quinta-feira, 3 de maio de 2007

Nascimento do Matheus

Muitos parabéns!
Muitos parabéns à Alda Santos (Aldinha) pelo nascimento do seu filho, hoje às 03h30m da madrugada, num parto domiciliário intenso mas cheio de sintonia e amor. Parabéns Alda e Allan pelo vosso rapagão.
Um grande beijinho de felicidades para a nova família.

Workshop em Sintra

Outro olhar sobre o parto e o nascimento...

A chegada de um bebé, para a maioria das pessoas, traz muitas dúvidas, ansiedade e a necessidade de nos sentirmos mais seguros no nosso papel de pais.
Porque existem outras formas de olhar para a chegada de um novo Ser, de vivenciar a gravidez e de experiênciar o parto, convidamo-la(o) a fazer este workshop onde abordaremos estes temas numa perspectiva holistica, à luz da humanização do parto e nascimento.
Nesta história, devolvemos o protagonismo à mulher e ao bebé, voltamo-nos para o nosso sentir e recuperamos a confiança na natureza que sempre nos mostrou a capacidade inata que todas as mulheres têm para gerar, dar à luz e alimentar os seus filhos. Olhamos para os novos pais, para as novas famílias, à luz de uma outra consciência que começa a surgir no planeta em que as palavras-chave são: Amor, Equilíbrio, Responsabilidade e Confiança.

Temas a abordar:

A fase final da gravidez – o alívio de pequenos desconfortos

O parto:

  • Fisiologia do parto
  • Parto natural e parto com intervenção
  • Parto hospitalar e parto domiciliário
  • Alternativas naturais para o alivio da dor
  • A mulher e o bebé protagonistas do parto

Pós-Parto e amamentação

Cuidados com o bebé:

  • Cuidados de higiene
  • O choro
  • O sono
  • O toque

    Sábado, 5 de Maio das 9h30 às 18h30
    Quinta dos Lobos – Sintra

    Contribuição – 40 euros (existe a possibilidade de almoçar na quinta, o almoço é vegetariano e tem o custo de 10 euros por pessoa)


    Facilitadoras:


Cláudia Silva
Mãe da Teresa com 3 meses
Enfermeira na Unidade de Neonatologia do Hospital de Évora
Doula* da Associação Doulas de Portugal, sócia da Humpar – Associação Portuguesa para a Humanização do Parto.
Instrutora de Massagem Infantil pela IAIM
cclaudiasilva@gmail.com Tlm. 96 6104871


Carla Silveira
Mãe da Maria com 3 anos
Instrutora de Yoga pela Federação Portuguesa de Yoga, dá aulas de Yoga para grávidas
Doula* da Associação Doulas de Portugal, sócia da Humpar – Associação Portuguesa para a Humanização do Parto.
carlasilveira@sapo.pt Tlm. 96 8221869

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Workshop na Quinta das Rosas

As Doulas de Portugal estiveram reunidas neste dia 1 de Maio, na Quinta das Rosas, em Évora, num excelente encontro de partilha e reflexão sobre alguns temas centrais no nosso trabalho: sexualidade, espiritualidade, medos, a doula e a sua relação com os elementos do núcleo familiar da mãe.


O nosso muito obrigada aos nosso queridos anfitriões, Isabelle e Paulo, que nos receberam na sua casa cheia de amor, luz, cores e deliciosos sabores, proporcionando-nos a todas um dia magnífico!

sexta-feira, 30 de março de 2007

Programa Onda Materna

Não percam hoje mais um Onda Materna, o programa de rádio da Associação Doulas de Portugal que passa na Rádio Zero (do Instituto Superior Técnico) às sextas feiras às 20h00 com repetição às segundas feiras às 11h00.

Hoje no Onda Materna, abordaremos o tema "Preparação para o Parto".

Para ouvir em directo às 20h00 do dia 30 de Março de 2007:
http://radio.ist.utl.pt/ouvir/

Para ouvir a partir das 23h00 e a qualquer dia e hora: http://radio.ist.utl.pt/podcasts/
Onda Materna:

Doulas:
Margarida Piló
Mariana Vilas
Patrícia Monteiro
Susana Pinho

sexta-feira, 23 de março de 2007

Hoje, sexta....

