebé. Contrariamente ao que se supõe, o bebé deveria ser carregado pela mãe todo o tempo, incluindo e sobretudo quando dorme. A separação física a que nos submetemos como díade entorpece a fluidez da amamentação. Os bebés ocidentais dormem no berço, no carrinho ou nas suas camas demasiadas horas. Esta conduta é simplesmente um atentado à amamentação. Porque dar de mamar é uma actividade corporal e energética constante. É como um rio que não pode parar de fluir: se é bloqueado, o seu caudal é desviado.
Dar de mamar é ter o bebé nos nossos braços, sempre que seja possível. É corpo, é silêncio, é conexão com o sub mundo invisível, é fusão emocional, é loucura.
Sim, há que ser um pouco louca para se conseguir ser mãe.
Laura Gutman
Autora Argentina de “La Maternidad y el encuentro con la propia sombra”, “Puerperios y exploraciones del alma femenina” e “Crianza, violencias invisibles y adicciones”.
Tradução e adaptação de Luísa Condeço, autorizado pela autora.
sexta-feira, 19 de maio de 2006
Parto domiciliário

No próximo Domingo, dia 21 de Maio, sairá uma reportagem sobre o parto domiciliário no Diário de Notícias.
Contará com a participação, entre outros, da HumPar e das Doulas de Portugal.
O artigo é da autoria da jornalista Maria João Caetano a quem enviamos um abraço daqui.
A não perder!
(Foto de Anabela Oliveira)
terça-feira, 16 de maio de 2006
Tony Blair apoia o parto em casa!
O primeiro ministro da Grâ-Bretanha, Tony Blair, está a promover uma "mudança estratégica" na política de nascimentos fora do hospital, tendo delegado uma comissão para o estudo que suporte os partos domiciliários e que desafie o princípio de que os partos tenham que acontecer no hospital.
Aqui ficam os links para ler mais:
A Mother's Birthright
http://comment.independent.co.uk/leading_articles/article431957.ece
Home vs hospital: Where would you rather give birth to your baby?
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article447772.ece
Childbirth Revolution: Mummy State
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article448999.ece
http://www.nzherald.co.nz/section/story.cfm?c_id=2&ObjectID=10381854
Aqui ficam os links para ler mais:
A Mother's Birthright
http://comment.independent.co.uk/leading_articles/article431957.ece
Home vs hospital: Where would you rather give birth to your baby?
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article447772.ece
Childbirth Revolution: Mummy State
http://news.independent.co.uk/uk/health_medical/article448999.ece
http://www.nzherald.co.nz/section/story.cfm?c_id=2&ObjectID=10381854
terça-feira, 9 de maio de 2006
As Doulas em Portugal...
Sairam nestes dias mais uns artigos sobre as Doulas em Portugal.
Um deles no Portugal Diário e o o outro no site da RTP.
Aqui ficam os links respectivos.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=678317
http://www.rtp.pt/index.php?article=237260&visual=16
E também um abraço à jornalista Ana Clotilde Correia pelo seu profissionalismo e simpatia!
Um deles no Portugal Diário e o o outro no site da RTP.
Aqui ficam os links respectivos.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=678317
http://www.rtp.pt/index.php?article=237260&visual=16
E também um abraço à jornalista Ana Clotilde Correia pelo seu profissionalismo e simpatia!
sexta-feira, 5 de maio de 2006
Dia Internacional da Parteira
Parteiras Em vias de extinção
Nas maternidades ainda há bebés que nascem às mãos de uma parteira. A sua actividade, legal, é valiosa porque há grande carência de enfermeiras-obstetras. Para dar visibilidade à actividade, o País assinala hoje, pela primeira vez, o Dia Internacional da Parteira, com um encontro de profissionais na Póvoa de Varzim.
Artigo de Hoje no Correio da Manhã:http://www.correiomanha.pt/noticiaImprimir.asp?idCanal=9&id=200571 2006-05-05
E vai daqui um abraço muito apertado a todas as parteiras com quem temos trabalhado. Só com a vossa preciosa ajuda, é possível a Humanização do Nascimento em Portugal!
Nas maternidades ainda há bebés que nascem às mãos de uma parteira. A sua actividade, legal, é valiosa porque há grande carência de enfermeiras-obstetras. Para dar visibilidade à actividade, o País assinala hoje, pela primeira vez, o Dia Internacional da Parteira, com um encontro de profissionais na Póvoa de Varzim.
Artigo de Hoje no Correio da Manhã:http://www.correiomanha.pt/noticiaImprimir.asp?idCanal=9&id=200571 2006-05-05
E vai daqui um abraço muito apertado a todas as parteiras com quem temos trabalhado. Só com a vossa preciosa ajuda, é possível a Humanização do Nascimento em Portugal!
quarta-feira, 3 de maio de 2006
Da ecologia do útero
Um site muito interessante e com dados relevantes sobre a vida intra-uterina,
pela mão do Dr. Michel Odent.
http://www.wombecology.com/
pela mão do Dr. Michel Odent.
http://www.wombecology.com/
terça-feira, 2 de maio de 2006
Parabéns!!
