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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Escolhas de Parto, na TV portuguesa

Para quem não conseguiu ver os programas da semana passada, é só clicar.

Sociedade Civil, RTP2, 30 de Abril.


Grande Reportagem, SIC, 3 de Maio.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Com pequeninas coisas (des)aprendemos o que é o parto

A propósito de um anúncio da Coca-Cola emitido na vizinha Espanha, foi-me lembrado que é com estas pequeninas coisas que vamos sendo habituadas a aceitar o que o parto deve ser, do ponto de vista clínico, e não o que ele pode ser, do ponto de vista da mãe e do bébé.

Aguns exemplos são um episódio da série Friends, o filme Children of Men (com Clive Owen), o filme Junior (com Arnold Schwarzenegger) ou o filme Look Who's Talking (com John Travolta).

Que tal se começássemos a ver imagens mais dignas, mais respeitadoras da fisiologia da mulher e das necessidades de um recém-nascido, mais serenas, mais calmas e mais reais?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Menos medo e mais confiança


"Penso que hoje estamos - era como eu me sentia - muito longe da experiência da gravidez e do parto. Quando se engravida corre-se para um médico e pômo-nos nas mãos dele. Tudo é medicalizado, tudo é um acontecimento clínico. Esta é a atitude normal na nossa sociedade perante um acontecimento que é tão natural!

Agora começa a haver outra abertura a outras formas de encarar as coisas, mas ainda é tudo novo. Como se o natural tivesse deixado de ser normal. Acho que desaprendemos muitas coisas nesta área e isso é triste. A maior parte das pessoas não sabe o que é um parto natural e acha estranho que alguém o desejo. Isso é que é muito estranho, para mim.

O facto de ter uma doula abriu-me para uma nova forma de encarar a gravidez e o parto, menos stressante, com menos medos e com mais confiança. Tenho a certeza que sem ela tudo teria corrido de outra forma. A minha ideia de parto vinha do que eu via nos filmes e do que me contava quem já tinha passado por isso. O meu parto seria assim, no hospital, com médicos, com máquinas, com medo. Tinha medo, quando ouvia falar em cesarianas, fórceps, ventosas, tudo isso me assustava. Mas tinha de ser assim, para ser mãe.

Com a minha doula, percebi que não tinha de ser assim. Fui mudando completamente essa ideia, ao longo da gravidez".

"Para mim, a doula é quase como se fosse uma mãe, numa altura em que estamos muito vulneráveis.
Transmitia-me sempre muita tranquilidade, respondia às minhas dúvidas, ouvia os meus receios... Saber que podia ligar-lhe a qualquer hora da noite ou do dia deixava-me muito segura. Com um médico nunca há essa intimidade. Acho que é isso, cria-se mesmo uma relação de intimidade".

"Não trocava a minha doula por nenhuma epidural. E no próximo parto quero-a novamente comigo".

Maria José, mãe da Joana, de 7 meses.
Testemunho completo neste artigo da IOL Mãe

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Renascimento



Devido à sua potencialidade transformadora, o parto pode lançar a mulher num estado de depressão, tristeza e desencanto, caso não seja respeitada nos seus direitos e na sua dignidade. Por outro lado, um nascimento em paz pode colocá-la na posição de estrela fulgurante de um processo de profundo ganho de poder pessoal.
O evento do parto pode significar para a mãe um "renascimento", o momento no qual vencerá uma série de barreiras, dificuldades e desafios impostos por muitos anos de menos-valia. Pode ser o momento da grande "viragem" da sua vida, como tantos de nós já tiveram oportunidade de testemunhar.

Dr. Ricardo Jones, Obstetra.
Excerto da entrevista à PAIS & Filhos, Março de 2009.

Imagem daqui

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Parto Orgástico

No início deste novo ano pode assistir à projecção gratuita do documentário "Orgasmic Birth" (Parto Orgástico) da Debra Pascali-Bonaro, em Portugal nos dias 30 de Janeiro no Porto, Lisboa e Aveiro e 1 de Fevereiro em Coimbra.



Um documentário que examina a natureza íntima do parto e do poderoso papel que o mesmo desempenha na vida da mulher, quando lhe é permitido experienciá-lo em plenitude.

Parto Orgástico é um tesouro. Permite-me plantar sementes do parto humanizado na mente das participantes nas minhas aulas de preparação para o parto. O filme ajuda-as a encontrar o poder de optar pelo parto normal e não intervencionado. Traz me a esperança de famílias ligadas e cheias de amor para as próximas gerações. Agradeço a todos os pais que aceitaram com tanta generosidade deixar filmar os seus partos, e a ideia de trazer a noção de parto orgástico à nossa cultura. Estou muita animada com a perspectiva das mudanças que este filme provocará na vida das pessoas, nos seus partos, e na sociedade em geral. (Barbara, Educadora perinatal, USA).

Fica o convite para entrar nesta viagem pela intimidade de vários nascimentos e por diferentes modelos de cuidado perinatal, que seguramente o levará a reexaminar a forma como se vive o parto em Portugal. As sessões de filmes serão seguidas de um debate animado por membros da HumPar, médicos, parteiras, enfermeiras e doulas.

Toda a informação em:
http://www.humpar.org/orgasmic_birth.htm

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Parto na Água na SIC MULHER



Na passada Segunda-feira, 24 de Novembro, falou-se sobre "Parto na Água" no programa Mundo das Mulheres, na Sic Mulher, apresentado por Adelaide de Sousa.
Foram convidadas a Médica Obstetra Radmila Jovanovic e a Mãe, psicóloga de profissão, Susana Cheis que fez formação com as Doulas de Portugal em 2005 e escolheu também ser acompanhada por uma doula no nascimento das suas duas filhas.
Muitos parabéns às duas pela excelente participação, pelo contributo profissional e humano para a desmistificação do parto na água como uma prática simples e acessível e repleta de benefícios para as mulheres, seus filhos e famílias.


"Em ambos os partos das minhas filhas nunca senti medo ou angústia, em momento algum. Nunca desejei um analgésico ou algo que me impedisse de sentir fosse o que fosse no meu corpo. Senti-me sempre segura, protegida, respeitada e principalmente amada. Não sei o que é ocitocina artificial, clister, raspagem de pêlos púbicos, monitorização contínua, toques dolorosos, bolsa rebentada ou episiotomia. Tive o meu marido sempre ao meu lado, e mais tarde as minhas filhas sempre junto a nós. Amamentei-as nos primeiros minutos de vida, e em exclusivo até aos seis meses, mesmo regressando ao trabalho aos 4 meses. Não souberam o que são suplementos nem camas aquecidas, nem aspirações, nem nada que não seja o cheiro e o colo da mãe e do pai. Foram as experiências mais extraordinárias da minha vida e recordo com saudade cada minuto, cada momento, cada sensação que vivi. Como um privilégio, uma bênção". Susana Cheis, mãe da Beatriz e da Anita.