"Não percam hoje mais um Onda Materna, o programa de rádio da Associação Doulas de Portugal que passa na Rádio Zero (do Instituto Superior Técnico) às sextas feira às 20h00 com repetição às segundas feiras às 11h00.

Hoje no Onda Materna, continuamos o programa de há duas semanas atrás.
Abordamos os vários procedimentos hospitalares a que a mulher fica sujeita a partir do momento em que entra num hospital em trabalho de parto - como se chamam, o que são, para que servem, porque se fazem, porque evitar alguns e que alternativas existem.
Focamos a episiotomia, o vínculo entre a mãe e o bebé, a amamentação, entre outros...
Para ouvir em directo às 20h00 do dia 23 de Março de 2007:
http://radio.ist.utl.pt/ouvir/
Para ouvir a partir das 23h00 e a qualquer dia e hora: http://radio.ist.utl.pt/podcasts/

Onda Materna: Doulas Margarida Piló, Mariana Vilas, Patrícia Monteiro e Susana Pinho"

terça-feira, 20 de março de 2007

A ADP na Feira Alternativa em Lisboa

A Feira *LISBOA ALTERNATIVA 2007*
está de volta depois do êxito da edição do ano passado.
O horário da Feira é:
6ªF - 15h às 22h
Sábado e Domingo - 10h às 22h

A Associação Doulas de Portugal estará novamente presente
nos dias *23 a 25 de Março de 2007 na Cordoaria Nacional*, em Lisboa, com muitas novidades confirmadas.
Estão já envolvidas até ao momento 250 entidades!

Mais informações em http://www.terraalternativa.com/

terça-feira, 13 de março de 2007

Formação para Doulas no Porto


A Associação Doulas de Portugal vai realizar a próxima Acção de Formação Inicial para Doulas, no Porto, de 20 a 22 de Abril.


Para inscrições, devem enviar um mail com os dados pessoais, contactos telefónicos, morada, profissão e um pequeno texto de apresentação onde exponham as vossas razões para querem fazer esta formação,



As inscrições são limitadas.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Feira da Mulher - Serpa

A Feira da Mulher (Serpa) apresenta no Domingo (11 de Março às 17h) uma Mesa Redonda sobre o tema "Da Concepção ao parto - Extase da Vida" com a participação da Drª Lurdes Rodeia, da psicóloga Sandra Gonçalves, da Cristina Torres, Presidente da Associação Portuguesa pela Humanização do Nascimento e de Luísa Condeço, doula, Vice-Presidente da Associação Doulas de Portugal.
Estão todos convidados a visitarem o Alentejo neste fim de semana.

domingo, 4 de março de 2007

Onda Materna, o nosso programa de rádio

"O Onda Materna é um espaço de informação sobre a maternidade vivida naturalmente.
A gravidez, parto, pós-parto e cuidados infantis são os temas que trazemos ao lume numa conversa que se quer sem pressas...
O Onda Materna tem por objectivo a divulgação de informação baseada em evidências científicas sobre todo o universo da maternidade. O essencial é informar para que cada mãe, cada Pai e cada bebé vivam a gravidez, o parto e os primeiros momentos da sua vida em comum de uma forma consciente, informada, segura e por isso mesmo mais natural, criando espaço para que seja resgatado o protagonismo da mãe e do bebé.

"O programa passa sextas-feiras às 20h e repete segundas-feiras às 11h.

COMO OUVIR:1. ir a http://radio.ist.utl.pt/ouvir/ e escolher a velocidade de acordo com a sua ligação de internet.
Se não puderem ouvir em directo podem ouvir o podcast para isso devemfazer o seguinte:

Ir a http://podcast.radio.ist.utl.pt/ondamaterna.xml e escolher o programa que querem ouvir.
Os programas estão armazenados desde meados de Novembro e cada programa fica disponível cerca de 3horas depois de passar na radio.
Se o vosso browser fôr o Firefox ( e se não fôr podem fazer o download gratuito aqui )
e não conseguirem ler a página dos podcasts façam obrevíssimo download de um add on em:
https://addons.mozilla.org/firefox/445/depois é só recomeçar o firefox e ir de novo à página http://podcast.radio.ist.utl.pt/ondamaterna.xmlpara ouvir o programa em que estão interessadas.