Parabéns à doula Catarina Pardal pelo nascimento do seu filho Rodrigo, dia 30 de Abril, no Amadora Sintra às 15.25.
Um abraço muito grande à doula Susana Pinho por todo o apoio e carinho nestas horas tão importantes!
Um abraço muito grande à doula Susana Pinho por todo o apoio e carinho nestas horas tão importantes!
segunda-feira, 24 de abril de 2006
Parabéns!!!
À Catarina e ao Luís pelo nascimento da sua filha neste Domingo, 23 de Abril, às 14h54. Um beijinho especial da doula Luísa com amizade e admiração.
sexta-feira, 21 de abril de 2006
O mundo começa a compreender...

... que não existe uma política de promoção do desenvolvimento da saúde e da educação mais eficaz do que o empoderamento das mulheres e raparigas. É crucial para o desenvolvimento de toda a humanidade.
Kofi Annan, Secretário Geral da ONU (no Dia da Mulher 2006)
quinta-feira, 23 de março de 2006
Estudo em Portugal sobre parto
Anabela Nunes frequenta o Mestrado na Área de Psicologia, Especialização em Psicologia da Gravidez e Maternidade, no Instituto Superior Dom Afonso III, com a tese de mestrado sobre “A Satisfação em Mulheres que vivenciaram um Parto Hospitalar vs Mulheres que vivenciaram um Parto Domiciliar”.
A partir da importância da experiência do parto e nascimento na mulher, este estudo pretende identificar os factores associados à satisfação das mulheres, na situação de trabalho de parto, parto e pós-parto, no âmbito do parto hospitalar e no âmbito do parto domiciliar e perceber se existem diferenças significativas entre estes dois grupos.
Identificar os componentes da satisfação das mulheres em relação à experiência parto poderá ser uma etapa fundamental para a organização de serviços voltados para as suas necessidades, visando a pretendida humanização da atenção ao parto e nascimento.
Vimos por este meio solicitar a vossacolaboração na recolha da amostra que a Anabela Nunes está a iniciar. Os critérios que as participantes deverão reunir são os seguintes:
· Idades compreendidas entre os 18 e 45 anos;
· Nacionalidade portuguesa;
· Parto vaginal;
· Primíparas ou multíparas;
· Gravidez que tenha decorrido com ausência de condições consideradas de risco e com termo a partir das 38 semanas inclusive;
· Que o parto tenha ocorrido até há um ano atrás;
· Que saibam ler e escrever.
Os dados dos participantes serão recolhidos através de questionários anónimos. É garantida a confidencialidade da informação recolhida.
Escrevam, por favor para:
anabela.nunes@zmail.pt
Obrigada!
A partir da importância da experiência do parto e nascimento na mulher, este estudo pretende identificar os factores associados à satisfação das mulheres, na situação de trabalho de parto, parto e pós-parto, no âmbito do parto hospitalar e no âmbito do parto domiciliar e perceber se existem diferenças significativas entre estes dois grupos.
Identificar os componentes da satisfação das mulheres em relação à experiência parto poderá ser uma etapa fundamental para a organização de serviços voltados para as suas necessidades, visando a pretendida humanização da atenção ao parto e nascimento.
Vimos por este meio solicitar a vossacolaboração na recolha da amostra que a Anabela Nunes está a iniciar. Os critérios que as participantes deverão reunir são os seguintes:
· Idades compreendidas entre os 18 e 45 anos;
· Nacionalidade portuguesa;
· Parto vaginal;
· Primíparas ou multíparas;
· Gravidez que tenha decorrido com ausência de condições consideradas de risco e com termo a partir das 38 semanas inclusive;
· Que o parto tenha ocorrido até há um ano atrás;
· Que saibam ler e escrever.
Os dados dos participantes serão recolhidos através de questionários anónimos. É garantida a confidencialidade da informação recolhida.
Escrevam, por favor para:
anabela.nunes@zmail.pt
Obrigada!
terça-feira, 21 de março de 2006
Parabéns à Ana e família!
Muitos parabéns à Ana e ao Pepe pelo nascimento do seu Lisandro, um rapagão lindo com 3,825 Kg e 52 cm.
Foi um parto vaginal, na Maternidade da Estefânia, onde a mamã chegou com meia dilatação. O bebé nasceu duas horas depois.
Felicidades!
Foi um parto vaginal, na Maternidade da Estefânia, onde a mamã chegou com meia dilatação. O bebé nasceu duas horas depois.
Felicidades!
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