segunda-feira, 18 de julho de 2005

O parto está na cabeça

Uma imagem positiva do nascimento é a pedra angular de uma experiência de parto segura e feliz. Se acreditares que o teu corpo está destinado a dar à luz eficientemente, naturalmente e sem complicações e que o nascimento é um evento de alegria, estarás com a maior parte do caminho feito para um parto natural e seguro. Convicções e atitudes positivas contribuem para uma experiência de parto feliz, permitindo à mãe um trabalho de parto mais eficiente e abrir passagem para o seu bebé com menor esforço.

in Carl Jones, "Mind Over Labor", 1987.

3 comentários:

barbarayu disse...

É isso mesmo. Uma atitude positiva é fundamental. Para isso há que desmistificar o pessimismo que nos foi sendo "imposto" ao longo de muitas emuitas gerações...

Bárbara Yu
pirataseprincesas.blogspot.com

papu disse...

Intimamente estou de acordo com o texto, mas acho que é preciso saber interpretá-lo, para não ferir algumas susceptibilidades. É que há histórias de partos com sofrimentos horrorosos e acho que quem passou por isso não foi de certeza por não ter desejado que as coisas corressem bem ou por falta de pensamento positivo... É que esta é só mais uma variável, depois há muitas outras, que também é preciso ter em conta.

carla guiomar disse...

O texto fala de uma imagem positiva do nascimento como uma pedra angular, um contributo, obviamente não é uma garantia, mas é de enorme importância e pode de facto fazer a grande diferença. A começar pelo local do parto que se escolhe, pelos profissionais que nos vão acompanhar. Uma mulher com grande auto-confiança no processo natural do parto, não vai para o hospital cedo demais (ou nem sequer vai para um hospital), rejeita procedimentos de rotina que sabe serem prejudiciais e que aumentam o sofrimento, faz-se acompanhar por uma doula que pode proteger a sua experiência de parto, etc. As histórias de partos "horrorosos" são na sua imensa maioria resultantes da falta de confiança generalizada relativamente à fisiologia natural do parto, quer por parte das mulheres quer por parte de profissionais, que faz com que perturbem (ou aceitem as perturbações) num processo que de outra forma seria muito mais saudável e seguro.