Neste momento devem poder ler em português os nomes de todos os programas bem como de uma breve descrição. Cliquem sobre o que quiserem ouvir e liguem as colunas do computador. Podem ter outras janelas do computador abertas!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Parabéns à Cláudia


Muitos parabéns à Cláudia e ao Bruno pelo nascimento da sua linda filha Teresa, dia 4 de Fevereiro de 2007.
Com desejos de muitas felicidades e alegrias várias para toda a família, toda a vida. Com um abraço de profundo agradecimento por poder participar neste momento sagrado das vossas vidas. Luísa

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

É seguro confiar o parto domiciliário às parteiras?

O parto em casa está mais seguro nas mãos das parteiras do que nas mãos dos médicos. É preciso saber observar e esperar, sem impor horários nem tentar controlar os acontecimentos. A educação obstétrica treina os médicos para dirigir o nascimento, controlar o tempo, esperar que o parto decorra de acordo com normas impostas e agir "em caso de surgir um problema". Isto introduz riscos desnecessários. A parteira é especialista no acompanhamento do parto de baixo risco. Os obstetras sabem de partos com complicações. Interessam-se quando as coisas correm mal, de facto.
Penso também que o parto em casa contribui para dignificar a actividade das parteiras. Actualmente, elas são apenas enfermeiras num hospital. A profissão é mais do que isso. Muitas parteiras não estão sastifeitas com o trabalho que desempenham, não têm responsabilidade, nem poder de decisão, sentem-se sugadas pela mesma máquina que suga as mães.

Extraído da Entrevista a Sheila Kitzinger conduzida pela Jornalista Maria João Amorim, Revista Pais & Filhos, Janeiro de 2007, nº192

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Parabéns à Lia!


Muitos parabéns à Lia e ao Heitor pelo nascimento da sua filha, hoje dia 3 de Janeiro às 9h25m, em casa! Um grande beijinho de obrigada por me deixarem participar deste vosso segundo milagre! Muita felicidade para vocês os quatro!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Feliz Ano Novo

A Associação Doulas de Portugal deseja a todos os seus associados e amigos um Ano Novo repleto de alegrias várias e felicidade.

Um abraço a todos

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Mesa redonda sobre maternidade, sábado, 2 de Dezembro

Sábado, dia 2 de Dezembro, o Teatro O Bando promove uma mesa redonda sobre maternidade em Vale de Barris, Palmela, por volta das 14h30m.
Terá a participação da Drª Maria de Lurdes Rodeia, docente e enfermeira obstetra e da doula Luísa Condeço, vice-presidente da Associação Doulas de Portugal, entre outros participantes.
Venham conversar!

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Entrevista com o Dr. Ricardo Jones na Pais & Filhos

Sai este fim de semana a nova edição da Revista Pais & Filhos com uma excelente entrevista ao Dr. Ricardo Jones pela mão da Jornalista Ana Esteves.
A não perder.

O Dr. Ricardo Herbert Jones é médico ginecologista, obstetra e homeopata em Porto Alegre, RS, no Brasil, onde já atendeu a mais de 1500 partos em 17 anos de profissão. Adepto do parto natural e um grande entusiasta do parto humanizado, é também um dos líderes mundiais na discussão sobre a melhoria da qualidade no atendimento às parturientes. É membro da Rehuna, consultor médico das Doulas do Brasil e do grupo Amigas do Parto. É também o coordenador para a área médica da HumPar - Associação Portuguesa pela Humanização do Parto e um grande amigo e apoiante das Doulas de Portugal, sendo um valioso participante na nossa lista de discussão. Trabalha há vários anos em parceria com a doula Cristina Balzano e com sua esposa, a enfermeira obstetra Neusa Jones.

Dr. Ricardo Jones com Carla Guiomar, Presidente da Associação Doulas de Portugal

domingo, 19 de novembro de 2006

Parabéns

Muitos parabéns à Mariana e ao Hugo pelo nascimento da sua filha Íris, em casa, esta madrugada, às 6 da manhã. Fica um agradecimento especial à Parteira Eillis e à Parteira Fernanda por todo o apoio prestado.
Muitas felicidades!

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Primeiro estudo sobre doulas em Portugal


Pede-se a todas as mulheres que fizeram formação de doula com a Associação Doulas de Portugal que verifiquem a sua caixa de correio eléctrónico e que respondam ao questionário enviado, para poderem participar do primeiro estudo sobre doulas em Portugal. Obrigada

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Muitos parabéns à Ana

Parabéns à Ana Teresa e ao Fernando, pelo nascimento da sua filha, ontem, domingo, dia 29 de Outubro, às 17h e 20.
Um abraço muito apertado aos três e também à parteira Dª Glória por um execlente trabalho.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Ser doula

Ser-se Doula é AMAR!
Amar o Universo, o Mundo, a Natureza, a Vida;
Amar o Próximo: os que já nos acompanham e os que hão-de chegar.
Porque quem ama Partilha: Informação, Disponibilidade, Carinho, Espaço e Tempo, Situações e Acontecimentos.
Quem ama Apoia, ouve, está presente ou ausente conforme necessário, consoante o momento.
Colmata sem mencionar, Encoraja e Ajuda a Crescer;
Ajuda, quantas vezes sem chegar a necessitar de ouvir um pedido.
Observa e lê o silêncio e o corpo do Outro, lê nas entrelinhas.
Tudo isto é ser-se Doula e tal será mais fácil, porque verdadeiro, se nos colocarmos no lugar do Outro e soubermos vestir a sua pele, de uma forma serena, mas alerta, com uma postura relaxadamente atenta
Ser Doula é, acima de tudo, SENTIR e agir em sintonia.
Sentir-se e ao Outro, Sentir momentos, Sentir desejos/necessidades e medos/receios, contribuindo para suprimir as primeiras e ajudando a minimizar ou mesmo anular os segundos.
Sentir e Responder, tantas vezes com silêncio ou ausência, outras tantas com uma palavra, um sorriso ou uma atitude;
Para tal, é necessário aliar o CONHECER.
Novamente, de si mesmo e do Outro, das relações, das histórias que fazem a vida de cada um, de experiências vividas, desejadas ou sofridas;
Da Realidade, visível… ou não!
Conhecer factos, dados, estudos, investigações e poder utilizar tudo isto (ou esquecer) em benefício da futura Mãe e do novo bebé: é INFORMAR.
Sem influenciar, opinar, sugerir, muito menos obrigar. A futura Mãe tem decisões a tomar e é bem informada que permite a si mesma (e ao seu companheiro) a total liberdade de escolha.
É ser MATERNAL de uma forma saudável. Transmitir confiança e deixar que a Futura Mãe o seja: não permitir que esta se esconda debaixo da asa da Doula, pois a Mãe é a outra mulher.
É contribuir somente no que for necessário, mas não deixar nunca a retaguarda. É certificar e garantir as necessidades básicas de PRIVACIDADE, SEGURANÇA, CONFIANÇA e CONFORTO.
É permanecer em silêncio, quantas vezes quando todos os outros falam ou querem falar, opinar ou mesmo decidir.
É ter em nós um pouco de Gato, de Freud, de Guarda-Costas e de Sábio…
Ser Doula é ser RESPONSÁVEL. Actualizar conhecimentos para estar informada e informar correctamente, não tomar decisões de ânimo leve, ter consciência que se é Doula e não obstetra, enfermeira ou parteira, não descuidando a necessidade da presença de Técnicos de Saúde em algum momento de todo o processo Gravidez – Parto – Pós-Parto. Mas não estar prisioneira de uma equipa técnica.
É saber o provável valor de um simples duche ou da água à temperatura do corpo.
Muitas vezes, é simplesmente esperar, quando não se está certa de nada.

É ajudar a ajudar. Contribuir para partos mais fáceis, mais simples, mais curtos, porque mais saudáveis, mais íntimos e em respeito de Mãe e Bebé mamíferos. Partos mais bonitos, porque completos e vividos em pleno por Mãe e Bebé. Sempre que possível, da forma mais natural, porque animal, e sem intervenção medicamentosa ou intrusiva.
Naturalmente!

Um abraço muito apertado à Teresa Chuva pelo texto inspirador!

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

PARTO SEM OXITOCINA


Carta da autora espanhola Lucia Etxbarria


Antes de parir me entrevisté con 17 obstetras, 15 que venían en la lista que me había facilitado mi seguro médico y dos de la Seguridad Social.
Dieciséis de ellos me dijeron que la episiotomía (un corte en el perineo para “facilitar” la salida del bebé). La oxitocina (la administración de una hormona sintética para”facilitar” las contracciones) y la monitorización (que impide moverse a la parturienta y, por tanto, realizar ejercicios para mitigar el dolor) se practicaban por protocolo en sus hospitales, y que no podían atenderme si me empeñaba en un parto natural. La mayoría adoptaron el mismo tono paternalista de algunas de las cartas de los lectores que protestaban por el artículo de Rosa Montero: “Aquí el médico soy yo, y usted no sabe nada”.
Por fin conseguí que el doctor Mirruan Yordi accediera a mi propuesta de parto. Pero a la llegada a la clínica una matrona se empeñaba en pincharme el gotero y conectarme al monitor. En plenas contracciones, yo intentaba explicarle que había pactado con mi médico un parto natural y no monitorizado. A los profesionales que aseguran que la oxitocina es absolutamente necesaria les diré que en mi parto no la hubo. A los que afirman que sin episiotomía siempre hay desgarro les puedo enseñar mi perineo intacto. De paso, les puedo presentar a tres amigas mías que sufrieron graves infecciones puerperales a causa de la episiotomía, una de ellas imposibilitada desde entonces para las relaciones sexuales con penetración.

Y a todos les pregunto: ¿por qué en Inglaterra, en Holanda y en Canadá no se recurre a goteos, puntos o máquinas? ¿Acaso vivimos en un país de mujeres con perineos extremadamente frágiles y pelvis inútiles? ¿Y por qué ninguno de los médicos que entrevisté accedió a facilitarme el índice de cesáreas practicadas en su hospital? ¿No será porque en las clínicas privadas españolas este índice oscila entre el 30% y 50%, cuando la OMS opina que un índice superior al 10% indica que las intervenciones se practican por conveniencia del profesional y no de la paciente? ¿Y tendrá algo que ver con el hecho de que en las clínicas privadas se practican muchas más cesáreas programadas el día anterior a un puente?

A los que aseguran que sin oxitocina una mujer se arriesga a pasar por el parto de la burra, con el consiguiente riesgo de sufrimiento fetal y fiebre materna, les diré que sí, que desde mis primeras contracciones hasta el expulsivo pasaron efectivamente dos días, y que, tal como aconsejan los profesionales británicos, esperé en mi casa hasta que dilaté los dos centímetros preceptivos, y que aquellas molestias eran perfectamente soportables. Sin embargo, sí hubiera acudido inmediatamente al hospital como recomiendan los médicos españoles, me habrían administrado oxitocina para acelerar el parto. Debido a las dolorosas contracciones provocadas por una hormona sintética, yo misma habría pedido la epidural e, imposibilitada de empujar, es más que probable que mi parto hubiera acabado en cesárea, como sucede con la gran mayoría de españolas mayores de 30 años que paren en clínica privada.
Pero la clínica, eso sí, se habría embolsado 6.000 euros del seguro, en lugar de los apenas 600 que le reportó mi parto.

Lucia Etxebarria Asteinza.
Por Correio electrónico
Agradecimentos à Susana pelo envio do texto